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terça-feira, 21 de dezembro de 2010


JOKA



Nahemah ...


Não há livros em Copacabana ... Há o mar em Copacabana. Há uma praia cheia de gente. Porque os desertos são desertos ? Quero estar em Copacabana. Neste Sol de Verão. Porque nossa vida as vezes parece um deserto. Estamos aqui hoje e nunca sabemos do amanhã. Viver é preciso. Sentir um corpo junto ao meu corpo também. Passar uma vida inteira sem descobrir o amor. E a mesma coisa que Copacabana fosse um deserto. Quero um corpo que me ame. Não quero só os prazeres vão das luxúrias. Quero estar em Copacabana pois para mim Copacabana é um bela mulher.
Por estes dias cai em tentação no universo do sexo virtual. Esta noite pude dormir tranquilamente. Sem estes Demônios. Há sempre algo errado com a gente. Assim achamos. Estamos vivos. Recebendo um bocado de informações. Temos sede, fome e desejos. O sexo nos faz sentir vivos. Mas sempre há algo a mais.
Ainda não experimentei o sexo tântrico. Deve ser sublime. Tenho que deixar as esferas de Nahemah e Lilith. Com seus desejos vazios. E prazeres carnavalescos que se perdem em abismos sombrios.
O mundo virtual nos dá diversas experiencias. Mas devo adentrar dentro de mim. Enfrentar meus Demônios. Ir além do Bem e do Mal. E triste ler os grandes sábios e depois cair nas tentações de nosso mundo interior. Toda a pornografia e a sujeira que há fora esta dentro de mim. Alguém já me
contou que esteve no planeta de Lilith que tudo lá e possível. Lá temos belos carros, temos dinheiro e todas as mulheres e homens. Mas não passa de uma vã ilusão. Os caminhos que nos levam a eternidade são tortuosos. E ainda não temos a sabedoria para comprieendelos. Somos completamente cegos.
Ontem vi numa visão um homem sendo queimado numa fogueira. Eu não era o homem que queimava na fogueira. Era o homem que o condenara.
Acordei em prantos. Ainda não me desvendei por inteiro. Por isto gosto da nudez física.
Não consigo ver nada de mal num corpo nú. Pois assim nascemos nús. Sem nada. E sem nada entraremos no mundo espiritual quando abandonarmos este corpo.
Sempre disse Riobaldo Viver é muito perigoso. Quando criança via um quadro e duas crianças atravessando um abismo e um anjo os acompanhando. Nós somos aquelas crianças. Quantos de nós atravessarão a ponte ?
Numa outra visão eu era um monstro bem horrível com uma calda bem longa. Descendo uma grande torre.
Ai ai ai de mim. Que ainda não me libertei. E grita Friederich Nietzche É necessário possuir um caos dentro de si para gerar uma estrela brilhante.
É dentro de mim a um Kaos. Do tamanho do universo. Levei anos para interpretar esta frase. E ontem ao ler um sábio finalmente a compreendi em parte. Pois ainda não sou o todo.
Minha jornada é longa. A ponte para mim é grande. Tenho que voltar a ser criança.
Mãe me de a mão me conduza ao Pai. Eu ainda não existo. Quero que o Cristo nasça dentro de mim.
Não há livros em Copacabana …


JOKA

joão carlos faria

Um comentário:

wallace Puosso disse...

...não há pregos que o mantenham teso na cruz, não há lágrimas que façam o tempo voltar, não há, nunca houve uma praia como a de Copacabana. Nunca mais haverá um Tom, um Vinícius por ali. No tempo em que o Brasil era o país do futuro. O futuro chegou. E agora, José?
abraços, meu caro! Força sempre!