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domingo, 3 de julho de 2011


JOKA

A vida sem roteiro

No frio cortante deste inverno. Onde as pessoas se falam via internet. Via celulares. Eu ainda não me comunico por telepatia?  Nem me levanto aos sábados cedos para encontrar os poetas e filósofos de minha cidade. Já não mais no falamos. O tempo passou e tomamos vários rumos. Estamos ai soltos neste planeta que roda neste universo. Já não escrevo por versos. Mas ás vezes leio as produções dos que ainda produzem versos. Já não tenho nenhuma vã ilusão. Só o pé na realidade dos estudos. Eu hoje homem de quarenta. Que prefiro ficar em casa nos fins de semana simplesmente a estudar. Mas não só estudo os livros, necessidade da vida acadêmica, mas estudo a vida a minha e a deste mundo que me cerca. A chuva começa a cair nesta noite fria. Será que não farei minha caminhada pela manhã?  E o que de fato é tudo isto. Não sei a vida esconde seus segredos por entre o cotidiano vazio. Será mesmo que ser comum é ser vazio? Odiei quando alguém me chamou de comum ao telefone. Não disse nada. Só fui refletir. Quando nós poetas nos reuníamos numa praça, numa lanchonete num shopping centro qualquer. Traçávamos as mais perfeitas revoluções que nunca deram em nada?  Na política,nas artes , na filosofia. E tudo passou? Hoje estamos todos sós com nossos afazeres. Senhores e senhoras bem comuns e comportados. Seguindo as regras do sistema que queríamos derrubar? E fomos derrubados por ele? Como mudar o mundo ? Se não mudarmos a nós mesmos? Desconfio de nós que já passamos dos quarenta. Fico com outro poeta que disse que a rebeldia deve estar dentro de nossos corações. Temos muitas revoluções a fazer? A muita ousadia a ser pensada. Ninguém de nós morreu? Estamos vivos. E daí? E daí? E daí?. Temos que vencer nossos novos medos.A vida é longa e curta. E deve ser vivida. Mesmo que de vez enquando paramos para descansar, para repensar. Para bolar novas estratégias. Abro as paginas da A arte da Guerra de Sun Tzu. Tenho uma coletânea de Cecila Meireles para ler que se empoeira.Quero reler Aparador de Quimera de Zenilda Lua. E leio uma apostila de estatística. Tudo faz parte e sou parte deste mundo. Quero construir  um texto sobre as botas da mulheres que seja um texto bem humorado. No mundo temos que viver de dores e alegrias e ando a ler os poemas de Elizabeth Souza no Entrementes. Algumas pessoas estão ai sobreviventes. Lembra-me o titulo de um livro de Cassiano Ricardo que ainda não li integralmente. E vivemos e dois mais três talvez não seja cinco? E a vida não tem roteiro como fala o lema do canal Multishow. Que me faz descobrir a cidade espanhola de Barcelona. Tenho milhões de viagens a fazer. Ainda não fui a Amazônia, ao Pantanal. A Patagônia. Precisamos viver criar revoluções. Criar livros e lançalos.Fazer filmes. Descobrir os universos que estão dentro de nós. Celebrar os amigos e também os inimigos. Declaremos guerra a nós mesmo. Aos nossos medos lutemos nosso bom combate. Cantemos a vida. Felicitemos nosso próximo. Que o frio seja o de fora e não o de dentro. Que dentro de nós nasça um coração de amor. Que o fogo nasça dentro de nosso coração e nos consuma. Faça-nos nascer de novo.

JOKA
joão carlos faria
  

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