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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


JOKA

Se quiser ouvir Deus ...

Somos por demais pretensiosos. Queremos tudo, mas temos o que para oferecer além de nossa vaidade? Por muito tempo fiz muita coisa só para aparecer. E não ganhei nada além de uma boa barriga. Dói-me cada vez que ouço senhor. Ainda não sou tão velho. Tenho muito a fazer. Mas já não sou tão jovem. Acustamar-se a meia idade é bem dolorido. Pois sempre estou recomeçando afinal ultimamente sou um estagiário. Nestes dias o que me salvou de uma semana bem comum ir com um amigo num Luau. Eu ia ligar o computador para criar mais um texto e o telefone tocou. De pronto já topei. Cheguei e vi uma gente bonita ouvindo boa música. Algo para não dizer nada e nos diz tudo. Longe dos sarais onde sempre a vaidade dos  poetas  fala mais alto. É muito estranho esta gente. Não consigo ir além de um comprimento eles não tem conteúdo nenhum nunca existe um bom papo. É fazer o que é a tribo da cultura?  Que de culta não tem nada. Há anos não vejo um grupo que se dedique a buscas filosóficas. A tentar pensar a cidade e o pais de maneira diferente. Nossa geração quer poder e temos o que para apresentar? Temos o que para propor de novo? Com tanta informação e somos vazios de coração. Quero adentrar dentro de mim e descobrir quem realmente sou. Além desta personalidade vazia. E trazer algo que acrescenta a mim e a humanidade. Ainda não sou humano. Luto para tornar-me humano. A vida é ligeira. Um dia temos vinte anos e logo chegamos aos quarenta. Por isto me apresso para escrever. E consertar meu computador. Como bem canta Raul. Meus caros o que temos para dizer? Nada então nos calemos. A vida não só a minha é puro cotidiano. Como diz o cantor no Luau vivemos para pagar contas? Antes nem conta eu pagava. Alguém pagava por mim. Tenho vários livros por publicar. Vários filmes por fazer. Várias mulheres por amar. E varias eleições por ganhar. E estou aqui nesta manhã sem nada de importante para fazer. Buscando me desvendar. Então o que vale para mim conquistar o poder nada. Tenho que ter alma. Para tornar-me. A felicidade ainda esta distante. Ainda não fiz nada para merece lá. Então que venham os Luaus e os Sarais que sejam adivindos do coração e não dá razão. A vida é ligeira. O trem passa. As estações passam. E a vida passa. O que realmente somos? Para que toda esta vaidade?  Esta alta importância. A felicidade nos bate a porta. Deixemos a entrar. Não sejamos. Não nos enganemos. Deixemos Deus falar conosco chega de tentarmos falar com ele. Adentramos ao silencio e uma hora desta ele nos cantará uma canção.

JOKA

joão carlos faria
  



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