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sexta-feira, 29 de julho de 2011


JOKA

Sei que não deveria chorar, mas e daí?
In memoriam de Amy Lee House

Hoje não sai de casa. Hoje não conheci ninguém nem adicioneis pessoas em sites de relacionamentos. Mesmo estando junto no serviço com muitas pessoas sempre estive sozinho. Que problemas nos humanos temos com a solidão?  Neste momento estamos sós conosco mesmo. Será que precisamos de quatro ou cinco cervejas? Para nos suportarmos? Hoje eu não precisei me dividir em dois ou três. Ganhei um pedaço de chocolate que me fez bem. Comi pipoca. E neste momento tenho sede. E não uma sede metafórica, mas uma sede real. Hoje não quero escrever nada para polemizar para chocar ninguém.E já não quero mais perder este tempo escrevendo contra ou a favor. Isto hoje já não me satisfaz. Pois estas futilidades escrevo nos jornais virtuais e nos sites de relacionamentos a todo o momento. Hoje curto meu existir. Se é que realmente existo? Sim ocupo um espaço na matéria. Tenho sentimentos ás vezes bons ás vezes ruins. Tenho coragem e temor. Para que devemos temer se sempre existiremos? A metafísica esta ai com suas não explicações. Nem tudo se explica. Não precisamos de poder. Nem devemos exagerar em ter. Pois de verdade nada temos. E tudo tememos? Nunca analisei a religião antropologicamente e hoje isto me veio á mente numa conversa num banco em frente a um caixa eletrônico. E tão bão conversar com pessoas que nunca se viu. E rever aquelas que a muito não víamos. Dia destes não tive inspiração para escrever e não temi a ausência de minha escrita ela  faz bem para mim. E para mim já não tem função enquanto vaidade. Não sou não vou ser. Sou absolutamente normal. Não morri aos vinte e sete. Não amei aos trinta e cinco. E passei dos quarenta. Com todas as crises existenciais. Chorei pela cantora que se foi. Como se fosse alguém próximo a mim. Sei que não devia chorar , mas e daí? Alguém me falou da obra definitiva que ainda não escrevi. Nem sei se vou escrever. Não sou bão em nada. Dispo-me destas insanidades. Só quero viver. Só escrever e nada além. Não aprendi ainda a fazer ficção. Só sei retratar o que penso e nas entrelinhas o que ainda não penso. E quase sábado e ainda não é? Sempre estamos próximos ao que ainda não foi. E longe do presente. Sintamos o momento presente, pois só ele é. E nada mais. Vou tentar me desligar parar de pensar e simplesmente ser.

JOKA
joão  carlos faria         

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O SONHO SÓ ACABOU PARA QUEM MORREU OU DESISTIU RESISTIR SEMPRE É O UNICO CAMINHO. SER CONFORMISTA É MORRER EM VIDA.

JOKA

JOÃO CARLOS FARIA

quarta-feira, 20 de julho de 2011


JOKA

STATUS COR ...

Dedicado a Dailor Varella

Datas o que são datas hoje fizemos uma imensa confusão com a data de um evento. Mas eventos passam e nós ficamos? Não tenho absolutamente certeza de nada. Nem de quem sou ou deixo de ser?  Nesta noite de inverno em que já fiz outro texto.E agora escrevo outros é que vivemos a era digital onde falamos o que bem entendemos e ninguém absolutamente ninguém nos ouve? Mas e daí? Deu vontade de ler Fernando Pessoa.Vou comprar suas obras completas. A poesia vai além de Fernando Pessoa? Deu vontade de  cair na estrada. Hoje passeei por minha cidade. Que deslumbre de cidade. Mas e ai não fazemos nenhuma revolução. É tudo sempre a mesma recorrência. Uma vida de ausências e sem nenhuma fantasia. Ser absolutamente comum me cansa. Eu não nasci para isto e daí?  Precisamos mudar chega de sermos coniventes com o STATUS COR. De não clamarmos  por mudanças de aceitar a corrupção nos desgovernos que ai estão. O estado é uma grande mentira de roubalheira e desrespeito ao ser quase humano. A fome, as guerras são mantidas por nossa corrupção moral. Nossa inércia. Nossa falta de poesia. Tudo nos engana o tempo todo a mídia. Todos tentam fazer do próximo de marionetes para nossa vaidade para satisfação de nossos egos. Tudo é mentira. E também nos somos construídos através de mentiras. Chega quero gritar dentro de mim e matar minhas mentiras. Acabar com minha pluralidade para libertar minha essência. Não sou. Quero ler Fernando Pessoa ler todos os poetas. Arrumar tempo para ler livros. Para escrever livros. Para postar minhas idéias em todos os lugares. Pixar minha cidade.Escrever em postes.Deixar uma marca qualquer sou perecível meu corpo vai morrer e continuarei a existir em outras dimensões. Não sou.
Quero ir além da vaidade. Além do desejo de um sexo fácil. Além das mentiras do mundo.Além da pornografia e das drogas.Além do mero cinema de entretenimento queremos fazer filmes que reflitam a nós e o mundo.Chega de filmes que nos engana. Estamos aqui em busca de nos desvendarmos não sou? Sou, Deixarei de ser. Quem sabe eu possa voar e me ache preso. Adorei assistir WOODSTOCK de ANG LEE.
Já visite a casa de DAILOR em Monteiro Lobato. Repleta de estantes de filmes e livros. Uma casa anárquica. Para um poeta dos bem estranho. Dailor é silencio.Nada mais que silencio. Quando o leio rasgo jornais em bibliotecas escrevo para desabafar. Ele consegue provocar.Este é Dailor. A vida é vida.O cotidiano é simples. E nada é mágico, mas queremos mais magia que estar aqui respirando. Presos a lei da gravidade. Mas realmente existimos ou somos meras ilusão?

