Seguidores

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


JOKA


Já me curei de alguns pecados … E tenho outros para me salvar ...


Toc toc toc eu não estou. Enfim nunca sou presente. Não atendo telefones. Talvez porque não queira ser achado. Se me ligares por celular pior ainda. Cade os Elefantes que estavam no meu quintal? A Mantiqueira é meu quintal. Q uando falo de Copacabana. Ela é mítica mas não é a da Bossa Nova. Ela é atual. Ela é minha. E de sarais. Vivo neste momento presente. Sinto a minha dor existencial. Caio de joelhos diante dos Deuses. Que se fazem presente em mim. Já vi várias vezes o filme Nome Próprio para mim não é um filme é uma obra. Que deriva de várias obras e gera outras tantas.
Camila é puta e devassa. É poeta não se entende. Mas quem de nós com nossa vidinha normal se entende? Sinto o cheiro de chuva neste inicio de madrugada. Já me curei de alguns pecados.
Preciso entender alguns outros me vejo em Camila. Me vejo. Em alguns poetas que já circulei. Sinto saudades de Solfidone quando ando pelos corredores de alguns shoppings. Ele é louco mas criou uma semiótica própria. Hoje não consigo compreender como pensávamos em shopping. supermercados. Hoje devorei o livro de Luiz Filepe Pondé. Ele assim como eu e alguns como nós. Já sacou esta sociedade politicamente correta. Que tenta nos endoidecer. Quero o mar. E um corpo feminino. Ser solteiro ainda hoje aos quarenta anos é ser taxado de bicha. Nada contra as bichas conheço varias da cena cultural. Mas levar a fama é uma facada dentro do coração. Minha solidão não é por opção. Devo ser muito exigente com as mulheres. Ler Luiz Filepe Condé me fez interpretar isto. Nestes dias de verão estou de férias só saio a noite. Nesta São José dos Campos não há praia só nos salva o Parque da Cidade. É bom ter férias mesmo sem grana me sobra tempo para me decifrar. Um dia deixarei este corpo. Quando chego ao meu bairro sinto o cheiro de velórios. Pois nos velórios sempre há as mesmas flores. A morte esta sempre próxima a mim. As vezes andamos de mão dadas cada texto que faço é para ser o ultimo. Pois a cada dia morre uma parte de mim. Já não sou o mesmo que assistiu nome Próprio a alguns meses. Este filme marca a carreia de Leandra Leal. Ando a devorar muitos filmes. E estou sem minha câmera. Quero fazer vários filmes antes de morrer não é por vaidade é pela arte. Cade os elefantes que estavam no meu quintal. Eu andava pela cidade com um enorme elefante. Mas ele ficou raivoso e foi se embora. Diz por ai me de fama diz que não existo. Estes elefantes passam e nós ficamos. Na Mantiqueira sinto-me vivo. Com seus ares, matas e cachoeiras. Porque nosso povo é tão ruim. Se vivemos na liberdade da Mantiqueira.
Toc toc toc. Continuo a não estar. Mas devoro vários livros ao mesmo tempo. O calor se faz presente nesta noite de verão. E já não perderei meu tempo com sites de pornografia. Quero as mulheres que possam me amar. Conheço varias Camilas. Mas nunca me amam. Me ligam para falar de politica. Para politica neste momento não estou presente. Quero saber de escrever literatura. Fazer projetos para criar películas. Quero aproveitar o século que ainda me resta.
Cade os Elefantes que estavam em meu quintal? Não sei … Cade Camila … Cade o tempo que se foi. Não sei …
Toc toc toc nunca estou. Você realmente esta. Sou mera ilusão. Ainda não existo. Quem sabe sou um Elefante … A magia existe. Deus existe. Estamos em Deus e Deus esta em nós.
Toc toc toc … Cade os espelhos que quebramos a varias vidas. Realmente nos trouxe azar …
Não acredito..
Preciso ir dormir para despertar desta ilusão.
Toc toc toc. O ar adentra minhas narinas ainda respiro …
Vou encontrar minha Camila …


JOKA

João Carlos Faria


Nome Próprio



Luiz Felipe Condé

Livro

Contra

Um mundo melhor, ensaios do afeto.

Editora Leya

Nenhum comentário: