Seguidores

quinta-feira, 5 de maio de 2011


JOKA

Eu nunca me ajoelho?

Nos mares bravios da vida. Eu sacerdote em civilizações de um passado remoto. Hoje ainda não sei de mim?  Só sei de minhas vaidades? E do prazer de me decifrar para não ser devorado?  Vivo diante das portas dos abismos. Inconsolável entre hospitais, escolas e muitos e muitos dilemas existenciais?  Com a certeza que hoje tenho prazer a ir trabalhar, como o prazer de encerrar um expediente. Eu que vivo nos mundos das artes, culturas e políticas. Hoje decifro a vida mais comum. Com um disfarce qualquer. O prazer de observar o mundo e não se deixar ser observado é para poucos. Ás vezes outros poucos observadores também nos analisam. E olhares e falas são trocados. A vida vai além de biografias. Além de nossas fantasias. É estranho estar. De verdade estamos? Como consigo estar num corpo físico. Num determinado ponto do universo. Como é bela a lei da gravidade. Quantas leis existem que me fazem estar aqui? O que sinto e percebo é só fruto de meus cinco sentidos? Porque uma simples infexição de ouvido me derruba. Porque as mais vãs percepções me assaltam? Tento acessar o contato direto com os Deuses e nunca me ajoelho? Preciso no mais intimo de mim cair de joelhos diante dos Deuses. E não caio. Não sou. Preciso deixar de ser zumbi. Uma máquina presa a cinco sentidos. Preciso estar antenado ao universo. Expandir o que nossa razão humana chama de consciência. Descubro que ainda não existo? Ainda não estou? Portanto não sou. Não passo de sombra num vale de lágrimas. Que saudade de minha Mantiqueira. Que vontade de mergulhar no Oceano Atlântico. E aqui estou sentindo falta. Mergulho num sono profundo, mas que coisa já estamos adormecidos? Preciso despertar de todo e qualquer sonho. Mergulho dentro de mim a buscar uma luz. Que uma estrela nasça dentro de mim. E como cantou Friedrich Nietz  eu me transforme nesta estrela. Há Zaratustra como você eu quero subir as mais altas montanhas e ficar lá a contemplar as estrelas. E a observar as formigas. E depois voltar a este vale de lágrimas e simplesmente decifralo. Como nos achamos humanos se temos a capacidade de comemorar uma morte? Afinal conseguimos entender neste tolo maniqueísmo quem são os vilões e quem são os mocinhos?  Quão tontos somos ainda acreditamos em mocinhos e vilões?  Ainda não deciframos. Ainda não nos foi tirado o véu do bem e do mal. Desculpem, mas para sermos humanos de verdade ainda nos falta muito. Somos Zumbis guiados por uma mídia de Zumbis. Estamos totalmente adormecidos. Despertai despertai despertai. Ai ai ai de nós se não acordarmos deste nosso sono. Se não retirarmos o véu de Maya. Nas madrugadas os cães latem, nas madrugadas impérios entram em decadência. A liberdade só é alcançada com muito trabalho, suor e lagrimas. Só o amor nos liberta.

JOKA
joão carlos faria
       

Nenhum comentário: