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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


JOKA


Já me curei de alguns pecados … E tenho outros para me salvar ...


Toc toc toc eu não estou. Enfim nunca sou presente. Não atendo telefones. Talvez porque não queira ser achado. Se me ligares por celular pior ainda. Cade os Elefantes que estavam no meu quintal? A Mantiqueira é meu quintal. Q uando falo de Copacabana. Ela é mítica mas não é a da Bossa Nova. Ela é atual. Ela é minha. E de sarais. Vivo neste momento presente. Sinto a minha dor existencial. Caio de joelhos diante dos Deuses. Que se fazem presente em mim. Já vi várias vezes o filme Nome Próprio para mim não é um filme é uma obra. Que deriva de várias obras e gera outras tantas.
Camila é puta e devassa. É poeta não se entende. Mas quem de nós com nossa vidinha normal se entende? Sinto o cheiro de chuva neste inicio de madrugada. Já me curei de alguns pecados.
Preciso entender alguns outros me vejo em Camila. Me vejo. Em alguns poetas que já circulei. Sinto saudades de Solfidone quando ando pelos corredores de alguns shoppings. Ele é louco mas criou uma semiótica própria. Hoje não consigo compreender como pensávamos em shopping. supermercados. Hoje devorei o livro de Luiz Filepe Pondé. Ele assim como eu e alguns como nós. Já sacou esta sociedade politicamente correta. Que tenta nos endoidecer. Quero o mar. E um corpo feminino. Ser solteiro ainda hoje aos quarenta anos é ser taxado de bicha. Nada contra as bichas conheço varias da cena cultural. Mas levar a fama é uma facada dentro do coração. Minha solidão não é por opção. Devo ser muito exigente com as mulheres. Ler Luiz Filepe Condé me fez interpretar isto. Nestes dias de verão estou de férias só saio a noite. Nesta São José dos Campos não há praia só nos salva o Parque da Cidade. É bom ter férias mesmo sem grana me sobra tempo para me decifrar. Um dia deixarei este corpo. Quando chego ao meu bairro sinto o cheiro de velórios. Pois nos velórios sempre há as mesmas flores. A morte esta sempre próxima a mim. As vezes andamos de mão dadas cada texto que faço é para ser o ultimo. Pois a cada dia morre uma parte de mim. Já não sou o mesmo que assistiu nome Próprio a alguns meses. Este filme marca a carreia de Leandra Leal. Ando a devorar muitos filmes. E estou sem minha câmera. Quero fazer vários filmes antes de morrer não é por vaidade é pela arte. Cade os elefantes que estavam no meu quintal. Eu andava pela cidade com um enorme elefante. Mas ele ficou raivoso e foi se embora. Diz por ai me de fama diz que não existo. Estes elefantes passam e nós ficamos. Na Mantiqueira sinto-me vivo. Com seus ares, matas e cachoeiras. Porque nosso povo é tão ruim. Se vivemos na liberdade da Mantiqueira.
Toc toc toc. Continuo a não estar. Mas devoro vários livros ao mesmo tempo. O calor se faz presente nesta noite de verão. E já não perderei meu tempo com sites de pornografia. Quero as mulheres que possam me amar. Conheço varias Camilas. Mas nunca me amam. Me ligam para falar de politica. Para politica neste momento não estou presente. Quero saber de escrever literatura. Fazer projetos para criar películas. Quero aproveitar o século que ainda me resta.
Cade os Elefantes que estavam em meu quintal? Não sei … Cade Camila … Cade o tempo que se foi. Não sei …
Toc toc toc nunca estou. Você realmente esta. Sou mera ilusão. Ainda não existo. Quem sabe sou um Elefante … A magia existe. Deus existe. Estamos em Deus e Deus esta em nós.
Toc toc toc … Cade os espelhos que quebramos a varias vidas. Realmente nos trouxe azar …
Não acredito..
Preciso ir dormir para despertar desta ilusão.
Toc toc toc. O ar adentra minhas narinas ainda respiro …
Vou encontrar minha Camila …


JOKA

João Carlos Faria


Nome Próprio



Luiz Felipe Condé

Livro

Contra

Um mundo melhor, ensaios do afeto.

