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quarta-feira, 31 de agosto de 2011


JOKA

Estamos acordando vamos tirar a corda de nossos pescoços.

A manifestação dos servidores nesta quarta – feira foi histórica e maravilhosa. Mesmo em baixo de chuva permaneceram em vigília até as três e meia da tarde finalizando com uma passeata na Praça Afonso Pena. Com uma bela atuação do Sindicato dos Servidores e apoio de várias entidades de trabalhadores de toda a região. Os profissionais hoje na maioria professores, profissionais de saúde. Estão se mobilizando o próximo passo é estarem na quinta-feira na seção de câmara. E estão convocando todos os funcionários municipais da cidade. E a população em geral.  É São José dos Campos se manifestando contra este partido que está na cidade ha quase dezesseis anos. E agora no apagar das luzes quer aprovar um pacote de verdadeiro terror que prejudica não sós os servidores municipais quanto toda nossa população. A Câmera Municipal tem vários projetos até o fim do ano para serem votados como a regularização das cavas de areia, usina termo elétrica e muitos outros. É hora da comunidade de forma pacifica começar a pressionar o prefeito Eduardo Cury  e os vereadores da chamada base aliada. Estando nas seções de câmara e nos protestos que começam a rolar pela cidade. Amanhã tem protesto na seção de câmara e a noite também uma vigília para que a Fundação Cultural Cassiano Ricardo recupere o Cine Teatro Benedito Alves. E não o entregue a seus amigos da iniciativa privada. As dez e meia em frente a este teatro. E assim a cidade começa a sair deste pesadelo de anos sem se manifestar contra os demandos desta corja nefasta que administra a cidade seguindo a ordem vigente com esta linha podre de pensamento que é o neoliberalismo.  São José precisa mudar e começa a mudar o movimento de hoje nos trouxe grande emoção. E descobrimos que devemos seguir nossa luta. Ficamos molhados muitos foram embora e muitos ficaram até as três e meia  da tarde e outros seguiram até a Praça Afonso Pena em passeata. E assim a luta. Muitos e belos discursos inflamados dos trabalhadores e lideranças ali reunidos em frente o Paço Municipal. Mandando suas mensagens de desagravo ao Prefeito e incentivando outros trabalhadores a ingressarem na luta. E a luta sempre continua companheiros estamos ai. E hoje é outro dia. E vamos seguindo uma das propostas feitas é uma série de vigília em frente a casas de vereadores e no condomínio do prefeito. Não devemos cruzar os braços os direitos de todos os cidadãos estão sendo cassados nesta cidade de regras? Mas que regra que só beneficia esta elite que administra a cidade? E caça os direitos de toda a população.Cadê a regularização dos bairros marginalizados. Ano que vem tem eleições devemos dar o troco não elegendo nenhum vereador. E tirando este partido do poder municipal. Enquanto isto vamos nos mobilizando cada vez mais. É uma cidade que carece de nossos esforços, mesmo com nosso cansaço físico, nosso tempo corrido achemos as brechas para lutar no mundo real e também no virtual. Debatendo idéias, discutindo e agindo. Esta cidade é nossa nós somos São José dos Campos.

JOKA
joão carlos faria
  
     

segunda-feira, 29 de agosto de 2011


JOKA

DEUS

Dedicado ao amigo Franklin Maciel

Porque não há coisa encoberta que não haja de manifestar-se, nem coisa secreta que não haja de saber-se e vir 
à luz. (Luc 8,17)

Fala a verdade, mesmo que ela esteja contra ti. (Alcorão)

