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quarta-feira, 19 de outubro de 2011


JOKA

O dragão se faz presente no céu do Tibet.

A noite se arrebenta. Quando o sol desce as escadas do ocidente para iluminar o Oriente. Vejo-o surgir. Eu homem ainda adormecido. Caminho pelas flores do irrevelado Tibet. Vejo lindas mulheres na TV. E absolvo-me de minhas lúxurias. Quais os limites entre o belo e o pornográfico?  Por ainda não compreender prefiro não me arriscar no luxurioso universo virtual. Lindas mulheres que recitam mantras. Caminho pelo Tibet. com minha torpe imaginação. O grito se faz em vermelho. Nestes dias primaveris. O sangue pulsa no coração. Ouço as  batidas de meu coração. Gatos fazem do forro de minha casa moradia. Qualquer hora destas cairão por cima de minha cabeça. Há infinita ilusão de existir. Com estas dores corporais. Quando me livrarei de minha malévola sinusite. Não devo cortar minha cabeça para que o sangue jorre abundantemente?  Renascerei eu de minhas cinzas?  Quando criança via vários filmes orientais. E hoje recito mantras. Qualquer hora destas recitarei noite adentro. Com esta dor não consigo a necessária concentração para meditar. Tudo é mente. Tudo nos engana. Vitimas de nossos sentidos. Desculpe mas não sei se estou aqui neste exato momento. Minha mente se desvanece em pensares de luxúria. Silencio-me para ouvir o meu pulsar. Desculpe ainda não sei cantar. Não sei tocar nenhum instrumento  e sei criar música. Que estranho. Aquele lago que vejo no Tibet. Dragões adentram a minha mente. Luto ferozmente contra eles. Nada deve habitar meu ser. Enfrento meus demônios imaginários. Cruzo sinais vermelhos. E o Dragão se faz presente no céu do Tibet. Estou em fúria. Numa tempestade no Oceano Pacífico. Mulheres se apresentam dentro de meu sono. Assim não consigo despertar? Já não quero ser adormecido.Chega de adormecer. Fujo de minhas criações mentais. As destruo com espada em mãos. Perco mais batalhas que venço. Saio trôpego do universo de Morfeu. Ainda irei além de Tropabana. Além de Pasárgadas. Tudo dói em minha cabeça. A dor física me aprisiona. Gatos brincam em meu telhado. Minha cabeça dói. Meu corpo dói. Não consigo visualizar o Deus que habita meu ser. Deus para mim tão perto e tão longe. Hoje perguntei a uma criança quem lhe tinha dado aqueles belos olhos?  Olhou sorriu e respondeu quem mais além de Deus. Tudo nos é dado. Tudo nós é tirado. Curvemo-nos diante de Deus. Naufrago numa embarcação tentando voltar ao Tibet. Tentando alcançar Shambala. Onde estive por uma noite. Não queria voltar a este corpo. A este universo físico. Mas voltei. Ai ai ai de mim. Se não reencontrar a chave que esta perdida dentro de mim mim mim. Vou-me embora para Pasárgadas  , mas não há mais Rei. Não há mulher. E sem mulher não sou nada nada nada. Vou-me embora adentro dentro de meu coração coração coração. Ainda regressarei ao Tibet Tibet Tibet ...A noite se arrebenta dentro de minha cabeça. O sol ainda não ilumina minha cabeça.

JOKA
joão carlos faria

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