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terça-feira, 13 de dezembro de 2011


JOKA

Coração

Estar salvo de mim mesmo. Ou de minha cruel multiplicidade é um desafio minha percepção se faz presente. Acabei de emocionar-me com um texto que fiz há dois anos. Que coisa. Eu mesmo me contagio. Quem escreve vive entre bons textos é péssimo textos. Que retiraria da UEB  numa boa. Mas este me atingiu profundamente. Tento distanciar-me desculpe sou treva. Ainda não sou luz. Não me vejo bom. Meu coração é toda pedra e nunca alma. A violência passa por minha cabeça. E medusa me inibiria. Minha cachaça, minha droga malévola esta no pensar. Não consigo silenciar-me. Contemplar o universo. Sentir-me parte real dele só se dá com ausência de pensar. O religar-se a Deus se faz sem pensamento. Quem me abriu as portas do saber? Um dia estava em minhas vaidades por entre praças e pessoas que como eu ansiava e aciam por descobertas. E muitos me deram muitas chaves. Algumas nos fazem perdermos neste labirinto de concretude. Hoje num êxtase quase não vou trabalhar. A vida se esvai o tempo inexistente passa. Estou na maturidade cronológica. Agora em fé em religação com o Universo já não sei?  Mas este texto me tocou. Me fez refletir. Que me ajude a deixar de pensar. Não sou. Sei que tudo é mera ilusão. Mas este corpo no qual habito ajuda-me a centrar. Imagine eu sem ele,  ai seriam dispersões mentais. Rogo ao Universo mais uma eternidade como o acender de uma lâmpada. Para me redescobrir e deixar simplesmente de pensar. Nunca fui nada além de minha mera vaidade. Não compreendo o falar dos pássaros talvez intérprete o sentir. Quero que um riacho passe por cima de meu corpo. Quero banhar-me na Mantiqueira. Sentir o meu coração. Despir-me de ilusões.

JOKA
joão carlos faria  

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