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segunda-feira, 28 de novembro de 2011


JOKA

Uma metamorfose ambulante.

Conseguir se desligar do que acontece fora de mim. Não é fácil nós já somos um universo. E damos muita atenção ao que existe fora de nós. Ai sim nunca sou. Tudo é mera ilusão para nos distrair do que devemos criar. Não sou. E tenho saudade de minha amada Mantiqueira. Onde consegui chegar um pouco próximo de mim mesmo. O restante é pura ilusão. É fantasia. É nostalgia puro intelectualismo. Vontades que de verdade não são minhas. A vida é experimentar. Já experimentei estas ilusões por demais. Sempre caminhei de mãos dadas com a lúxuria é só lixo, pois sempre foi mental. E nada como caminhar por entre arvores, rios. Ter medo de alguma cobra. Estar atento ao natural. Há quase dois meses vivo com uma garganta que não me deixa estar junto á amada Mantiqueira. E neste domingo estive lá a sorver as energias divinas em meio á mãe natureza. Uma chuva de verão. Águas de uma cachoeira que ainda não pude entrar. Voltei  com a sensação de não mais escrever sobre política. Ou debater estes assuntos que nunca acrescentam nada em minha vã existência?  Sinto que nunca mudarei nada. Sem antes realmente transformar-me. Não sei por quanto tempo me desligarei da ilusão. A vida deve ser contemplada. Experimentada. Desculpem ainda não entendo nada de economia. Ainda não sei vender. Só sei comprar. Preciso aprender a vender. Absorver as energias do universo e a transforma La. Não sou o Sol nem sou Lua. Ainda simples joguetes de forças que mal compreendo. Tudo é ilusão. Devo retirar-me adentrar as minhas cavernas. Devorar-me por inteiro. Conhecer-me. Preciso desfazer-me da ilusão da política. Uma critica minha não diz nada. Não afetas governos, muito menos governantes nem mesmo os leitores. Não adianta eu estar em ira. Arquitetar uma nova sociedade. Se eu não  conseguir ser um ser humano diferente. Mudar é preciso. Ser uma grande metamorfose ambulante como cantava Raul Seixas. Tudo é utópico. É passageiro. Quero ir de trem para bem longe do inferno de minhas vãs ilusões. O poder é um desastre não altera em nada o curso do universo. São leis que nos regem nos conduzem. Devemos ir além da mera ilusão. Vou-me embora. Já não sou quem fui. O rio levou-me as ilusões.

JOKA
joão carlos faria

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