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sábado, 26 de fevereiro de 2011


JOKA

It's All Over Now, Baby Blue


Numa manhã de sábado em vez de sair á rua para curtir o verão. Fico aqui a ouvir Bob Dylan. Podia estar tentando fazer uma revolução qualquer e estou aqui ouvindo Bob Dylan. O sol da manhã esta forte e aqui ouvindo  Bob. Como se fala no Eclesiastes a tempo para tudo. E ouço Bob. Minha cabeça dói. Minha consciência dói. E cadê as verdadeiras revoluções. Estamos longe delas bem longe delas. Minha cabeça dói. Minha consciência também. Quero amar. Quero fazer amor. Não há algo melhor numa manhã de sábado que fazer amor. Ouço Bob neste calor. Tento saber as noticias da Líbia do povo Muçulmano que faz suas revoluções e nos neste velho ocidente carcomido pelos vermes da imobilidade. Garotos e garotas brigam nas ruas de São Paulo por uma passagem mais justa. Eu aqui ouvindo Bob. Minha cidade metida numa lama de corrupção e desgoverno e eu aqui ouvindo Bob. Poetas mudam de nome e eu aqui ouvindo Bob.Nossa era não quer saber de poetas. Os poetas vivem náufragos nas calçadas da Lapa. Nas calçadas de qualquer cidade. Poetas não são bem vindos em lugar nenhum nesta era vazia.  Aos poetas só cabe a solidão de um teclado. E um cachão de desesperança. Não se quer ouvir os poetas.Cabe aos poetas dar milhos aos pombos. Mergulhar a cabeça numa cachoeira quase inacessível. Para que revoluções se a humanidade não sabe realmente o valor do amor? Bundas bundas bundas. Perambulam por ai. Só um sexo depravado destituído de amor. Só vemos amor nos filmes Americanos. E daí meus caros poetas se perdem na internet. Tentando se fazer ouvir. Mas quem quer ouvilos? Para que mudar de nome? Continuar-se-ão a ser propositalmente ignorados. Cabe o ao poeta o silencio e o labor incessante... Cabe a eles solitariamente registrar o vazio desta época de desprezo com o Amor. Cabe o registro de uma sociedade ocidental em completo declínio. As grandes e bem vindas transformações vem do Oriente do Povo Árabe hoje eles fazem as revoluções enquanto nos aqui ouvimos Bob. Que elas as revoluções cheguem ao Ocidente e varram este velho ocidente de novidades que o amor invada nossos corações e de pedras voltem a ser de carne, amor e esperança.

JOKA

joão carlos faria 

http://www.timsah.com/Bob-Dylan-Like-A-Rolling-Stone-1966/NT0QTQlCOzy

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O PÃO DE CADA DIA ???


JOKA

O pão de cada dia???

Parado diante de uma folha em branco? Dá-me vários brancos. Como tenho o compromisso comigo mesmo e com o Entrementes aqui estou numa quarta-feira a escrever. Pois somente eu mesmo e o Entrementes temos interesse no que escrevo. Então para que escrever simplesmente porque esta em mim escrever. Se não tivesse não o faria. Sem saber onde chegar um labirinto de palavras nesta era de Facebook. Onde todos somos importantes e afinal não temos nenhuma importância? Portanto impotentes e perplexos diante do mundo que nos cerca. E cada vez mais perdidos. Por isto me sinto feliz ao conviver com pessoas que não pensam metafisicamente. Estar só. É poder refletir e analisar o mundo que não consigo desvendar. Não quero ser devorado? Pela efígie? Podemos fazer quantos Manifestos quisermos ninguém nos ouve? Nem nos  ouvimos qualquer um de nós. Conhecemos o som de nossa batida de coração? Ou sabemos quantos fios de cabelo possuímos. Ou refletimos que consumismo oxigênio o tempo todo? Ou conseguimos saber por que não choveu hoje? Não sabemos de nada da física quanto mais da meta física. O porquê do cansaço. Ou para que serve as complicadas regras de língua Portuguesa. Conseguimos entender porque somos mal atendidos num balcão de uma drogaria. Imaginar que a pessoa pode estar cansada? Ter paciência para estar com os próximos e os servir. Sem esperar nada em troca. Ou trabalharmos porque gostamos e não somente para garantir o pão de cada dia. Estou perplexo diante dos acontecimentos na Líbia, no Egito e em todo oriente médio? Tentando sozinho entender. Quão são felizes aqueles que lutam para gerar mudanças. Muitos morrem ,mas temer a morte é só para nós que somos fracos. Os fortes se lançam a aventura de mudar a si mesmo e mudar uma nação. Eu tento mudar a mim mesmo já é uma tarefa das mais árduas e cansativas. As pedras rolam lá de cima das montanhas e eu apenas dei alguns passos em direção ao alto. E já vejo um abismo tentando me devorar. Ainda sou um verme diante da possibilidade de tornar-me Deus? E o mundo em luta e dentro de mim uma grande luta. Entre o Bem e o Mal. Ando a ler Choques Cósmicos de Torkon Saraydarian. Que tira alguns véus e acende um fósforo nas trevas em que vivemos. E pensar que comprei este livro e outros numa liquidação de supermercado. É meus caros o acaso se faz presente em nossas vidas. Comprar livros e investir no real valor da vida o conhecimento. De uma página em branco preenchi várias linhas que me dizem muito. Mas a você diz alguma coisa? Preciso encerrar para ouvir as batidas de meu coração. Ai quem sabe conseguirei ouvir as de teu coração. Saudações ao Entrementes que me inspira a escrever. É o que chamamos de responsabilidade. Que os DEUSES guiem os passos do povo da LIBIA. E os conduza a liberdade política. Que nossos corações se unam aos deles clamando LIBERDADE. E assim ouviremos a batida de coração de um planeta que chamamos de Terra e eu chamo de Gaia nossa mãe Gaia.

