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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011


JOKA

Mariposas que nunca se tornam borboletas ...

Cadê  a tempestade que anuncia o novo ? O que vem agora ? Depois da Era Lula o Brasil deve continuar a voar ...??? Não sei ainda? Acho Dilma apagada por demais. Ouço as palavras de Caetano, Gil, Mautner, Jards Macalé ...No programa Canções do Exílio de Geneton Moraes Neto.Busco a inspiração necessária para a árida sobrevivência numa cidade morta. Viver numa cidade operária é estar exilado no próprio pais. O que me consola na rotina é ver ao longe a Serra da Mantiqueira. Minha cidade é de um marasmo asfixiante. É uma cidade morta. levei anos para compreender isto. Qualquer revolução semeada aqui é semente a se perder. Já jogamos muitas sementes, já plantamos e nunca teremos colheita.Nossa única saída é a estrada. Qualquer idéia minha ou sua aqui sempre será mal interpretada. Já não quero conviver. Quero o exílio. Antes de voar. Antes de cair na estrada. Não irei deixar rastro. Tudo é ilusão nunca somos o que parecemos ser. As estrelas estão ai no céu. E a tempestade não chega. E a cidade eternamente calada. Com suas Vilas, com sua gente...Que me diz muito de um cotidiano sem nenhuma Utopia. Viver sem Utopia é algo muito arriscado é condenar-se ao abismo. Para isto nos salva a leitura. A oração e a meditação. Cantemos nossos mantras no mais sombrio silencio,pois eles não nos entenderão. Afinal gastamos quase uma vida toda para tentar nos entender. Esta cidade talvez seja reflexo de uma ausência de reais revoluções. Então para que devo ir embora? Não vejo cor em minha cidade. Não vejo olhares de liberdade. Somente olhares de comodismo. Temos que nos libertar de nossas algemas. Meus sonhos revelam mais de nós. Que o mundo real. Os tambores timidamente bantem numa quadra. Meu coração treme. Mera ilusão não há revolução. Nunca há mudança numa cidade morta.Sempre as mesmas pessoas nas rodas culturais que nunca tem nada a nos dizer. Só mariposas que nunca se tornam borboletas. Mas queiremos ou não tudo vibra. O universo esta presente em nós. E somos parte do universo. Hoje raramente se acha um Oasis de sabedoria. A cidade assim não existe.É meramente um dormitório. E pensar que nos anos setenta alguém que me confidenciou que ficou na cidade porque tinha a melhor canabis do pais. Não uso drogas ou álcool isto pertenceu há outra geração. Só me embriaguei tomando Coca- Cola e tentando desvendar o mundo numa praça no centro da cidade. Hoje só deserto sem Oasis. E a cidade adormece sem tempestade. Adentro no nosso sonho tento decifralos para que não seja eu devorado. Por acaso eu ainda existo. Como alguém me confessou o melhor das cidades mortas e ás duas horas da tarde quando o Sol esta a pino. E tudo adormece. Afinal resistir e pensar no verão. Faz-nos sentir vivo. Como podem existir pensamentos nos Trópicos. Sejamos Tropicalistas ...                 

JOKA
joão  carlos faria    

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