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sábado, 9 de abril de 2011


JOKA

A cidade que não aprendeu a criar asas? Portanto que não sabe voar?

Não dá para não citar no texto que estou  ouvindo Secos e Molhados e um disco marcante da década de setenta do século vinte. A música brasileira tem um privilégio de ter uma gama de grandes talentos. Estão sendo relançada nas bancas de revista a um bom preço uma série de discos da década de setenta. E hoje pode se abaixar na internet, mas comprar em banca esta série é mais vantagem o cuidado com a edição é primorosa. Estou remontando minha coleção em cd. Pois hoje já não  há mais discos e quem sabe daqui um tempo o suporte livro terá um bom concorrente. Há resistência , pois dês dé Johnannes Gutenberg em 1300 dc. Que se usa o suporte livro. E agora entra para nosso vocabulário a palavra suporte. Então estamos condicionados a usar o livro. Nossa geração de escritores tem acesso aos blogs e sites onde você produz um texto o revisa e o pública e divulga via sites de relacionamentos. Então imediatamente se sai uma idéia. Já não se leva mais dias como num jornal em papel ou até anos para uma obra literária ser publicada.Livros inteiros podem ser disponibilizados virtualmente. E em breve teremos algum suporte tão maleável e prático como um livro e disponibilizado todo conteúdo para lermos. E nem com isto os livros terão um fim. Continuarão ai bem acessíveis. Hoje um texto é publicado e quando se tem leitores já é imediantamente criticado e também elogiado. A internet é um canal de comunicação essencialmente democrático ao contrário da televisão. Que só existe a opnião do que esta estabelecido no sistema em que vivemos a TV  é altamente reacionária e a internet naturalmente libertária existe opiniões de conservadoras há libertárias a sociedade se debate no universo virtual e emerge nossas qualidades e pré- conceitos.As opiniões políticas e culturais afluem na internet. Sei que parece que chovo no molhado com este texto. Mas refletir este tema é importante para traçarmos objetivos e tentar entender o novo mercado editorial que se cria com o universo virtual. Nenhum escritor. músico e artistas em geral não esta sem um acesso para divulgar sua obra se vai atingir uma pessoa ou uma multidão representativa fazer parte da cultura nacional ai é outra questão é um desafio para todos nós. Mas cabe a nós inteligência e discernimento para com nossas obras e nossas estratégias. Confesso que ainda não consigo organizar bem um livro para publicar o melhor que produzo. Mas já não me pauto por minhas emoções baixas a necessidade de aparecer. Minha necessidade de ser é mais importante. Talvez seja a maturidade. Em vez de envelhecermos deviríamos rejuvenecer com o tempo a vida é curta demais. E viver é muito bom. Mas sabemos que o tempo urge. E isto nos empele a conquistar o mundo e nos esquecemos de conquistar a nós mesmo. De interpretar nossos desejos e anseios. Afinal de fato eu não sei quem realmento sou. Para mim sou uma grande icognita. E ainda sou devorado pele esfinge. Preciso me decifrar. Sou algo mais que um homem na faixa dos quarenta. Que trabalha, faz faculdade e estuda esoterismo. Sou além deste escritor que tem muito a aprender. Não sei quem de fato sou. Mas já sei que já não sou o mesmo  que no passado. E minhas velhas atitudes. Já não faço performances.Já não busco aparecer de forma gratuita. Tento não expor mais minha vida pessoal. Tenho ainda muito por caminhar e uma obra inteira a escrever. O melhor de mim sempre está no momento presente e nunca no passado e nem no futuro. Vivemos um eterno presente na vida só vale o hoje. E hoje ouço e me delicio com a música dos Secos e Molhados. E recomeço a ler Cecília Meireles. Hoje gosto da convivência com os escritores Franklin Maciel e Rita Elisa Seda, Oswaldo Jr.  Que são pessoas que de fato ao meu ver podem estar criando uma literatura universal que esta refletindo o hoje. E sempre tem algo com conteúdo a dizer.  Que refletem nosso mundo contemporâneo e com figuras assim sempre tenho muito a sorver a aprender. Minha cidade faz uma Bienal de Livro é louvável deveria ser todo ano e não de dois em dois anos. Mas acho que ainda ficou aquém de uma cidade como São José dos Campos. Nossa cidade na cultura tem potencial para ser mais e nunca voa? Precisamos aprender a criar asas. A voar e nestes vinte e cinco anos de política pública via uma Fundação Cultural Cassiano Ricardo á cidade nunca voou? E ai vamos sempre viver na cola e na exploração da imagem de Cassiano Ricardo? Chega é hora de superar nossas atitudes conservadoras e reacionárias de cidadãos de um Vale do Paraiba. E voar mas não querem deixar que as amarras sejam rompidas que as gaiolas imaginárias sejam quebradas pois mesmo aqui um ninho conservador. A arte se faz libertária.E da um rumo mais alegre para nossas vidas bem comum. E necessário parir o novo. E o novo dói.Rasga dilacera e grita Friedrich Nietche ... É necessário possuir um caos para dar a luz a uma estrela brilhante ... Mergulhemos dentro de nosso vazio e criemos o novo. Ainda há tempo. Façamos uma grande tempestade que o Kaos nos inspire e reflita o novo. Que São José deixe de ser das bombas da guerra. E torne-se das artes da vida ...Que dexeimos de ser tecnicista e façamos nascer o amor. E a vida.Matemos nossas burrocracias e façamos acontecer. Dentro de nós. E se reflita em nossa cidade, nosso pais. Nosso planeta. Pois estamos vivos bem vivos. Falta-nos o despertar de nossa consciência...

JOKA

joão carlos faria  

      

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