JOKA

joão carlos faria

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

um texto para aumentar minha força,
em consequência a de todos.


                               Século 22

O que a humanidade vai dizer de nós no século 22?
Hoje pensamos, como foi forte, transformador, o início do século 20, com a revolução proposta pelos modernistas.
Estamos no início do século 21. com muita tarefa a cumprir para gerar novas tarefas a quem vem.
Dizer, que no início do século 22 não vai haver mais habitantes na terra, pode ser uma verdade, mas, também uma mentira.
Eu espero que no início do século 22 possa existir gente nessa terra. Para estudar a história e ver que no início do século 21 estivemos aqui.Derrubando tabus, inaugurando tecnologias, enfrentando governos corruptos, questionando tarifas elevadas, gente desanimada, estragadores de rios, desprezadores de água, indiferentes à arte.
Que no início do século 22, os jovens, os velhos e os “animais super conscientes”, possam olhar pro passado que já foi futuro e possam perceber que foram antecedidos por almas grandiosas, seres desbravadores, brilhantes, incansáveis.Que realizaram  criações coletivas.
Que do início do século 22, possam perceber que depois da revolução de 1922, ,no século 20, houve uma proposta, uma energia de descontentamento no início do século 21.
E que essa energia, essa proposta do século 21, observou a proposta do século 20, colheu o que foi melhor do século 20, e ao mesmo tempo, soube lutar de forma impávida, bem calculada, com extrema coragem para que formas retrogradas, caretas e opressoras não retornassem ao século 21.Formas similares, à ditadura militar e religiosa que massacrou o final do século 20. E que os homens e mulheres do século 21 não deram chance de que os déspotas ensaiassem um novo retorno.
Que os homens do século 22, vejam e sintam orgulho de que nós do século 21 não demos asas ao capeta fingindo de  santo para esconder projetos de bomba em nosso jardim.
Que os 2 mil e 22 possam saber  que no interior e nas capitais as conexões não cessaram, não triunfou o blecaute. Que os homens do século 21 “Perderam o medo da chuva, pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar”.
Então século 22, estamos indo, estamos fazendo. Estamos pintando os cachorros e as cadelas, preparando canções, livros, filmes. Construindo arranha céus que balançam ao som de músicas eletrônicas e, elevadores que sobem com carros de boi e tambores de maracatu tocados por boiadeiros do apocalipse.
Século 22, somos o século 21. Somos o lagarto junto ao junco e ao mesmo tempo, construtores de uma nave de alta velocidade e infinitas programações.
Somos setas atiradas do século 20 e o século 21 não pode deter essa seta. Somos a seta cultural transformadora, de energias renováveis, incalculáveis, deslocadas, incomensuravelmente retumbante, orientada e desconcertante.
Ninguém da capital e nem do interior pode nos fechar a porta. Não derrubaremos a porta a murros. Mas entraremos através da energia que atravessa o material, o mar arterial.
-isto já é provado pela física quântica.
O material é transpassado pela antimatéria.
Temos em nossa bagagem, o  que os anarquistas, os ativistas,os grande artistas do século 20 ainda não concluíram e nós vamos concluir. Realizar, esticar curtos pensamentos para que se tornem longos, se ergam, se engrossem e se tornem caudalosos, e não só cautelosos.
Viva a Poesia
Léo mandí