Assistindo a um trecho do filme A cor do Paraíso que gentilmente um amigo me passou passa-se no inicio uma oração muito bonita Islâmica.Porque nos seres humanos nos deixamos cair a todos os momentos o que me conforta por estes dia é a leitura de Sidarta de Hermem Hesse. Neste momento que escrevo este texto ouço uma Assura. Não sei nada de Islamismo sou ocidental até o ultimo fio de cabelo.Hoje estudante de gnose.Não sei mas sei que os Sufis são nossos irmãos. E sei que não sou. Que fraquejo e quando leio Coríntios 13. Ou quando prático mantra me fortaleço assim como quando faço um texto como este. Estou só. Em minha dor humana não sou.Nem sei se já aprendi a meditação. Talvez eu saiba refletir. Sidarta me comove assim como seu criador Hermann Hesse. Assim como Samael Aun Weor. Que nos deixou suas práticas e escritas. Adentrar a nossa caverna, num bosque. Não é nada fácil nunca sabemos se estamos navegando corretamente.Ou iremos afundar num abismo. Sermos tragados numa tempestades.Juro que sexta-feira quando terminei a leitura de um capitulo de Sidarta me deu vontade de sair e não voltar.No domingo fiquei sabendo que alguém pensa o mesmo. Tem hora que temos vontade de cair na estrada.E não mais voltar. Se prender a este mundo de trabalho, estudo. Nunca me fez a cabeça. Nem sei porque o faço? Falta-me a ousadia de Sidarta.Um dia me vou. Tem hora que não me dá vontade de voltar da Serra da Mantiqueira.Algo que me fascinou em Assim falou Zaratrusta de Friederic Nietze.Tudo é passageiro. Tudo é ilusão. Não sou esta dor que  há de passar.E estarei mais vivo do que nunca.É duro ver nossa corrupção física, moral. Nossos rios estão tão poluídos quanto nossos fluidos.Vejo baratas saindo de minha cabeça,ratos,vermes e podridão infinita. Hoje lebrei-me de José Mojica Marins quando pesquisava no chão da escola sobre o lobisomem pensei. Daqui este cara faria um grande roteiro e eu sempre o maldito eu. Não faria. Não conseguimos entender que enquanto humanidade nos somos unidades.O Pai esta em mim e em você. E continuamos a nos infernizar a ser infelizes.A deixar o interno e o externo apodrecer. Nossa sociedade esta podre. Porque nossa alma esta podre. Não somos. E ponho as palavras de Hermann Hesse na voz de Sidarta.

----- SEI PENSAR. SEI ESPERAR.SEI JEJUAR.

Eu ainda não sei nada disso mas aprenderei  a SER.
Esta tudo ao nosso alcance seja imaterial e material. Vivemos no mundo da matéria e temos responsabilidade para conosco mesmo e com o próximo. Mas ainda não somos.

 JOKA

joão  carlos faria                          

sábado, 27 de agosto de 2011


JOKA

Quem não comete erros?

As articulações para a eleição municipal em São José dos Campos caminha para uma nova fase em Setembro termina o prazo para se filiar os próximos candidatos a vereador e a prefeito. E pelo que estou informado nada acontece de novo.  Nenhuma voz nova ou grupo que traga o novo. Sei de uma proposta de candidatura mais a esquerda em teoria é claro. Pois pelo que já observei os vícios são os mesmos.E sem nenhuma identidade apenas alguns filhos de classe média tentando se revoltar. Mas sem uma base ideológica consolidada. E sem lideraranças bem articuladas. A inda a tempo de se corrigir os rumos. Mas nesta cidade na política a uma grande falta de talento no que podemos chamar de oposição. Carlinhos de Almeida lidera o PT. Que nesta cidade esta bem longe do entendimento de conjuntura política que hábil mente manteve Lula e agora Dilma no poder. Carlinhos não se parece ousado. Parece acomodado na situação de cacique regional do PT. Wagner Balieiro tem muito talento , mas não quer ter luz própria poderia sair do PT e ir por um partido de esquerda qualquer como PC do B ou PSOL. Mas não quer ousar prefere a comoda situação de vereador que lhe vai dar doze mil por mês. Wagner e mais alguém da direita como Alexandre da Farmácia poderia ajudar a gerar um segundo turno na cidade. Beneficiando o eterno candidato a prefeito pelo PT. É uma pena que Ângela Guadagnim se desgastou no congresso , mas ela fez o que acreditava e pagou seu preço. E foi uma grande deputada. Quem não comete erros?  Carlinhos tem uma carreira bem sucedida? Mais ai esta o problema assim como Amélia Naomi tornou-se por demais um profissional de política? E esta ai o perigo. Há em seus olhos o sonho de transformação? Como vemos em Lula e agora Dilma mesmo ela sendo uma figura com mais noção de gestão. Nossa cidade e nosso estado precisam sair das garras desta extrema direita. Na cidade tivemos a grande e atacada administração de Ângela Guadagnim com seus muitos acertos e erros. Mas respiramos mais democracia. Em todos os segmentos sociais. E na época não havia a internet com sua democracia. Estávamos presos as rádios que são veículos da direita. E agora ainda temos tempo de mudar a cidade. Que os articuladores. E as pessoas que querem mudanças na cidade se reúnam para gerar mudanças. E vamos em frente vencer o medo e o terror impostos pelos herdeiros de Sobral sem nem um medo de ser feliz. Recriar a alma desta cidade limpar a cidade da sujeira destes tecnocratas. Que nos vendem por trinta moedas. Um filho da cidade fazer o que faz e fará.É muito estranho. Eu cresci nesta cidade e amo. E por isto vamos muda La sem medo de ser feliz.