Editora Leya

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010


JOKA


O doce veneno de escorpião ...


Uma respiração profunda estou vivo. As vezes não me sinto vivo. Ando ultimamente com todos os meus Demônios de mãos dadas. E não vejo nem um Anjo a me ajudar. Mas sei que estão a me proteger. Em pleno calor sinto frio e enfrento os desejos de sexo banal. Sei que é banal e irei me libertar. Mas convivo com minhas LÚXURIAS … No momento fazem parte de mim. Devo compriendelas descer cada vez mais as escadas de meu inferno. Sentir e analisar. Para escapar destas amarras que me impedem de voar. O caminho é longo e incerto. Tenho vontades.
Hoje numa livraria rodeado por livros meus impulsos me me levaram Ao Doce Veneno de Escorpião e ali sentindo-me nú. Li muitas páginas deste livro. E depois compreendi que devia deixá-lo de lado. Procurei superficialmente algo novo. Pois ainda não estou familiarizado com esta livraria. Passei pela seção de exoterismo e nada realmente me interessou naquele momento. Depois na seção da literatura nacional me deparei com a biografia de Lobão. Ai entrei de cabeças e devorei com toda a vontade muitas e muitas páginas deste livro. Que vou continuar lendo … Não tenho mais prazer em ir a Shoppings. Para mim hoje parece muito superficial. Já ouve tempo que eu não saia deles. A vida hoje parece um Shoppings Center. Não consigo realmente entender a importância em constituir família ter filhos para mim isto tudo parece banal de mais. E não tenho uma vida louca uma vida bandida feito Lobão. Para mim é um eterno cotidiano tentando enfrentar meu vazio
interior. Sinto-me cada vez mais vazio. Só vejo algum sentido quando estou em meio a natureza.
Amigos hoje são poucos quase nenhum. E nada de alma gêmea. De encontrar uma parceira. Devo ser um monstro de ser humano. E socialmente estou bem estudandando. E trabalhando me perguntam por novidades? Estou trabalhando. Fazendo minha representação do belo quadro social e tentando manter minha substencia. Mas para tornar-me humano de verdade isto nada importa.
Ter dinheiro, fama. E sucesso não passa de vaidade. O que importante e se experimentar adentrar ao próprio inferno descer as escadas de si mesmo. Talvez por isto goste tanto de biografias quando bem feitas escancaram o personagem seus Anjos e Demônios. Desfazem mitos … Ando a ler Jorge Luis Borges um autor bem estranho e bem profundo. Mas ei de desvendá-lo. Vou ao mar. Sair de minha rotina. Buscar novas inspirações e terei que voltar a esta cidade? Quando eu descobrir outras maneiras de ganhar a vida deixarei esta cidade. Que já não tem nada a me acrescentar.
Preciso de novas maneiras de ver o mundo. De sentir este exterior. Esta terceira dimensão. Para quando partir indefinitivo leve algo de novo. E que realmente tenha valido a pena viver.
Estou abandonado aos poucos o velho homem de vaidades das mais loucas e deturpadas. Que nunca me levaram a nenhum lugar que realmente valece a pena.
Ser mediucre não é fácil. É bem chato. Mas quando descobrimos que não somos bons e sim ruins é
um alivio. Minhas máscaras estão caindo. E sinto-me nú. Diante de mim. Não ligo para as pessoas elas não se veem. O mandamento que o mestre Jesus Cristo deixou Amai vos uns aos outros como eu vos amei. É o mais difícil. Eu realmente não amo esta humanidade doentia. Que os Deuses tenham piedade de mim. E mostrem o difícil caminho do verdadeiro amor.
E fácil se dizer esoterista. Ler livros. Frequentar grupos. Fazer práticas mas ser de verdade e para poucos e ainda não sou um destes poucos.
Sinto-me o pior homem que a humanidade produziu Adolf Hitler é bom perto de mim. E que não foi me dado carisma e nem poder. Se os tivesse não sei o que faria. Sou um péssimo politico e um artista fracassado. Ninguém me publica e ninguém vota em mim. Que sorte desta humanidade mesquinha e caduca.
Não passamos de doentes em fase terminal. Que humanidade e esta que se mata com bebidas, drogas. Prostituição. Pornografia das mais variadas formas.
Não temos respeito e nem amor de verdade pelo próximo. E estupidamente enchemos as igrejas de todos os credos. Temos uma religião moldada aos nossos gostos.
Temos um sistema de educação que não educa ninguém. Uma arte e cultura cada vez mais sem sentido.
Sou fruto de minha época como cada ser que se diz humano que me cerca.
Preciso sair desta lama. Ou me afundarei cada vez mais nela.
Realmente eu não existo sou mera ilusão.
Talvez por isto eu tenha sacado a mensagem se é que tem alguma do filme O GUIA DO MOCHILEIRO DA GALAXIA.
Na arte há poucas coisas que ainda salvam e na politica?
Não sei vou me embora para Copacabana. Quando chegar a Tsunami as vezes eu sobrevivo.
No mais se o universo me permitir em breve eu volto. Que o Cristo nasça dentro de cada um de vocês que me leem.
Talvez ainda tenhamos alguma esperança?


