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quarta-feira, 5 de outubro de 2011





JOKA

Uma cidade quântica.   
           
Sinto a ausência.Vejo casais jovens em ônibus.Vejo a cidade rotineira em movimento.Não há o colorido de artistas. Não há grafite em minha cidade. Não há arte nas ruas, nas escolas. No trabalho vivemos numa sociedade cartesiana. Sem lúdico sem fé. Só as velhas igrejas e nenhum espaço cultural. Nem um lugar que a qualquer momento se fale de poesia. De teatro. Esta burricecracia. Do poder nos tenta manipular. Nos empurra para um abismo de alienação.Resistir resistir o moinho de vento é um grande gigante. Minha cidade real é Pasargadas e não esta que sou mero coadjuvante. Libertemos de nossos personagens sejamos reais. Viscerais.
Transformemos nossa cidade imaginária em real. Precisamos do lúdico se não quisermos viver  em tédio. Cadê palhaços. Atores. Poetas, diretores de cinema, profetas.
Políticos que façam Política com P maiúsculo e não um mero teatro. Não fiquemos de braços cruzados. Ouro não cai dó céu. Sejamos ousados para sairmos deste Kaos Urbano façamos nascer uma cidade de harmonia. Que respire arte. Que tenha artistas. Que tenha pessoas que deixem de ser coniventes com um sistema que nos faz suicidar lentamente. Precisamos ser livres. Deixemos nossas algemas.
Vamos dar um salto quântico.

JOKA
joão carlos faria

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