JOKA
joão  carlos faria


  

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


JOKA

Por uma nova humanidade

A participação política do cidadão comum começa a entrar em voga. Com os novos meios de comunicação e todo mundo começa a se expressar mais. A sociedade passa por um momento de transformação e devemos estar atentos a elas. Mas  os grandes meios de comunicações ainda dão as pautas tanto nacionais como locais. Começa-se a ter os chamados blogueiros sujos. Que dissecam as noticias. Mas no Brasil se necessita uma reforma política que seja debatida por toda a sociedade as eleições já não são um único meio de se mudar a história. Para termos uma sociedade economicamente, socialmente justas. O sistema Capitalista esta em colapso vide as crises econômicas recentes, mas necessitamos pensar e agir para que algo com um valor humanístico coloque-se em seu lugar. E como fazer se pensamos e aprendemos a pensar e agir dentro de uma ótica de mercado.Nossos hábitos e costumes são Capitalistas. Tudo que nos cerca tem este valor.E o processo de uma nova reeducação vem aos poucos.As vezes durante uma vida inteira. E mesmo assim as vezes e quase sempre nos deparamos com atitudes pessoais e sociais que avalizam esta sociedade doente na qual vivemos.O que digo é que pautamos nossa opinião  no imediato que a mídia nos manda. E ai precisamos pensar diferente.Não mais deixar repercutir o que eles querem.Sei que não é fácil. Mas devemos nos esforçar.A política partidária no Brasil chegou a um ponto onde ela não mais busca transformar a sociedade.Os hábitos e as praticas estão totalmente viciadas seja nos partidos de esquerda ou de direita.Embora que quem pensa como direita não quer mudar nada.Simplesmente quer manter este podre estatus quor. Mas e os partidos de esquerdas, sindicatos, sociedade como um todo e pessoas criticas. Como mudaremos nossas atitudes como passaremos a fazer política de uma maneira em que realmente nos transforme e se reflita na sociedade? É neste ponto que devemos começar a debater? E tentar agir de uma maneira diferente.E como faremos. Uma das respostas é estudar filosofias, arte,literatura,esoterismo. Estudar as sociedades que já se foram ver homens e mulheres que contribuíram para mudanças significativas na humanidade.E nunca acharemos todas as respostas.Isto tudo é uma construção no dia a dia. Que pode se refletir no macro. Devemos socializar nossas experiências.Divulgar nossas idéias sem nenhum medo de equívocos e aprender a observar,ouvir.E usar o verbo nas horas corretas. Ou a escrita.A humanidade precisa corrigir seus rumos. Estamos doentes.Precisamos criar uma nova educação,cultura,economia.Uma maneira de viver que contribua com o planeta, os animais a natureza.E conosco mesmo o bicho homem.Só temos um planeta.E nós seres humanos estamos doente e não o planeta. E ai por onde começamos se não mais toleramos o próximo.Apenas convivemos.Somos em demasia egoístas.Devemos repensar nossa maneira individual de agir. E começar a pensar de forma social.Pensar e agir e necessário. E dói.Mas chegaremos lá. Pensar algo novo. Que se construa através do coletivo como esta enorme teia que é o universo virtual. Produzir idéias e pólas em prática. Experimentar acertar muito e errar mais ainda  fazer.        