 Assino em baixo.
Faz tempo que não lia um Manifestos nestas desérticas terras joseenses.
É isso em meio ás trevas de criatividade e do comodismo cultural que nos assalta. Léo Mandi ousa e faz um MANIFESTO.
O que vejo de melhor ultimamente e mesmo errando é o Estival no resto repetições sem criatividade.
Sucesso. Léo bem longe de academias e formalismos. Embora sempre esteja presente. Mas sei que Léo tem uma ousadia. Cadê nesta cidade homens e mulheres com disposição para mudar este obvio de alienação e comodismo. Só usamos as luzes do palco para nossas vaidades meus caros ainda nos falta muito.
Quando falo de São José leia se uns pais.
Artistas por natureza fazem revoluções mesmo que elas não dêem frutos.
Mas buscam o novo. Mesmo que sozinho e isolado.
Sucesso...

JOKA
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


JOKA

As revoluções são utópicas

A moeda partida em vários pedaços. Mas o que significa isto. Os relógios parados por falta de pilhas. Reuniões que nunca dão em nada. Queremos mudar o mundo. Mas e mudar a nós mesmos. As revoluções são utópicas e se tornam virtuais. Tudo é mera ilusão. Hoje não ouve tempo para ler livros. Mas o que é um dia sem livros. Mas ouve tempo para ler a vida. Tenho já mais de quarenta e ainda descubro muito sobre mim. Quem diz que não amamos a cidade em que vivemos é tolo. A critica faz parte da vida. Só os tolos não criticam. Errar e acertar são pura experiência. É preferível se expor é criticar do que ficar calado. Não precisamos de muitas companias ,mas de algumas companias bem ousadas. Só quem se aventura aprende. Viver é pura experimentação. A metafísica esta presente no nosso dia a dia nos que nos recusamos a perceber. Algum medo é necessário. Mas vencelos é sublime. Os Deuses se fazem sempre presentes em nossas vidas. Quero qualquer hora desta freqüentar um banquete com eles. Ficarei em absoluto silencio. Tento calar minha mente silenciar os medos. Afastar os desejos. Romper com a matéria. Ás vezes me pego a desejar poderes que nunca me pertencerão nesta vida, carros, viagens, poder financeiro, mas se os tivesse me acrescentaram alguma coisa? Já não tenho o suficiente para me desvendar. A chuva cai fecho a janela. Sinto o cheiro. Recolho os pássaros. Uma gota de chuva cai na lente de meus óculos. Não o limpo vejo os pingos refletirem as setes cores do arco Iris. Os Deuses estão presentes em mim. Descobri que quando chegar em casa após um dia tumultuado de trabalho devo abrir um sorriso e saldar todas as pessoas presentes. Descobri que devo tratar todas as pessoas de minha intimidade como trato os colegas de trabalho. Isto se leva quase uma vida toda para descobrir. Espero ter saúde e paz para muito ainda aprender. Meu papel nunca foi ser líder e sim de articular desejos e aspirações sociais. Deixemos para outros conduzirem as resoluções, mas sei que sei dar a liga necessária para que aconteçam não sou o Arquiteto sou um simples trabalhador. O universo se faz presente em nós. Sejamos ousados para pensar a cidade. Sejamos capazes de unir para muda La. A política deve servir para o bem comum. E não para nossos desejos egoístas. A hora de pensar e agir é agora. A hora de pensar uma nova arquitetura de cidade. É a hora de criar um projeto político para gerar uma nova cidade. Cabe a nós. E a mais ninguém criar o novo. Se não fizermos quem fará. Sejamos ousados os Deuses nos abençoam. Os Deuses nos inspiram. Os Deuses nos ensinam. Os Deuses estão presentes em nosso coração devemos silenciar a mente, apagar a luz e assim saberemos.

JOKA

joão carlos faria

     
       

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011


JOKA

Mariposas que nunca se tornam borboletas ...

