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sábado, 17 de dezembro de 2011


JOKA

A areia da ampulheta

A noite se faz presente. O calor sedutor de um verão que se anuncia quente muito quente. Como somos Trópicos. Eu sou Tropicalista. As vezes reaça. Mais sempre anárquico. A liberdade inexistente. É uma utopia a ser alcançada. Leio o livro Utopia de Thomas More  tentando decifralo. A vida se vai. Esvai-se eu sempre só. Tudo tem seu tempo somos eternidade. Diversidade. E ainda ausência. Gosto de andar só pela cidade. Ouço o pensar de velhos esquerdistas disponho-me a aprender. Enquanto pessoas passam pela praça com toda sua afobação por falta de grana não consumo. Se tivesse compraria. Mas tudo é repetitivo e mecânico. E a areia da ampulheta continua a cair. Um inseto verde adentra ao meu quarto. Assenta no computador. E agradeço por não consumir. A vida é mais que consumo. Mais que dias agitados de trabalho. A calma é necessária. Curto a paisagem de minha cidade. Seu cartão postal. Um enorme banhado. E o Rio Paraíba do Sul bem ao afundo. Uma vila que desaparecerá uma comunidade que esta ali a mais de um século. Tudo passa. A noite esta quente. Cadê os Tropicalistas?  Um velho esquerdista. Falou-me que os Paulistas são extremamente conservadores e reacionários. Que coisa. Somos frutos desta sociedade. Estamos sempre aqui pelo jeito morrerei aqui. E não transformamos este Estado em algo mais humano. E os Tropicalistas se fizeram em Sampa. Não somos não sou. Vejo pela centésima vez o vídeo Odara. Não o entendo. O entendo  sempre o revejo. É uma colagem maravilhosa bem Tropicalistas. E não somos e somos devemos deixar e Ser. Tudo se faz presença. Que calor ei de dormir?  Mas eu já estou adormecido. Amanhã terei noticias do mundo. Que não vão me afetar. E irão me afetar. Sou liquido. Sou ar. E desmancho em minha inexistência. Afinal para que nos serve á gramática?  Para que serve a escola?  Se a escola é um habitat reaça. Como pode quarenta  crianças diante de um professor numa sala extremamente quente? A escola necessita de uma nova arquitetura. Necessitamos de uma arquitetura Tropical. De um vestir Tropical. Meus caros nós não somos a Europa. Não fazemos filosofia  em Alemão. E digo não. Digo não a todas   as mentiras que não são inofensivas e os meios de comunicação nos repete todos os dias tentando transformalas em verdades. Cadê o livro Verdades Tropicais de Caetano Veloso? Continuo a decifrar Flavio de Carvalho. Com suas idéias modernistas. Que se validam a todo instante. Ele ao menos tentou repensar o Brasil tentou nos transformar. E se faz presente hoje. Leio Dailor Varela, Franklin Maciel, Claudio Daniel. Releio-me os leio. E não nos deciframos?  Tudo é um labirinto. Vou-me embora. Viajo dentro de mim. Vou voar. Irei sonhar. Criemos uma nova música, uma nova moda. Um novo cinema. Que nos ajude a decifrar. Vou-me embora adentrar a mata. Sou fera a me devorar. Bicho homem. Mutante. Odara. A revolução acontece dentro de nós e se reflete nas ruas.  

JOKA
joão carlos faria

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