JOKA
joão carlos faria    
                     

domingo, 21 de agosto de 2011


JOKA

O   ENCANTO DA SEREIA

E vagarosamente releio Borges. E o tempo se esvai. Esvai-se. Tenho muita saudade do que ainda não fiz. Pois o que fiz faz parte de mim. Não tenho o infinito tempo. E se esvai. Tenho saudade do amor que ainda não tive. Pois os do passado não se materializaram. E o tempo se esvai. Tenho todos os medos. E ao mesmo tempo nenhum. Analiso-me após ver o que não deveria ter visto. E não me culpo sou humano. Curtir a solidão de Domingo é maravilhoso. Tenho a fumaça dos dias de hoje. De nossa hiper-modernidade. Ontem falei difícil num conflito inusitado. Falei da sociologia de nós brasileiro enfim de nossa constante má vontade. Deve ser influencia desta vida acadêmica. Eu sempre quis fazer uma faculdade. E agora faço. E tudo se transforma.E minha vida se faz outra. Mas a tempo para Borges. E todos que refletem o mundo que nos cerca. Sei que o tempo se esvai. Que toca-se Fanke. Em todos os bairros de nossas cidades. Eu parecia José Moraes Barbosa com sua pomposa fala. E daí são os anos de convivência. Zenilda Lua não se avexe não. Já pensei em ter uma arma na mão e dar tiros nestes carros. Já pensei em ser policia. E prender todos. Não adianta nos falta educação e cultura. Não adianta termos poder aquisitivo de uma classe média se nos falta a classe. E falta-nos a classe de criar uma civilização que não macaqueei a Europa e os Estados Unidos. Desculpem acho que de fato não entendemos a Semana de Arte Moderna e a Tropicália. Como canta Dailor Varella ainda nós Brasileiros estamos no parsianismo. Enfim herança dos anos de chumbo. E hoje PT e PSDB se abraçam. E se tratam tão bem.Não devemos nos esquecer que certo Henrique Meireles foi eleito pelo PSDB após trabalhar para George Soros. E depois comandou a economia do pais. Sei que também sou de esquerda. Talvez eu esteja vendo uma conspiração onde não exista? Mas cabe a nós que nos achamos seres pensantes. Transformarmos-nos. E depois tentar mudar o mundo que nos cerca. E este mundo é tão simples e tão complexo. E quero ouvir Cazuza,Caetano. Mas quem canta ? E nós encanta nos dias de hoje? O mundo se transforma muito rápido e corro para entender tudo. Mas não vou correr mais vou armar uma rede na beira da praia. E no alto da Mantiqueira e acender uma fogueira. E captar as energias que vem do universo. E tudo se esvai. E um dia a gente embarca naquele trem de Raul Seixas. E não ficará saudade. E continuo a ler Borges. Há tantos autores por ler. Tantos livros a escrever. Tantos filmes a fazermos. E hoje curto este fim de inverno. E hei de adormecer. Esperando mais um dia.Vou continuar fingindo participar desta vida social bem caótica. E sem novidade ou ei de armar minha rede. Tenho sede, tenho fome. E quantos livros eu conseguirei ler, quantos filmes conseguirei ver. E quantos amores vou vivenciar. Não sou. Nunca fui eu dexisto. Eu resisto        . Não acredito em nada que me cerca. Nem nesta teia virtual. Em minha cabeça adentra a pornografia. E a poesia. Temores e amores. Sou multidão. Sou mutilado.Sou a pura vivencia da hiper-modernidade. E devo não ser. E um dia voltarei ao pó. Tornar-me-ei novamente energia. O trem toca seu apito. Uma hora desta partiremos. E vagarosamente releio Borges. Escrevo poemas para um novo livro. E faço amor dentro de uma estrela.  

JOKA

joão  carlos faria                  

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


JOKA

Devo me levantar antes que o sol nasça.