Cadê  a tempestade que anuncia o novo ? O que vem agora ? Depois da Era Lula o Brasil deve continuar a voar ...??? Não sei ainda? Acho Dilma apagada por demais. Ouço as palavras de Caetano, Gil, Mautner, Jards Macalé ...No programa Canções do Exílio de Geneton Moraes Neto.Busco a inspiração necessária para a árida sobrevivência numa cidade morta. Viver numa cidade operária é estar exilado no próprio pais. O que me consola na rotina é ver ao longe a Serra da Mantiqueira. Minha cidade é de um marasmo asfixiante. É uma cidade morta. levei anos para compreender isto. Qualquer revolução semeada aqui é semente a se perder. Já jogamos muitas sementes, já plantamos e nunca teremos colheita.Nossa única saída é a estrada. Qualquer idéia minha ou sua aqui sempre será mal interpretada. Já não quero conviver. Quero o exílio. Antes de voar. Antes de cair na estrada. Não irei deixar rastro. Tudo é ilusão nunca somos o que parecemos ser. As estrelas estão ai no céu. E a tempestade não chega. E a cidade eternamente calada. Com suas Vilas, com sua gente...Que me diz muito de um cotidiano sem nenhuma Utopia. Viver sem Utopia é algo muito arriscado é condenar-se ao abismo. Para isto nos salva a leitura. A oração e a meditação. Cantemos nossos mantras no mais sombrio silencio,pois eles não nos entenderão. Afinal gastamos quase uma vida toda para tentar nos entender. Esta cidade talvez seja reflexo de uma ausência de reais revoluções. Então para que devo ir embora? Não vejo cor em minha cidade. Não vejo olhares de liberdade. Somente olhares de comodismo. Temos que nos libertar de nossas algemas. Meus sonhos revelam mais de nós. Que o mundo real. Os tambores timidamente bantem numa quadra. Meu coração treme. Mera ilusão não há revolução. Nunca há mudança numa cidade morta.Sempre as mesmas pessoas nas rodas culturais que nunca tem nada a nos dizer. Só mariposas que nunca se tornam borboletas. Mas queiremos ou não tudo vibra. O universo esta presente em nós. E somos parte do universo. Hoje raramente se acha um Oasis de sabedoria. A cidade assim não existe.É meramente um dormitório. E pensar que nos anos setenta alguém que me confidenciou que ficou na cidade porque tinha a melhor canabis do pais. Não uso drogas ou álcool isto pertenceu há outra geração. Só me embriaguei tomando Coca- Cola e tentando desvendar o mundo numa praça no centro da cidade. Hoje só deserto sem Oasis. E a cidade adormece sem tempestade. Adentro no nosso sonho tento decifralos para que não seja eu devorado. Por acaso eu ainda existo. Como alguém me confessou o melhor das cidades mortas e ás duas horas da tarde quando o Sol esta a pino. E tudo adormece. Afinal resistir e pensar no verão. Faz-nos sentir vivo. Como podem existir pensamentos nos Trópicos. Sejamos Tropicalistas ...                 

JOKA
joão  carlos faria    

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Caminhos que se encontram na noite dos tempos ...

JOKA




Caminhos que se encontram na noite dos tempos ...



Sobre o Sol de Paraty vendo nuvens ela se recorda de quando num deserto há muito tempo onde hoje chamamos de Brasil ela com a túnica rasgada seios quase nús. Fugia depois que saqueadores invadirão a cidade onde morava. Todos mortos, maridos, filhos e filhas ela ainda jovem por volta de trinta anos. Depois de ser violentada por centenas de homens finge-se de morta e é jogada nas areias do deserto. Ai consegue escapar, pois nos outros dias conforme costumes bárbaros os corpos seriam queimados. Agora só pelo deserto. Do que hoje seria o planalto central. Ela só sem água em baixo de um sol escaldante. A procura de ajuda é o inicio da derrocada de uma civilização que não restará nem um vestígio. Ela hoje fotografa nuvens e vêm estas lembranças. De um passado muito distante suas sensações são de viver aqueles momentos. Caminha por vários dias. Quando encontra um pequeno rio onde se banha. Tenta sublimar as dores das perdas. Mas não sabe que rumo tomar, mas mesmo assim chega á noite e contempla a beleza das estrelas. Adormece e vê se num outro lugar vendo nuvens num litoral. Acorda e adormece de novo. Não sabe que rumo tomar. Ali come esperando que alguns sobreviventes de sua cidade apareçam ,mas reza as Deusas para que não surjam outros soldados não suportaria mais a selvageria destes animais com corpos de homens. Pensa em reerguer-se continuar a vida. Pois sempre teve seus valores. Chega á noite a fotografia das nuvens a encanta. E a lembrança de outra vida. Sentiu-se um pouco outra. Toda outra vida agora faz parte de si mesma. Pensa em investigar para tentar achar vestígios desta maravilhosa civilização que um dia floresceu no Brasil. Sabe qual foi o destino daquela mulher. Cala-se se despes. Toma um banho. Silencia-se nua numa rede. A lembrar varias vidas que teve. E assim segue.



JOKA

joão carlos faria