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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


JOKA

Trevas

O calor e a luz por entre trevas. Um final de filme nada feliz. Quantos filmes para ver?  Esta noite me assombro com minhas maldades. Os demônios se fazem cães prontos a devorar o próximo. E o amor ainda é ilusão. Longe de minha estrada para Damasco. Eu me persigo, me assalto e me destruo. Sou niilinista de mim mesmo. Este calor e meus desejos afloram. Ilusão mera ilusão de mim mesmo. Não me engano nesta civilização politicamente correta. Corro é salto dentro de um lago de um parque. A guarda corre atrás de mim. Somos cercados de câmeras. Adentro ao prédio mais alto da cidade, torno-me águia para voar. Tudo se esvai na ampulheta. Não quero ser correto para agradar uma sociedade desequilibrada. Com uma justiça cega de ódio ao mais fraco. E uma policia a serviço das elites. Uma educação que tenta aprisionar nossa essência. Não sou. Deixo minha covardia de lado quando faço minha reflexão. E horo para mim mesmo me libertar de minhas feras. Eu demônio. Nunca anjo. Tudo dentro de mim. Minha inexistente ética. Refletida na podre sociedade que nos cerca. Caminho pelas margens de rio. Caminho pelo banhado de um rio. Nunca sou. O calor e a luz por entre trevas. A revolução doe dentro de mim. E busca refletir-se nas ruas.    

JOKA
João carlos faria

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