JOKA

joão carlos faria

terça-feira, 21 de dezembro de 2010


JOKA



Nahemah ...


Não há livros em Copacabana ... Há o mar em Copacabana. Há uma praia cheia de gente. Porque os desertos são desertos ? Quero estar em Copacabana. Neste Sol de Verão. Porque nossa vida as vezes parece um deserto. Estamos aqui hoje e nunca sabemos do amanhã. Viver é preciso. Sentir um corpo junto ao meu corpo também. Passar uma vida inteira sem descobrir o amor. E a mesma coisa que Copacabana fosse um deserto. Quero um corpo que me ame. Não quero só os prazeres vão das luxúrias. Quero estar em Copacabana pois para mim Copacabana é um bela mulher.
Por estes dias cai em tentação no universo do sexo virtual. Esta noite pude dormir tranquilamente. Sem estes Demônios. Há sempre algo errado com a gente. Assim achamos. Estamos vivos. Recebendo um bocado de informações. Temos sede, fome e desejos. O sexo nos faz sentir vivos. Mas sempre há algo a mais.
Ainda não experimentei o sexo tântrico. Deve ser sublime. Tenho que deixar as esferas de Nahemah e Lilith. Com seus desejos vazios. E prazeres carnavalescos que se perdem em abismos sombrios.
O mundo virtual nos dá diversas experiencias. Mas devo adentrar dentro de mim. Enfrentar meus Demônios. Ir além do Bem e do Mal. E triste ler os grandes sábios e depois cair nas tentações de nosso mundo interior. Toda a pornografia e a sujeira que há fora esta dentro de mim. Alguém já me
contou que esteve no planeta de Lilith que tudo lá e possível. Lá temos belos carros, temos dinheiro e todas as mulheres e homens. Mas não passa de uma vã ilusão. Os caminhos que nos levam a eternidade são tortuosos. E ainda não temos a sabedoria para comprieendelos. Somos completamente cegos.
Ontem vi numa visão um homem sendo queimado numa fogueira. Eu não era o homem que queimava na fogueira. Era o homem que o condenara.
Acordei em prantos. Ainda não me desvendei por inteiro. Por isto gosto da nudez física.
Não consigo ver nada de mal num corpo nú. Pois assim nascemos nús. Sem nada. E sem nada entraremos no mundo espiritual quando abandonarmos este corpo.
Sempre disse Riobaldo Viver é muito perigoso. Quando criança via um quadro e duas crianças atravessando um abismo e um anjo os acompanhando. Nós somos aquelas crianças. Quantos de nós atravessarão a ponte ?
Numa outra visão eu era um monstro bem horrível com uma calda bem longa. Descendo uma grande torre.
Ai ai ai de mim. Que ainda não me libertei. E grita Friederich Nietzche É necessário possuir um caos dentro de si para gerar uma estrela brilhante.
É dentro de mim a um Kaos. Do tamanho do universo. Levei anos para interpretar esta frase. E ontem ao ler um sábio finalmente a compreendi em parte. Pois ainda não sou o todo.
Minha jornada é longa. A ponte para mim é grande. Tenho que voltar a ser criança.
Mãe me de a mão me conduza ao Pai. Eu ainda não existo. Quero que o Cristo nasça dentro de mim.
Não há livros em Copacabana …


JOKA

joão carlos faria

domingo, 19 de dezembro de 2010


JOKA



Apareceu Aparecida.


