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domingo, 21 de agosto de 2011


JOKA

O   ENCANTO DA SEREIA

E vagarosamente releio Borges. E o tempo se esvai. Esvai-se. Tenho muita saudade do que ainda não fiz. Pois o que fiz faz parte de mim. Não tenho o infinito tempo. E se esvai. Tenho saudade do amor que ainda não tive. Pois os do passado não se materializaram. E o tempo se esvai. Tenho todos os medos. E ao mesmo tempo nenhum. Analiso-me após ver o que não deveria ter visto. E não me culpo sou humano. Curtir a solidão de Domingo é maravilhoso. Tenho a fumaça dos dias de hoje. De nossa hiper-modernidade. Ontem falei difícil num conflito inusitado. Falei da sociologia de nós brasileiro enfim de nossa constante má vontade. Deve ser influencia desta vida acadêmica. Eu sempre quis fazer uma faculdade. E agora faço. E tudo se transforma.E minha vida se faz outra. Mas a tempo para Borges. E todos que refletem o mundo que nos cerca. Sei que o tempo se esvai. Que toca-se Fanke. Em todos os bairros de nossas cidades. Eu parecia José Moraes Barbosa com sua pomposa fala. E daí são os anos de convivência. Zenilda Lua não se avexe não. Já pensei em ter uma arma na mão e dar tiros nestes carros. Já pensei em ser policia. E prender todos. Não adianta nos falta educação e cultura. Não adianta termos poder aquisitivo de uma classe média se nos falta a classe. E falta-nos a classe de criar uma civilização que não macaqueei a Europa e os Estados Unidos. Desculpem acho que de fato não entendemos a Semana de Arte Moderna e a Tropicália. Como canta Dailor Varella ainda nós Brasileiros estamos no parsianismo. Enfim herança dos anos de chumbo. E hoje PT e PSDB se abraçam. E se tratam tão bem.Não devemos nos esquecer que certo Henrique Meireles foi eleito pelo PSDB após trabalhar para George Soros. E depois comandou a economia do pais. Sei que também sou de esquerda. Talvez eu esteja vendo uma conspiração onde não exista? Mas cabe a nós que nos achamos seres pensantes. Transformarmos-nos. E depois tentar mudar o mundo que nos cerca. E este mundo é tão simples e tão complexo. E quero ouvir Cazuza,Caetano. Mas quem canta ? E nós encanta nos dias de hoje? O mundo se transforma muito rápido e corro para entender tudo. Mas não vou correr mais vou armar uma rede na beira da praia. E no alto da Mantiqueira e acender uma fogueira. E captar as energias que vem do universo. E tudo se esvai. E um dia a gente embarca naquele trem de Raul Seixas. E não ficará saudade. E continuo a ler Borges. Há tantos autores por ler. Tantos livros a escrever. Tantos filmes a fazermos. E hoje curto este fim de inverno. E hei de adormecer. Esperando mais um dia.Vou continuar fingindo participar desta vida social bem caótica. E sem novidade ou ei de armar minha rede. Tenho sede, tenho fome. E quantos livros eu conseguirei ler, quantos filmes conseguirei ver. E quantos amores vou vivenciar. Não sou. Nunca fui eu dexisto. Eu resisto        . Não acredito em nada que me cerca. Nem nesta teia virtual. Em minha cabeça adentra a pornografia. E a poesia. Temores e amores. Sou multidão. Sou mutilado.Sou a pura vivencia da hiper-modernidade. E devo não ser. E um dia voltarei ao pó. Tornar-me-ei novamente energia. O trem toca seu apito. Uma hora desta partiremos. E vagarosamente releio Borges. Escrevo poemas para um novo livro. E faço amor dentro de uma estrela.  

JOKA

joão  carlos faria                  

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