Os pés de barro. Na noite acidental. Em que o  fogo se acende. Em minha casa não há incensos nem velas. Ainda os terei. Quero acender uma fogueira no alto da Mantiqueira. E horar aos Deuses chego ao fim de O Matrimonio perfeito de Samael Aun Weor sabendo que ainda nada sei. E tentando trazer ao coração. Canto canções de um poeta devasso.Nestas músicas a algo  de mim e de você. Na torta humanidade o quanto desumanos ainda somos. Já não tenho nenhum medo. Atravesso florestas escuras e sombrias. Onde ouvi muitas historias. Adentro ao meu averno.Tento me decifrar. Sei  que estou mais para o mal que para o bem. Devo reerguer me. E seguir o cantar de meu coração. Ainda não sou. Mas serei. Finjo acreditar nas convenções sociais. E quando me deparo com um relógio nas mãos. E alguém me sacualha  quando me diz que estou a um passo de aderir a esta ilusão que chamamos de sociedade.E ai me lembro que sou um ator.Um grande ator.Representando um personagem social. E lembro-me que tudo é ilusão. Tenho quase certeza que andei por aquela Roma decadente tão bem relatado por aquele escritor.Não somos e não sou. Sou mentira recontada muitíssimas vezes. Devo levantar antes que o Sol nasça. Mas escrevo este texto que me vem. Quantas vezes já escrevi. E continuo a escrever. Já li um capitulo de Sidarta de Hermann Hesse. Que um amigo já me contou histórias deste livro.E chego ao livro antes de assistir ao filme. Franklin Maciel já me contou inúmeras historias. Assim como abda Almirez. O tempo passa e poucos ainda resistem ao meu cotidiano. Nós já andamos no Parque de nossa cidade num grande grupo de poetas. Hoje estamos sós. Os pés de barro.Na noite acidental. Não devo olhar para tráz para não virar estatua de sal. Quero adentrar ao hiper espaço e viajar, caminhar por dentro de vulcões. Ver as verdades que me sejam permitidas. Adentro dentro de mim. E não me vejo refletido. Sou grande multidão. Faço-me mentiras não sou ainda não existo. Tudo é maya. Adentro ao averno. Os sacerdotes de Roma foram ridicularizados. Tudo se perde. E se reconstrói. Senti-me parte daquela Roma. Vi-me sendo ridicularizado. Vi-me nas orgias. É duro pensar em orgias ainda hoje. Não me sinto em casa comigo mesmo. O mal que há em mim deve morrer. E devo ir sempre além. Entre o bem e o mal há algo muito tênue. Entre a arte e a não arte. Á um pequeno espaço. Não ser e ser nos confundem. Há templos para serem construídos. Há saberes para serem redescobertos. Tudo se perde e se encontra. Minha espinha deve estar ereta. Não devo pensar em novas orgias em me confinar por vários meses numa mansão  com dezenas de mulheres. Ao final de contas se o fizesse. De mim não sobraria pedra sobre pedra. Pois eu sou o templo de mim mesmo. Tudo se desfaz, tudo é mera ilusão. Que as areias do tempo encobrem. Ainda não existo. Ainda mera ilusão. Não sou não és. Enquanto não se acender uma luz em nossos corações. Os pés de barro. Não devemos olhar para traz para não virarmos estatuas de sal. Para não perdermos Eurípides. Cantemos canções. Celebremos o renascimento da poesia que esta dentro de nossos corações. Os pés de barro. Na noite acidental em que fiz um poema depois de séculos.

JOKA
joão  carlos faria  

             



Um acaso, se faz poema.

JOKA

Estou invisível aos olhos de morfeu. Na noite. Que adentro a segredos.
Estranhos caminhos. Na luz da lua prateada.
Cães latem, pessoas adormecidas. O espelho não nos reflete.
Sedentos de desejos indizíveis. Na fria espinha nos vejo em noites ancestrais.
 Aqui estamos no silencio que ainda não se faz.
Você Utopia. Torna-se real. E vejo-me nú diante do sol.

