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domingo, 23 de outubro de 2011


JOKA

Beijos incendiários ...

Dedicado a Vilma Belfort

Sugas-me pelo espelho, absorve-me através de tuas retinas por entre dores físicas. Cá estou de alma em flores na tarde primaveril. Com meu vulcão em erupção. Em devaneios. Ela caminha com amigas. E entra em êxtase diante da beleza da Mantiqueira. Ouve Vila Lobos. Ela dança na primavera em cio. Em delírios tropicais. Vê-se nua a fazer amor dentro das águas de uma cachoeira. E ao mesmo tempo contempla as imagens. Ela multifacetada. Por entre dores de partos. Por entre o menstruar de um novembro que ainda não veio. O sangue escorre por entre suas pernas. E se vê nua pela mata atlântica. O verde abundante no cantar de pássaros. A noite se faz no crepúsculo. Ela em cio.Uma febre de desejo. O abstrato azul refletindo um corpo feminino. Cores infinitas cores. Minha retina se torna uma palheta. Multiplico desejos na tela. Ela se vê índia numa tribo. Pintada mergulhando em cachoeiras. Tornando-se flor. Se vê em partos. Se vê fecundada pelos raios do Sol. Luz a penetra La num êxtase. Cartas se desfazem em bueiros. Ela se despe num canto solitário. As estrelas surgem. Muitas já não existem. Mas iluminam sua noite. Sugas-me pelo espelho. Beijos incendiários ... Sou o raio de sol que te fecundas. Beijo te incendiando. Ela em silencio toca piano e compõem canções. Ela de vestido vermelho. Desfaz-se na tarde primaveril.Boca que me enche de prazer. De emoções e desejos possíveis. Língua em brasa.Penetro-te vagarosamente. Uma rosa em rosa se desfaz por entra a floresta.Sugas-me pelo espelho.    

JOKA
joão  carlos faria   

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