O cinema é uma industria que gera muitos empregos. Portanto numa cidade que a ideologia dominante é o empreendedorismo é de se estranhar que não se incentive a criação de um polo de cinema nos moldes de Paulinia ou até algo novo dentro da realidade local.
Também é de se estranhar a falta de intimidade do poder vigente com a chamada classe artística da cidade que reenvidica o fundo de cultura do município.
São José dos Campos é uma cidade Valeparaibana portanto o conservadorismo impera nesta cidade.
Este conservadorismo esta exposto no modo como fazemos arte e cultura. Na maneira que é encarado o folclore. Nas ações politicas de esquerda ou de direita. Eu sei que este conservadorismo esta em mim tento vemcelo. Não quero ser um cidadão com mentalidade do século dezoito.
Aparecida é um filme bem natural a mostrar a realidade da região não sei porque o estranhamento. O tema nos é natural a fé Católica em Nossa Senhora Aparecida que questiono pois para mim ela vem de berço. Faz parte de minha raiz.
Acredito que a Prefeitura e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo acertaram ao apoiar o filme mas erram ao não investir numa produção de cinema local. Temos uma classe artística que consegue produzir cinema e que faria nos moldes comerciais. Pois não vejo gente com um potencial de critica ao sistema estabelecido na cidade no pais e no planeta somos reacionários em demasia. São José não tem uma Vanguarda. Não há um fazer artístico que reflita e proponha uma sociedade diferente. Em resumo talvez em discurso nos dizemos de esquerda na pratica somos consumistas. Seguimos a cartilha do sistema Capitalista.
Não temos uma unidade e uma união de verdade. Só queremos garantir nosso espaço individual. Ou simplesmente aparecer. Com nossas Ongs e Grupos emfim nossas panelinhas. Hoje não estou em nenhuma. Ando só. Por enquanto?
Outro mito que se propaga aqui é que fazer cinema é difícil e caro. Mentira há muitas produções acontecendo em todo planeta. Que ganham até Oscar. E apoio da industria cinematográfica.
Mas aqui preferem fazer oficinas o tempo todo. E quando vai se produzir preferem chamar artistas de fora. Dando um atestado de incompetência aos nossos Produtores. Músicos, Poetas,Escritores,Atores, Diretores, Artistas Plásticos enfim produtores de arte.
Incentivar a produção local não é bairrismo. Então a Bossa Nova e o Samba Carioca é bairrista.
Hoje a informação é universal. Em qualquer lugar do planeta a livros, internet, TV por assinatura.
Todo novo conhecimento é difundido rapidamente. Basta vontade e competência para se fazer. Mas aqui o medo de errar é sempre maior.
O medo de ser critico gera obras de um grande vazio interior. Sem nenhuma reflexão das complexidades da sociedade atual. Emfim ainda não fazemos arte só repetimos velhas receitas de bolo.
Portanto São José merece se repensar. E dar um rumo novo. Não sei se um Fundo de Cultura por si só já ajuda mas é um passo e bem importante. Como também é a criação de um Polo de Cinema.
Temos que fazer já sem esperar governos mais avançados. Pois nesta cidade não há avanço nem a direita nem a esquerda. Nossos lideres nos refletem enfim nossos lideres tem a mente tão limitada quanto a nossa.
Temos que superar esta limitação mental. Para chegarmos ao novo. Pensar e criar uma nova forma de civilização. Sem olhar para o hemisfério norte. Não somos Europeus.
Somos Latinos Americanos. Somos o novo?


joão carlos faria

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


JOKA


Não ser ??? …??? … ???


