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terça-feira, 26 de abril de 2011


JOKA

Oroborus ...

Numa manhã. Caminho e o vento fazem meus cabelos dançarem. E tudo no universo é uma Dança. Vejo Gaia dançar e parir este nosso universo. A inspiração me vem. Crio um texto para mim mesmo. Pois o ritmo da vida não permitiu que o texto chegasse a um papel. Então este texto é uma mera lembrança de algo que ficou guardado em meu coração um texto só para mim. Ainda não sou anjo nem demônio caminho nesta vida feito sombra. Preciso deixar de ser sombra e apenas ser. Fazer os meros conhecimentos que adquiro atingirem ao meu coração. Não passo de alguém perdido em mares bravios. Alguém que rumina rumina e vomita suas dores ao mundo. Preciso que meu saber chegue ao meu coração. Sou muitos uma multiplicidade. A necessidade de me focar me desbravar. Nesta manhã caminhei enquanto numa visão via um pais ser devastado por terremotos. E tragado pelos mares do pacifico. E ai me vem o pranto. Mas enquanto humanidade traçamos nosso destino. E tudo se cumpre. E estamos assistindo sem absolutamente nada entender. Venho de muitas eras muitas idades e muitas planetas da mais longicua noite cósmica. E não sei de mim. Só sei de meus medos e anseios. Devo adentrar dentro de mim e buscar o nascimento dentro de meu embrião de alma. Em minhas visões vejo-me perdido em tsunamis. Em meio a guerras e mares bravios. Estas guerras acontecem dentro de mim agora se reflete fora. Quando nesta vida clamei por um verdadeiro saber?  Quando nesta vida clamei por libertar minha essência?  Sou vazio. Não tenho nada de verdadeiro. Um mero devorador de livros. Preciso me silenciar.  Em minha coluna a uma serpente que adormece. Não tenho méritos para desperta La. Não sei chorar como Santo Agostinho. Sou incrédulo e cético. Preciso fazer a mística nascer em mim. Cair de joelhos diante dos Deuses que habitam dentro e fora de mim. Sou um pecador. Nunca serei um pescador? Em meu pouco consciente se é que tenho consciência de mim mesmo? Não tenho medo do fim. Se estamos vivendo o fechamento de um ciclo tudo bem. Tudo termina e recomeça. O oroborus se faz presente em nós. Ainda não sou. Ai ai ai de mim. Ai ai ai de nós humanidade desumana. Que o Cristo renasça em mim. Que o Cristo renasça em nós.Tenho todos os medos. Tenho muita pouca coragem e sigo em frente não á volta. Tudo caminha. E no oriente tudo começa a ruir. Preciso morrer para renascer. Morte morte morte. Eis me agora vivo vivo vivo ...Ainda não sou um dia serei. Ainda uma multiplicidade um dia uma unidade. Que o Cristo nasça dentro de nós. Que ele alcance nossos corações que hoje é pedra. Ai de nós se não escutarmos e não abrirmos nossos corações só nos caberá o abismo  abismo abismo.        

JOKA
joão carlos faria

Video feito na cidade de Gonçalves Serra da Mantiqueira Minas Gerais Brasil

Gonçalves

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