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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


JOKA

Ser ou estar?

Só existimos enquanto resistimos. E a um grande trator chamado cotidiano que tenta passar por cima de nós a todo o momento. Ás vezes até passa depois nos reconstituímos. Sempre a derrotas e vitórias. A vida é feita de cansaço, sofrimento e alguns poucos momentos de vitorias. Estamos repletos de ilusões. Sobre o que nos cerca. Como nos vemos e como vemos o mundo? Mas a um mundo?  Só nos baseamos em nossos parcos cinco sentidos. Mas sempre há algo além. E tudo nos cabe. Não devemos nos basear em nossas doces ilusões?  Sempre estamos a imaginar e nunca estamos a criar. O próximo esta sempre longe de nossas expectativas. Sentimo-nos ás vezes ouvimos e na maioria das vezes falamos. E nos emocionamos sem de fato compreender todas as situações que o cotidiano nos envolve. É muito importante aprender a silenciar. E só observar tudo sem emitir nenhum juízo de valor. Pois nem sempre é o que achamos que seja. Devemos nos calar. Avaliar nossos sentimentos, principalmente nossos ressentimentos. Só nos baseamos nestas limitadas percepções que são os cinco sentidos. E olha que não estão a pleno vapor. Parecem-me mal preparadas. Não nos fazem perceber o que se deveria perceber?  Curto a chuva de verão que cae nesta noite. E ás vezes me indago estou aqui realmente?  Quase não tenho estas respostas. Quando adormeço e o sonho vem, tudo me parece real? Não devo eu estar dormindo. Ou vivo adormecido. Como em Matrix devo despertar? Mas o que fazer para despertar?  Chaves quantas chaves  podem abrir quantas portas teremos que passar? A portais, portões. E no momento curto os portões da escola. Que me ensinam muito da arte de viver. A educação para mim é um desafio a todo instante. Eu me  cobro. Cobram-me nos cobram. Desculpem não sou nem Visconde nem Emilia. Mas a criança adormecida dentro de mim começa a despertar. Como é bão ver passarinhos  tomando banho de areia e contemplar  isto junto com uma criança. Como é gostoso ver o silencio de um pátio após uma algazarra infantil. Experimentar  a própria comunidade em sua plenitude com suas angustias, medos, revolta e uma grande dose de violência. Ver uma sociedade que se transforma. Dentro de uma  escola. Isto tudo nos fazem perceber Deus que nos habita. Que na maioria de nosso tempo esquecemos que Deus no habita. E tudo sempre passa. E a vida se esvai como as areias de uma ampulheta. Ganhei um livro de Carlos Drummond de Andrade. E ainda nem terminei de ler Cecília Meireles. Mas tudo sempre acontece neste eterno instante. Vou caminhar por entre a chuva. Curtir a negra noite. E adentrar ao universo de Morfeu venha comigo.

JOKA
joão carlos faria                      

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