JOKA
joão carlos faria      




Dailor e Mah
Gosto do trabalho deles.Já estava pronto para ir. Tomemos cuidado com datas.
No mais São José é uma cidade cultural para mim só resta agora além de publicar livros e fazer cinema.Dane-se as afundaçoes Cassiano Ricardo.As lif e todo o poder público.Cabe aos agitadores culturais criar editoras,gravadoras,produtoras de filmes.Nós lamuriar pedindo fundos de cultura é perda de tempo.Eles os desgovernos do PSDB x PT.Não farão nada investir em educação e cultura e preparar o povo para a democracia preferem manter tudo como está.E investir numa sociedade tecnicista.O PT eo PSDB HOJE SÃO IGUAIS NAS SUAS DESGRAÇAS NA SUA DESTRUIÇÃO DOS PRINCIPIOS DE DEMOCRACIA.MANTENDO O STATUS COR.  
Ou aprendemos a criar novas saídas ou sempre tudo continuará como sempre.
Hoje acordei com vontade de ler Fernando Pessoa.E muitos poetas e olha já não  me prendo a poesia.
A política, filosofia,arte e religião estão integradas na poesia seja em versos ou em prosa.
Prefiro a prosa de Má e Dailor a suas poeticas na prosa são diretos e claros.
Parabens ao Bola de Meia por fazer resistência. Mas nosso mundo carece de poetas no sentido de revolucionários em que qualquer um  de nós hoje é revolucionários chega de bajularmos o poder público.Dane-se os trabalhos chamados de Ação Cultural ou fazemos revolução ou ficaremos no tempo para o eterno desconhecimento do público.Cazuza,Renato Russo, Caetano,Chico.São mais poetas que todos nós poetas joseenses.Estamos calados. Com raras exceções somos por demais otários.
Mudemos o mundo que nos cerca ou passaremos. Como esta podre elite política dos pais e da cidade. Digam-me qual a diferença de Eduardo Cury e Carlinhos de Almeida?
A cidade é uma cidade onde se respira arte.Além do tecnicismo.Viva São José dos Campos mas deixemos de ser São José das Putas.
Parabéns Dailor e Mah.
Com suas provocações. E ao jornal O VALE por incintar a participação a democracia se faz com debates de idéias.
Como falou um garoto no Papo Vanguarda.
Abraços.
JOKA
joão carlos faria  
   

quarta-feira, 13 de julho de 2011


JOKA

Uma visita a Flip 2011.

A cidade se faz presente dentro e fora de nós. Transpus as fronteiras de minha cidade e cheguei a Paraty. A Flip é uma festa memorável. Assim como a cidade de Paraty. O mundo gira e nem sempre estamos onde queríamos estar. Mas onde devemos estar?  Tudo é infinito. E o tempo nos leva. Mas as memórias ficam. Ser é algo que se conquista aos poucos. E caímos milhões de vezes em nosso próprio abismo. Esta vida e estas personalidades são finitas. Mas o que se faz adentrar ao coração se faz eterno. Ter estado no meio daquela gente toda. Para mim é realizador. Quando chego a alguma festa ou algum lugar imediatamente dá vontade de voltar. Minha  casa  esta dentro de mim. E não é onde moro. Este planeta todo é minha casa. Preciso fazer isto adentrar ao meu coração. A vida é curta.Estou vendo alguns documentários sobre o velho rock in rool.É uma cultura nascida no século vinte que ainda se faz presente.Que esta vivo naquele cantor anônimo num vídeo que gravei em Paraty.Sei que tudo passa. Mas viver vale á pena. Deixemos de ter medo da vida. E a arte nos mostra isto quando de fato é rebelde. Quando não se faz para se encarar como produto. E a política também esta ai para provocar mudanças. Precisamos mudar a nós mesmos. Analisarmos nossos defeitos e nossas qualidades. A vida é uma eterna guerra. Dentro de nós a muitos e muitos conflitos. Pois muitas vezes nos sentimos numa caverna sombria. E muitas e muitas vezes nos deixemos massacrar pela rotina diária. Não estamos num eterno fim de semana. A FLIP é só um momento. Um êxtase. E logo voltamos á dura realidade. As férias passam e advêm a rotina. E ai gritemos. Como gritaram os Pankes. Numa segunda qualquer  vi uma garota Panke circular pela cidade. E causava estranheza me vi ali. Quando fazia minhas performances. Que não sei se farei de novo? Quero participar de um espetáculo qualquer. O anonimato para quem observa o mundo é vital. Mas tem hora que o personagem da cena somos nós. Adoro Paraty quero voltar lá ainda muitas e muitas vezes. A cidade tem um ar de liberdade. Embora realmente exista liberdade sem conhecimento? Mas que pelo menos tenhamos a liberdade estética. Para que cheguemos á liberdade. E saímos desta caverna escura. E alcancemos a luz solar. Que venham outras mostras e outros festivais em muitas e muitas partes deste planeta terra. Quero estar presente. Deu-me uma vontade de conhecer Ouro Preto,Veneza.
Paraty é uma utopia que se faz realidade com suas inúmeras festas.Com suas praias, ilhas. Com a exuberante Vila de Trindade. Ainda volto ainda chego ao Rio por aquela estrada. E o Rio de Janeiro continua lindo no bem e no mal o Rio tem a alma do Brasil.
Estamos ai. Que eu vá e você também inúmeras vezes a este Estado destes pais chamado Brasil.
Estamos ai somos cariocas de corpo e alma.     

