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terça-feira, 8 de novembro de 2011


JOKA

O VERBO

 Confesso eu não sei nada. E como passarei algo para crianças se não sei nada. Confesso acho nossa língua tão bela. Mas ao mesmo tempo tão cheia de regras. E minúcias, malabarismos. Que impede as pessoas de se comunicarem. Confesso para mim, tudo parece um jogo de cartas marcadas. Desculpem as vezes não quero estar em sociedade. Parece que fico a repetir as velhas canções mentirosas que me contarão. Vejo uma sociedade que tenta derrubar os valores mais básicos do homem. Estamos cada vez mais egoístas. Mentimos para nós mesmos quando professamos alguma fé. Somos por demais ateus e materialistas. O nosso jeito de viver denuncia isto. Como deseducamos as crianças. Como nunca as  entendemos denuncia isto. Seguir a ismos. E tantas teorias nos fazem idiotas. Somos uma humanidade de  idiotas. Os lideres do mundo invadem países. Destroem civilizações inteiras. E ficamos a dar milhos a pombos. Não entendo. Aceitamos a escravidão de um cartão de ponto. Seguimos convenções sociais nas quais não concordamos.  E vemos uma geração invadir uma reitoria pelo direito a fumar maconha. Justificam assim a truculência  policial. Temos sim direitos, mas temos deveres. E nos prendemos e servimos este Sistema Capitalista. E nunca estudamos Marx para voar além dele. E sempre caímos nas redes da teorias. Nos contos dos especialistas. O saber é o ser é universal. Vai além de descobrir uma parte entender uma parte sem ter idéia de um todo é tolice.Não sabemos diferenciar fadas de bruxas. Não entendemos o que são os seres elementais.Não sabemos ler a áurea. Separamos a magia da ciência se tudo é único. Confesso eu não sei. No fundo desconhecemos o verbo que cria. Como em Sidarta as vezes um simples balseiro pode nos ensinar tudo da vida. A sabedoria esta em todos nós. E mesmo assim não sabemos nada. Desculpem eu não sou. Pois não sei nada. É duro ver uma sociedade que se prostitui que anula seus princípios só por algumas moedas de ouro. Em nome da vã sobrevivência matamos nossos valores. Deixamos as pessoas  cada vez mais ignorantes. E os Partidos Políticos e Governantes  a cada dia assumem um discurso e uma prática uma mais igual a outra. Não sou. Graças ao Universo nunca serei eleito para nada. Nunca venderei grandes contias de livro. Nunca serei badalado. Quero um canto numa serra, ver uma nascente nascer. E vivenciar a natureza e descobrir realmente que não sei nada. E ao fim tudo é respiração e com ela se faz O VERBO.

JOKA
joão  carlos faria    

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