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domingo, 11 de setembro de 2011


JOKA

Não sou

Por entre a tarde de sono em meio as lúxurias que rogo aos Deuses que não se realizem e sumam de minha torta mente. Na busca do silencio mental. Adormeço. Desço aos meus mais luxuriantes infernos. Sinto-me demônio a fletar com o bem. Ainda NÃO  existo. Sou mera reação a este mundo externo. Tento adentrar a minha mais longicua selva escura. Sinto a presença divina na natureza que nos cerca. Como um casal de maritacas que voam na tarde de domingo na cidade. Livre escravo de minhas mais baixas sensações. Mesmo a hora em que olho para dentro e recito mantras. Não sou tento me construir. Mas devo destruir esta minha igreja para faze La renascer. Necessito muito mais que três dias. Já luto desde a antiguidade mais remota. De nossa antiga Terra Lua. E sofro. Suporto estas pequenas dores de meu corpo físico. Ter lido por estes dias Sidarta de Hermann Hesse foi um alento  para meu espírito inquieto. Minha vida vai ao sabor do vento. Não tenho controle ,mas devo ter controle? Mergulho dentro de meu abismo sombrio. Adentro ao meu Umbral. Só vejo meu ranger de dentes. Vomitado por mim mesmo. Anjo caído. Sou o prédio que desaba há dez anos. E não sou. Sou a água que jorra em minhas costas em plena Serra da Mantiqueira. O Kaos que me faz fora no mundo, reflete o Kaos que há dentro de mim. Meus Demônios de luxurias se fazem presente me carregam aos infernos. Preciso aprender os caminhos da real meditação. Preciso seguir minha estrada do coração. Qualquer poder, qualquer titulo. É mera ilusão. Porque queremos ter e não nos damos conta que ser se faz mais necessário. Que ser não é mera vaidade não é luxuria. Nunca é aparência. Insistimos em nos maternos Demônios quando há um caminho estreito ao lado do abismo que de fato pode nos libertar.  Esta prisão de desejos nos afoga em piscinas de ratos. No esgoto mais doentio. Nos gostos mais estranhos. Ó ilusão desnecessária ilusão. Para que refletirmos tantas mentiras. E nos afundamos cada vez mais. Definitivamente não sou, não existo se meu ser não se faz presente em mim.  

JOKA
joão carlos faria


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