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sábado, 30 de abril de 2011


JOKA

Cem anos de uma imensa solidão ...

Uma noite de sábado quando não se quer fazer nada. Só ficar em casa. Uma velha dor de cabeça de uma sinusite que segundo um médico só se cura mudando para o Sul da Bahia. Um bom filme que mostra a realidade da solidão. LOST IN TRANSLATION  dirigido por Sofia Coppola é um filme de enigmas. Que nos mostra nossa intimidade. Lida com o cotidiano. Este fim de semana que não quero fazer nada além de dormir até tarde e recitar mantras. Tentar descobrir os caminhos da meditação me fez muito bem. Da Mantiqueira só vejo a paisagem mesmo que sabendo que estou lá de alma talvez não de corpo. No SESC conversei com um poeta o amigo Eduardo Malafaia que retoma a cidade. E conversávamos sobre a vida bucólica e um poema de Drumond. Mas esta nossa vida em cidade de fato o que nos traz? Esta nossa comodidade Tóquio não é diferente de São Paulo ou Nova Yorque retratada num jornal de TV. E daí a solidão é sempre a mesma e o vazio igual. Esforçamos-nos a semana toda. Corremos sempre por nada. Por isto tenho a vontade de decifrar a meditação. De mergulhar dentro de mim. Não sei se a felicidade esta numa família convencional de nossa classe média. Então porque busco o conforto financeiro? Porque quero o conforto material? Se a solidão é sempre a mesma. Hoje tive a felicidade de pegar um ônibus errado e descer bem distante do shopping. Pude conversar por alguns momentos com uma garota de Taubaté que não sabia chegar á rodoviária. Trocar um bom papo com alguém que nunca mais verá é algo maravilhoso. Talvez este filme nos diga isto. Pois tudo é passageiro e estamos sempre sós. Hoje sinto falta de uma mulher para ir comprar uma simples camisa. E ás vezes gosto de estar em silencio. Como nestes momentos que escrevo este texto que ninguém irar ler e se lerem compreenderam  não sei? Devo saber? A vida se faz breve todos os momentos passam nem penso que tenho quarenta e um anos para mim já tenho quarenta e dois. Tanto faz estou vivo? Iniciando minha maturidade. Já não tenho vontade de comprar brigas em lugar nenhum já não me é interessante. Já não mais me preocupo com sucesso e fracassos desde que consiga pagar minhas contas. É tão gostoso comer dois pedaços de pizza numa padaria que não fecha. Ainda não arranjei uma boa noite de papo nesta padaria que nunca fecha. Não sei por que adoro ir a Supermercados é um ótimo lugar para observar como a sociedade funciona. Desculpem- me não tenho nenhuma idéia para melhorar a educação. Não tenho vontade de ser diretor de escola. Mas se perguntarem se sei como pensar e sugerir como mudar minha cidade ai terei muitas respostas. Mas no fundo nunca sabemos de nada. Se ainda não sei quem realmente sou ? Como posso dirigir uma cidade? Um pais desculpem , mas acho que não existo. Sou uma mera ilusão. Qualquer dias destes quero estar no Tibet. libertado da China. Mas de verdade quero por meus pés na Amazônia quero pintar meu corpo com uma tinta indígena.  Quero uma liberdade  que ainda não consegui imaginar assistir Lost in Translation me fez sentir tudo isto que já estava dentro de mim. Sinto-me tão só quanto qualquer personagem daquele filme. Deu-me uma vontade de ler O VENCEDOR ESTA SÓ de Paulo Coelho. Seu mais recente livro. Também quero novamente ler algo de Gabriel Garcia Marquez  preciso terminar minha releitura de O MATRIMONIO PERFEITO de Samael Aun Weor  felizmente a semana que irá começar não tenho apostilas da faculdade para estudar. Não sabia que poderia gostar tanto de lecionar. Mesmo que nos dias de hoje os educadores se sintam tão amarrados tão sem espaço tão amordaçados por um sistema que os aprisiona. Não há tempo para se passar conteúdo só há tempo para lidar com a indisciplina. Hoje descubro que minha geração aprendeu muito mais que esta atual geração  o erro esta numa sociedade que se baseia em excesso numa cultura idiota do politicamente correto. Isto nos faz mais mal do que bem. Somos inbecis bestas sendo conduzidos por uma mídia completamente ignorante. É  Paulo sejamos vencedores ou perdedores sempre estamos sós. Por isto viverei cem anos de uma imensa solidão. Convivendo com meus Demônios e quem sabe alguns poucos Anjos. Como diria Riobaldo VIVER É MUITO PERIGOSO. E completo que mesmo com uma dor de cabeça crônica também viver é muito prazeroso. Qualquer hora destas estarei numa cachoeira em plena Amazônia só existe para mim neste planeta uma cidade onde a natureza e o urbano se  misturam e esta cidade chama-se SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO. Esta noite sonhei que morava lá. Mas que eu more com certo padrão classe média em plena zona sul. No mais encerro este texto. Pois LOST IN TRANSLATION merece ser reassistido. Realmente estamos sós? E numa madrugada quando não se quer fazer nada. Comer um abacate do fundo da geladeira parece algo bem divertido.

JOKA
João carlos faria   


     

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