JOKA
joão carlos faria

sábado, 13 de agosto de 2011


JOKA

Sem destino

Jazz a alma , cansada da luta e da ausência de luta. Tudo é um sonho. E morro a cada segundo. Sonhos débeis. No calor desta tarde a ler poetas. Não são profetas , mas simples poetas. A vida é estranha alguém pensou em suicídio esta idéia já me veio a cabeça , mas como canta Guimarães Rosa viver é muito perigoso.Prefiro o perigo da vida ou a falta dele a morrer antes do prazo temos prazo de validade? Envelhecer a cada dia é estranho. E sem ninguém para amar. Sempre achei que deveria casar depois dos trinta. E aos quarenta e dois ainda só. Vivenciar o mundo oculto é fascinante. Crianças brincam no pátio da escola com suas varinhas mágicas são todos Harry Potter sonhando ter vários poderes. E não sou. A magia me é mais fácil e ao mesmo tempo difícil. Para que termos poderes? Só quero o poder do amor. Amo a mim mesmo. Devo amar ao próximo. Tento desvendar-me. O sono da tarde sempre vem a mim. Divido meu dia em antes de dormir e depois e sei que ainda não despertei? Sei que a política é uma ilusão. Mas sei que devo sempre encenar. Pois vivemos num grande palco. Acabo de ver as Viagens de Gulliver. E ai mais um filme que não me diz? Mas sempre a algo. Já não vou a cinemas. Não me é recomendado. Adormeço quando tento despertar. Devo acordar. Esta tarde de sábado não é igual a nenhuma outra tarde de sábado. Por mais que vivamos as rotinas. Tudo pode não ser rotina. A milhões de apostilas a estudar. E sei o que devo ou não fazer? Ontem assisti ao final de Easy Rider em bom português Sem destino. Que filme. Parecem os atuais filmes de arte. Quero fazer um cinema clandestino. Já tenho uma câmera e não sei juntar pessoas que estejam a fim de fazer. E daí façamos mesmo assim. Já não sou  nenhuma merda. Ou sou uma grande merda. Que dor de barriga. Gosto da geração Beat. Ela sempre buscou caminhos. Também gosto do Budismo Tibetano. Dá Gnose. E tudo que ainda seja arcaico soa novo. Nestes tempos difíceis. Não sou e nem sequer somos? Tudo nos é permitido , mas nem tudo é licito. Minha droga é tentar pensar. E buscar resistir. Não sou. Já não vou ser. Já não quero ser. Só o Ser me satisfaz. Quando sonhei estava cercado por professores drogados? Numa casa num centro da cidade? Ou na periferia de um inferno qualquer?  E ai não sou. Repito algumas idéias de outros autores dentro de meus textos que culpa tenho eu?  Eu os como, os mastigo. E sorvo suas idéias que passam a ser minha e me sobra estas heresias que chamo de textos. Faço parte da humanidade e como ela ainda sou desumano. Outro dia me avisaram  que citei Krishina Murti como idéia minha. E ai Raul Seixas fazia isto e daí era uma grande figura?  Não sou figura nenhuma. Estou aqui para aprender com estas figuras. E as pessoas que me cercam. Gosto de ver  as crianças brincarem gosto da sinceridade das crianças   devo voltar a ser criança. Devo encerrar este texto. E não encerro. Não sou. A tarde se faz tarde nunca escrevo á tarde. Mas acabo de ler Claudio Daniel alguém que tem uma boa musicalidade em seus textos. Acabo de ler as indagações de Rynaldo Papoy. Tudo num site de relacionamentos. O computador e a internet são armas tão perigosas e mais incontroláveis que qualquer arma de destruição de massas. Elas constroem e destroem pensamentos. Criam uma nova realidade. E ai e daí? A um abismo que nos cerca? A vida acadêmica me ajuda a refletir. Mas devo não pensar. Pensar cansa. Deixar a mente se esvaziar e sorver as informações do universo tornar-me uma estrela parabólica. Toda a sabedoria do Universo esta ai a nós cercar. Não devemos nos perder a ignorância do cotidiano. Deixemos que este mundo da industria cultural nos pare de influenciar. Nunca fomos pop star. E nunca seremos somos absolutamente normais. O desajuste faz parte de nós com também o ajuste. Passaram um café. O cheiro me seduz. Hoje é sábado vou tomar banho, dormir e talvez sair por ai Sem Destino.  Jazz a alma , cansada da luta e da ausência de luta. Tudo é um sonho. E morro a cada segundo. Vou me embora cadê Pasárgadas? Onde fica LILÍPUTI?  Quando algum extraterrestre me deixará fazer um passeio para alguma estrela qualquer? Vou-me embora SEM DESTINO. EASY RIDER.

JOKA
joão carlos faria


domingo, 7 de agosto de 2011

JOKA

O CÉU POR ASSALTO

Dedicado a Harley Campos

Na noite em que as estrelas parecem adormecidas, desligo todas as minhas formas de comunicação externa e adentro dentro de mim. Na busca que dentro de mim trarei algo a luz? Meus sonhos se confundem com esta realidade passageira. Somos cegos aderiva com nossas multiplicidades agora faço isto e daqui a pouco o contrario do que fiz. Não entendo nada daquela montagem de Beckett e mesmo assim gosto de ver as montagens que são feitas deste autor. Tudo para mim é confusão o kaos se faz presente dentro de mim. Na era da comunicação na verdade não nos comunicamos. Este mundo se condena cada vez que somos mais e mais egoístas. Não nos preocupamos com nosso próximo de uma forma verdadeira.Vivemos para saciar nossa mentira hedonista.E só nos restará o vazio. A morte nos espera em qualquer esquina. A qualquer momento. Grito silenciosamente. Adoro aquele quadro de Edvard Munch ela fala ao meu inconsciente.Meus caros em nossos sonhos se extravasam nossa moral ou nossa falta de moral? E não somos. Sinceramente não temo o inferno? Quero tomar O CÉU POR ASSALTO. Chega de descer as escadas infernais. Compreender os significados ocultos nas sábias palavras dos que sabem não é fácil. Juro que não sei.E busco saber. Devoro livros, dialogo com amigos e inimigos. E nunca nada sei.Penso e reflito todas as minhas más atitudes. Tento e ás vezes consigo escapar das garras de minhas luxúrias. Minha luxúria me leva ao abismo.Descubro em mim a violência de uma imensa inveja. E morro de vergonha de meus não atos. Pois se fazem só em pensamentos. Gostaria de não ser.Mas estou aqui há quatro décadas e não sei quem sou? Desfaço de minhas mais torpes ilusões. Crio um mundo luxurioso em minha mente.E ai de mim ai de mim ai de mim. Para livrar-me destas doentias ilusões.Sou cadáver andante. Escritor sem leitores. E não me decifro. E não te decifro? Não consigo decifrar aquela montagem. Mas amo aquelas pessoas elas compartilham comigo os desajustes. Somos enfim OS DESAJUSTADOS. Afinal quem se ajusta a um sistema doente. Não pode ser normal? Ser contra, rebelar-se ante as mentiras da vida é ser saudável. Meus caros o sistema capitalista já ruiu e não acreditamos? Nossa civilização já esta em sua demorada agonia. E tudo se faz Kaos. Sou poeta? Se sou poeta, sou poeta do Kaos. E ainda escreverei um romance inspirado em nossa geração intitulado OS DESAJUSTADOS.
Harley Campos me intriga com sua insistência em Beckett. E me comove.Por isto sempre me assusto. Estas pessoas me refletem. Ainda vejo-me nelas. Um dia quem sabe não me verei. Não sou imortal enquanto personalidade. Mas imortal enquanto criatura nascida da luz. Então porque ainda sou trevas? Que a luz vinda das mais longicuas estrelas chegue a mim. E que prometeu me traga a luz. Que o Cristo renasça nesta doente humanidade.E nos traga a fé. A luz. Pois há uma centelha de Deus ou Universo como dizia Solfidone dentro de cada um de nós. Amém amém amém.Fiat lux
       
JOKA
joão carlos faria

Video Ato sem palavras