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segunda-feira, 5 de setembro de 2011


JOKA

Desfizeram-se os ideogramas nas areias de uma praia

Apagou-se o dia. Na verdade apagamos o dia. O sol foi devorado pela boca de um anjo. E tudo nunca aconteceu. As estrelas não nasceram. E nada se fez. E a noite não veio. Ficamos entre o que nunca existiu. E Deus não se fez presente.Quantos universos já findaram-se?  Quantos Deuses já nos criaram?  E se não existíssemos? Nem a morte nem o Bem e o Mal. Nenhum desejo de criação. A total ausência do verbo. A inexistência do desejo. O não sexo. Mas tudo esta aqui. A noite e o dia. O tempo que nos leva a uma eternidade. A morte e a vida e o desejo.
Apagou-se o dia. Não fomos. Como se apaga a palavra escrita na lousa. Como ideogramas desenhados nas areias de uma praia. Montanhas. Fogo que nos fazem sentir as energias emanadas das estrelas. Somos a projeção de muitos desejos. E ainda não nos fazemos essências.
Apagou-se o dia. Numa eternidade queima a pólvora num fósforo. Crianças brincam de bola de gude. Estrelas nascem. E as luzes de galáxias atravessam nossos corpos. Tenho todas as vãs ilusões do mundo.
Apagou-se o dia. Acendeu-se a vida. Apagou-se a vida. E tudo deixa de ser relativo. Não sou. Todos os desejos passam pela minha cabeça. Mas felizmente nem todos se materializam em verbos.
 Apagou-se o dia. Danço cirandas. Atravesso uma madrugada inteira adentrando dentro de mim e conferindo os Demônios e Anjos que ainda habitam dentro de mim.
Apagou-se o dia. Vejo filmes que quero realizar. E ainda não os pensei. Acendo velas dentro de minha fria caverna. Ela acende o fogo. E o mantém. Não somos tangíveis. Nós passamos.
Apagou-se o dia, apagou-se a lousa. Desfez-se os ideogramas nas areias de uma praia.
Acendeu-se a tocha. Na porta de um teatro. Nos fazemos presentes na vã ilusão de existir.
Apagou-se o dia. Fez –se luz . Fez –se noite.    
 Apagou-se o dia. Na verdade apagamos o dia. O sol foi devorado pela boca de um anjo. E tudo nunca aconteceu. As estrelas não nasceram. E nada se fez. E a noite não veio. Ficamos entre o que nunca existiu. E Deus não se fez presente.Quantos universos já findaram-se?  Quantos Deuses já nos criaram?  E se não existíssemos? Nem a morte nem o Bem e o Mal. Nenhum desejo de criação. A total ausência do verbo. A inexistência do desejo. O não sexo.
Apagou-se o dia. Não fomos. Como se apaga a palavra escrita na lousa. Como ideogramas desenhados nas areias de uma praia. Montanhas. Fogo que nos fazem sentir as energias emanadas das estrelas. Somos a projeção de muitos desejos. E ainda não nos fazemos essências.
  
JOKA
joão carlos faria
    

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