Assisti ao filme Fama de 1980 de Alan Parke. Pelo yotube vi que tem um remake que também espero ver. Para quem gosta de arte e tenta fazer dá vida uma arte de viver. Este filme é sensacional mostra todas as ilusões que compõem o meio artístico. Mas também encoraja a este caminho desafiante e sem volta. Uma vez que entramos passamos as portas deste labirinto estamos nele. E tentamos conviver com nossas frustrações e vitorias. Se bem que nesta área são mais frutraçoes do que vitorias. O artista tem que desenvolver a excelência no que faz seja escrever, cantar, compor atuar, dirigir . E mesmo que chegue lá nem sempre há recompensas no final. Na verdade sempre há recomeços. Vivemos há recomeçar passa-se a vida e olhamos para trás e sentimos que ainda não fizemos nada. Então vamos em frente tentar dar o máximo que nossas almas podem oferecer ao mundo.
E Fama é isto mostra com verdade este caminho. Como na cena de um garçom que é ator e já fez todos os testes e nada ainda aconteceu. Ou quando uma atriz é seduzida por um falso diretor que a faz tirar a roupa na frente da câmera.
A trilha sonora é maravilhosa estou curtindo música a música enquanto faço este texto. E confesso as lágrimas estão escorrendo. Minha toalha esta molhada. As vezes até paro para fazer pequenos trabalhos domésticos. Sensibilidade atuante as vezes incomoda. Mas a vida é cheia de desafios. E Alan Parke mostras isto neste filme. Também pequenos trabalhos domésticos atrapalham a criatividade. Vamos em frente. A vida é uma bela passagem pela existência, Existir não é entendiante, Existir é preciso. Mesmo que seja no cotidiano. As vezes nos damos conta que o cotidiano é mais importante que muitos momentos considerados importantes. Hoje não há pombas para eu jogar milhos. Elas também tiram férias. E eu agora estou de férias. Meu cotidiano já não existe. E eu realmente existo? Quem sou ou quem não sou? Eu deveria ser? Porque temos que ser algo. Já não basta existir. Os personagens de Fama simplesmente existem. As pombas existem. E não se preocupam com nada. Quero meu silencio mental. Quero me silenciar. Eu já não sou.
Nestas andanças virtuais descobri um vide-o de Nika Costa hoje já adulta para quem não se lembra ela cantou uma bela música aos cinco anos e agora esta ai adulta e bela.
E tudo sempre passa e eu nunca serei passarinho talvez já tenho sido. Os pássaros voam. Nos também podemos voar.
Quantos belos filmes ainda verei. Não sei. Mas quero é produzir filmes também. A vida é um deserto. Nunca sei de nada. Sou um pássaro a voar no céu pensando ser um homem.
Quem sabe o sábio chines que criou esta frase. Que agora recriei com outros dizeres.
Sou o pássaro não sou o homem. Sou o homem não sou o pássaro no final eu sou.

