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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010



JOKA


OCASO DA VIDA


A liberdade em nossa sociedade é de direito e não de fato. Vejo me nú navegando por estrelas.
Vejo me nú em delírios. E desejos que sei que devo superar. Caminhamos por um caminho estranho
todo escuro e cheio de pira lampos. Conversamos sobre um filme de terror e de repente a procura de uma praia deserta nos supriende estamos diante de um cemitério.
O mundo gira perco-me em frutraçoes de ordem material. Tento meditar em locais estranhos.
Durmo quando não devia dormir. E acordo em horas incertas.
Hoje finalmente aprendo a respeitar todas as formas de se chegarem a Deus. Será que um dia de fato chegarei. Me acho o mais machistas de todos os homens. E vendemos a imagem de liberais.
Minha geração é caduca. Foi criada na frente da televisão. É duro admitir que chegamos a tão sonhada maturidade isto significa que daqui a um século chegaremos ao ocaso da vida.
Sei que devo abolir o medo e mergulhar de alma e corpo na vida. Ainda não descobri o amor.
Sei que vou encontrá-lo espero que seja na tal maturidade.
Tudo é uma mentira. Imagino-me fazendo amor numa cachoeira em Gonçalves MG. Em plena Serra da Mantiqueira.
Para mim tudo é ilusão. Todos os momentos que vivemos passam e ficam registrados na memória.
Tenho dúvidas quanto a minha e a sua existência. É noite. Grita Alen Ginsberg SENHORAS LEVANTEM SUAS SAIAS VAMOS ATRAVESSAR O INFERNO.
Quando produzíamos o LITTER um jornal literário achávamos que iriamos transformar o mundo.
Mentira num certo dia dia pegaram as chaves. E nunca mais teve um jornal.
E hoje somos homens maduros. Alguns pais de família. Outros comerciantes. E cade nossas revoluções?
Agora eu quero produzir vários filmes. Fui desafiado a produzir uma obra que seja tão importante como Grande Sertão Veredas.
Irei alcançar este objetivo. Não tenho medo e tenho todos os medos. Ter medo ajudar a vencer os medos.
Meus Demônios sempre são os mesmos. Hoje sou mais Demônio que anjo.
Preciso chegar ao meu Pai. Hoje pelo jeito perdi minha maquina de fazer filmes.
Agora só me resta a escrita. Em breve a terei de volta mesmo que seja outra.
Minha garganta doe talvez vá ao médico. Mas médicos não nos trazem paz de espirito.
Leio avidamente Jorge Luis Borges seu livro FCÇOES no começo achei difícil quis parar mas já entendi seu estilo. E autor para quem quer ser escritor.
E já sou escritor. Tudo passa em alguns seculos já não estarei mais aqui. Enquanto João Carlos Faria
talvez estarei tirando umas férias no inferno. Ou quem sabe num outro lugar qualquer. Mas precisamos temer nossa eternidade? Já não temo. Quero descobrir o real amor pela humanidade.
Só este AMOR pode nos salvar. O restante é ilusão.
Meus desejos carnais me fazem existir. Mas trancedelos me fará chegar ao REAL.
Sou homem de muitas quedas. Caindo me levantarei. Há quantas vidas tento me levantar.
Ainda não sou um dia serei. A liberdade para nós ainda é uma ilusão.
Samsara nos enebria. Nos entorpece. Somos uma mentira mal contada.
Não somos. Pira lampos me levaram a um cemitério. Quantas voltas darei. Quero tornar-me.
Ainda não sou. Os Deuses existem estão do meu lado. E também ao teu lado.
E só aprendermos a orar. A sentir. A meditar. A luz pode iluminar nossas trevas.
Basta querermos sair desta caverna sombria LOST LOST LOST …
Eu ainda não sou um dia serei. Ainda trevas em breve LUZ.


JOKA

joão carlos faria

Matéria mostrando a ausência de liberdade de pensamento. Em Salvador. Portanto no Brasil.




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