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quinta-feira, 29 de setembro de 2011


JOKA

Os segredos de Anda Luzia

Dedicado a Allen Ginsberg

Por entre leituras virtuais, enquanto ouço Cazuza na primavera quente. Leio Claudio Daniel. Deságuo nas margens dos rios. Nunca sou. Fotos antigas de sarais. Performances. E nunca vem a peça nunca vem o roteiro. Nunca escrevo um romance. Ainda farei tudo isto , mas hoje uma prova qualquer dentro de algumas horas. E vejo a solidão humana. Somos náufragos num planeta chamado Terra. Nasço a todo instante.Corto minha cabeça. Sou naufrago. Caminho pela cidade. Crio fases soltas no Face,Twiter. Nunca sou Deus. Adentro adentro aos meus segredos.Aprendo a dominar  impulsos. Interpretar  sentidos. Mas há viver no sentido . Porque os cães latem?  Porque gatas dormem sem seus filhotes, raptados pelo ser humano? Salto mergulho dentro de um lago. Subo a serra. Naufrago sem limite. Enquanto ouço Cazuza na tarde desta quinta-feira. Não sou não me leio, me releio. Que inferno que deserto. Que solidão. E olho a foto da moça nua.E uns escritos que não sei decifrar. Cadê meu Egito. Cadê meus Deuses. Cadê a mulher que me trará o êxtase? Nunca navego Celebro o Renascimento da Poesia e do Humanismo. Escrevo poemas  vindo de dentro de minha estranha caverna. Não sou não existo. Nú diante do espelho confiro minha decadência física. Minha morte anunciada e Fabrício Capnejar escreve sobre Gisele que leio avidamente num consultório dental. Ouço Barão Vermelho. Não sou não somos. Nunca fui eu navego por instantes neste planeta chamado Terra. Nunca fui. Não sou lido nem ouvido. Mero professor. A tolerar governos neo fascistas. Não sou. Nunca fui. Vou-me embora. Embora sempre estou. Embora tudo é mera ilusão. Não existimos. Mas há viver no sentido.        

JOKA
joão carlos faria

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