JOKA 
joão carlos faria



domingo, 3 de julho de 2011


JOKA

A vida sem roteiro

No frio cortante deste inverno. Onde as pessoas se falam via internet. Via celulares. Eu ainda não me comunico por telepatia?  Nem me levanto aos sábados cedos para encontrar os poetas e filósofos de minha cidade. Já não mais no falamos. O tempo passou e tomamos vários rumos. Estamos ai soltos neste planeta que roda neste universo. Já não escrevo por versos. Mas ás vezes leio as produções dos que ainda produzem versos. Já não tenho nenhuma vã ilusão. Só o pé na realidade dos estudos. Eu hoje homem de quarenta. Que prefiro ficar em casa nos fins de semana simplesmente a estudar. Mas não só estudo os livros, necessidade da vida acadêmica, mas estudo a vida a minha e a deste mundo que me cerca. A chuva começa a cair nesta noite fria. Será que não farei minha caminhada pela manhã?  E o que de fato é tudo isto. Não sei a vida esconde seus segredos por entre o cotidiano vazio. Será mesmo que ser comum é ser vazio? Odiei quando alguém me chamou de comum ao telefone. Não disse nada. Só fui refletir. Quando nós poetas nos reuníamos numa praça, numa lanchonete num shopping centro qualquer. Traçávamos as mais perfeitas revoluções que nunca deram em nada?  Na política,nas artes , na filosofia. E tudo passou? Hoje estamos todos sós com nossos afazeres. Senhores e senhoras bem comuns e comportados. Seguindo as regras do sistema que queríamos derrubar? E fomos derrubados por ele? Como mudar o mundo ? Se não mudarmos a nós mesmos? Desconfio de nós que já passamos dos quarenta. Fico com outro poeta que disse que a rebeldia deve estar dentro de nossos corações. Temos muitas revoluções a fazer? A muita ousadia a ser pensada. Ninguém de nós morreu? Estamos vivos. E daí? E daí? E daí?. Temos que vencer nossos novos medos.A vida é longa e curta. E deve ser vivida. Mesmo que de vez enquando paramos para descansar, para repensar. Para bolar novas estratégias. Abro as paginas da A arte da Guerra de Sun Tzu. Tenho uma coletânea de Cecila Meireles para ler que se empoeira.Quero reler Aparador de Quimera de Zenilda Lua. E leio uma apostila de estatística. Tudo faz parte e sou parte deste mundo. Quero construir  um texto sobre as botas da mulheres que seja um texto bem humorado. No mundo temos que viver de dores e alegrias e ando a ler os poemas de Elizabeth Souza no Entrementes. Algumas pessoas estão ai sobreviventes. Lembra-me o titulo de um livro de Cassiano Ricardo que ainda não li integralmente. E vivemos e dois mais três talvez não seja cinco? E a vida não tem roteiro como fala o lema do canal Multishow. Que me faz descobrir a cidade espanhola de Barcelona. Tenho milhões de viagens a fazer. Ainda não fui a Amazônia, ao Pantanal. A Patagônia. Precisamos viver criar revoluções. Criar livros e lançalos.Fazer filmes. Descobrir os universos que estão dentro de nós. Celebrar os amigos e também os inimigos. Declaremos guerra a nós mesmo. Aos nossos medos lutemos nosso bom combate. Cantemos a vida. Felicitemos nosso próximo. Que o frio seja o de fora e não o de dentro. Que dentro de nós nasça um coração de amor. Que o fogo nasça dentro de nosso coração e nos consuma. Faça-nos nascer de novo.

JOKA
joão carlos faria