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domingo, 30 de janeiro de 2011

O VALOR DA SOLEDARIEDADE


JOKA


O VALOR DA SOLEDARIEDADE

Estou terminando a primeira leitura de um livro de Jorge Luis Borges intitulado FICÇOES digo primeira leitura, pois gastei quase o livro inteiro para compreender a grandeza deste autor. E não cometerei o pecado de não reler. Agora familiarizado com estilo diferente deste grande autor. Borges é de uma genialidade e uma imensa cultura. Cita um monte de outros grandes autores e de uma grande compreensão da filosofia. Borges é autor necessário para cada leitor apaixonado. É bom se livrar um pouco deste labirinto virtual e cair numa boa leitura. Nunca desprezo a internet. A minha vida criativa tornou-se outra após o acesso ao universo virtual. Mas não devemos deixar a leitura a escanteio. É bom ler de tudo não exageremos com as bulas de remédio. Sou leitor antes de ser escritor. Uma língua que amo tanto que é capaz de se reinventar a todos os momentos do popular ao erudito. Ás vezes vem das favelas cariocas novas gírias e novos jeitos de recriar o Português os adolescentes a recriando na internet. Ouço Phil Collins poderia estar ouvindo Leo Mandi, Paulo Rafael e Edu Planchez artistas ainda desconhecidos no cenário nacional, mas bem talentosos. Quando comecei a escrever queria ser músico. Ai descobri a poesia via Fernando Pessoa, Cassiano Ricardo. Mas sempre li e muito desde que me alfabetizei. Criar é mágico. Já não sei fazer um poema na forma arcaica. Na construção minha poesia agora esta em meus textos, crônicas quem sabe num roteiro de cinema, numa peça e logo num livro. Fico admirado ao ver escritores com uma grande obra em livros tem  gente que tem mais de sessenta livros publicados e ainda só publiquei Retinas que já considero ultrapassado. Acho que pintei de mais no esoterismo andava a ler Helena Blavastky que complica por demais o esoterismo e logo descobri Samael Aun Weor. E misturava tudo isto na minha escrita. E ate´hoje o faço e errava mais jogando a simbologia de uma maneira KAOTICA. Faz parte de nosso aprendizado. A vaidade  de ser difícil. Quero ser de hoje em dia o mais simples e inteligível possível. Se bem que escrevemos para nós mesmos. Publicar, ser lançado por editoras e conseqüência. Ainda tenho certa vontade de ver meus livros nas livrarias. Sei que dificilmente acontecerá. Não pertenço aos círculos de influencia cultural deste pais. Nem eu nem meus amigos citados. A sociedade brasileira não é democrática de fato. O poder de publicar esta nas mãos de poucas editoras no geral inacessível a classe social a qual pertenço. Resta-nos o universo virtual sermos descobertos , mas quantos escritores e músicos já foram descobertos? Não tenho o toque de Midas de Eike Batista e sequer a noção de como se monta uma editora, gravadora e produtora de cinema. As leis de incentivo nacional na cultura. São tremendamente eletistas e privilegiam poucos. E sempre querem uma contra partida social. E o trabalho intelectual e criativo de qualquer artista já não é uma contribuição para a cultura universal? Porque sempre temos que fazer  o que a esquerdinha burra chama de Ação Cultural. Já acreditei que através deste discurso poderíamos mudar o mundo. Não carapalidas para mudar o mundo mudemos  a nós primeiro. Deixemos de ser vaidosos. Dar-nos um grande valor que ainda não temos. Pastei anos e anos me achando produtor cultural e sou produtor de que?A vida passa. Devemos ser realista. As transformações do governo Lula avançaram na economia, mas não chegaram á cultura. O modelo eletista continua ai. Um Brasil com poucas editoras, gravadoras, nenhuma indústria de cinema. Algumas emissoras de televisão que segundo dizem continuam a dar as cartas. O governo Lula foi um governo de livre mercado. Que teve a sacada de dar espaço econômico a uma grande parcela da população é pronto.Não fez nenhuma revolução de esquerda. Foi um governo de centro.Tá o pais avançou. Mas e agora no governo Dilma vai avançar mais? O pais necessita investir em cultura e educação. Fazer que as obras de nossos artistas chegassem ao público. Não vi nenhuma reforma das comunicações. Criação de rádios e TV que mostrem realmente a cultura nacional.E isto deve ser feito regionalmente. Conheço muitos artistas talentosos ,mas que nunca terão uma verdadeira chance de produzir e comercializar sua arte e ai sim viver dignamente dela.Arte e cultura são trabalhos e o artista precisa receber pelo que faz. Precisa ter condições dignas  para criar. E quase nunca  tem.Pelo menos os que conheço que convivi e convivo. Os Titãs acertaram em cheio numa música intitulada Comida. A vida é muito mais que ação cultural. A vida do artista é criação.Não devemos viver de dar oficinas. Ou criando espaços culturais. Precisamos de editoras, gravadoras, produtoras de cinema.E os governantes sejam municipais, estaduais e nacional não tem esta sensibilidade. Cultura, arte gera renda, gera empregos.Estamos na tal sociedade  do conhecimento. E não conheço um artista que não pesquise não leia e não se informe.O pais esta deixando de aproveitar e crescer com uma geração que se perde.E os artistas os quais defendo. Não enxergam. A nossa vaidade é muito grande devemos aprender a descobrir o valor da solidariedade. Que ainda não temos devemos nos profissionalizar. Criar cooperativas, empresas. Devemos cobrar dos governantes uma política pública de conseção de rádios e tv. De financiamentos ao fazer cultura. Um pais não vira potencia econômica se não investir em saber. Em conhecimento. Em cultura enfim o que nos adianta lotar os supermercados, encher as ruas de carro. Se não sabemos fazer isto de modo civilizado. Se não aprendemos os reais valores do consumo e seus limites. Não se ergue uma civilização de bárbaros. Sem educação e cultura e religiosidade uma sociedade se torna Bárbara. Queremos e precisamos aprender os reais valores de uma sociedade. Só os valores do mercado nos levam ao Kaos. Por isto educação, arte, cultura e conhecimento são valores que transformam a humanidade.  

JOKA

João carlos faria               

Titãs música Comida 

http://www.youtube.com/watch?v=kDauPMPIEDw&featur

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