JOKA

joão carlos fama





segunda-feira, 13 de dezembro de 2010



JOKA


OCASO DA VIDA


A liberdade em nossa sociedade é de direito e não de fato. Vejo me nú navegando por estrelas.
Vejo me nú em delírios. E desejos que sei que devo superar. Caminhamos por um caminho estranho
todo escuro e cheio de pira lampos. Conversamos sobre um filme de terror e de repente a procura de uma praia deserta nos supriende estamos diante de um cemitério.
O mundo gira perco-me em frutraçoes de ordem material. Tento meditar em locais estranhos.
Durmo quando não devia dormir. E acordo em horas incertas.
Hoje finalmente aprendo a respeitar todas as formas de se chegarem a Deus. Será que um dia de fato chegarei. Me acho o mais machistas de todos os homens. E vendemos a imagem de liberais.
Minha geração é caduca. Foi criada na frente da televisão. É duro admitir que chegamos a tão sonhada maturidade isto significa que daqui a um século chegaremos ao ocaso da vida.
Sei que devo abolir o medo e mergulhar de alma e corpo na vida. Ainda não descobri o amor.
Sei que vou encontrá-lo espero que seja na tal maturidade.
Tudo é uma mentira. Imagino-me fazendo amor numa cachoeira em Gonçalves MG. Em plena Serra da Mantiqueira.
Para mim tudo é ilusão. Todos os momentos que vivemos passam e ficam registrados na memória.
Tenho dúvidas quanto a minha e a sua existência. É noite. Grita Alen Ginsberg SENHORAS LEVANTEM SUAS SAIAS VAMOS ATRAVESSAR O INFERNO.
Quando produzíamos o LITTER um jornal literário achávamos que iriamos transformar o mundo.
Mentira num certo dia dia pegaram as chaves. E nunca mais teve um jornal.
E hoje somos homens maduros. Alguns pais de família. Outros comerciantes. E cade nossas revoluções?
Agora eu quero produzir vários filmes. Fui desafiado a produzir uma obra que seja tão importante como Grande Sertão Veredas.
Irei alcançar este objetivo. Não tenho medo e tenho todos os medos. Ter medo ajudar a vencer os medos.
Meus Demônios sempre são os mesmos. Hoje sou mais Demônio que anjo.
Preciso chegar ao meu Pai. Hoje pelo jeito perdi minha maquina de fazer filmes.
Agora só me resta a escrita. Em breve a terei de volta mesmo que seja outra.
Minha garganta doe talvez vá ao médico. Mas médicos não nos trazem paz de espirito.
Leio avidamente Jorge Luis Borges seu livro FCÇOES no começo achei difícil quis parar mas já entendi seu estilo. E autor para quem quer ser escritor.
E já sou escritor. Tudo passa em alguns seculos já não estarei mais aqui. Enquanto João Carlos Faria
talvez estarei tirando umas férias no inferno. Ou quem sabe num outro lugar qualquer. Mas precisamos temer nossa eternidade? Já não temo. Quero descobrir o real amor pela humanidade.
Só este AMOR pode nos salvar. O restante é ilusão.
Meus desejos carnais me fazem existir. Mas trancedelos me fará chegar ao REAL.
Sou homem de muitas quedas. Caindo me levantarei. Há quantas vidas tento me levantar.
Ainda não sou um dia serei. A liberdade para nós ainda é uma ilusão.
Samsara nos enebria. Nos entorpece. Somos uma mentira mal contada.
Não somos. Pira lampos me levaram a um cemitério. Quantas voltas darei. Quero tornar-me.
Ainda não sou. Os Deuses existem estão do meu lado. E também ao teu lado.
E só aprendermos a orar. A sentir. A meditar. A luz pode iluminar nossas trevas.
Basta querermos sair desta caverna sombria LOST LOST LOST …
Eu ainda não sou um dia serei. Ainda trevas em breve LUZ.


JOKA

joão carlos faria

Matéria mostrando a ausência de liberdade de pensamento. Em Salvador. Portanto no Brasil.




quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


JOKA


Ainda não existimos ???


Na noite silenciosa acordo em sonos que me fazem ver alguns demônios. Os sonhos fazem me ver como ainda sou. Quem sabe um dia deixarei de ser. E minha essência se liberte.
O calor se faz presente na minha terrível realidade. Mas será isto tudo real. Acabo de terminar um belo livro. E já pus outro para ser lido. Minha lista de livro nunca acaba. Ultimamente eles estão guardados num guarda -roupa então é um guarda – saber.
Quando ela começa a acabar faço um esforço e consigo outros livros. E preciso tomar cuidado para que o universo virtual não consuma meu tempo de ler livros.
O velho suporte de conhecimento. É pratico e saboroso de lidar. O conhecimento sempre nos traz algo a mais.
Mas estamos caducando neste mundo atual. Tudo deveras é ilusão. Não somos reais. Não sou real.
Sou algo cristalizado. Tento me libertar de meus mais sórdidos desejos. E só as Deusas podem me ajudar.
Liberdade é algo a ser conquistado é o que ainda não possuímos. Jesus o Cristo falou com paciência
possuireis vossas almas.
E não sei se para mim é questão de uma vida. A roda de Sansara esta ai presente em nossas vidas.
Mas os Deuses também sempre ao nosso lado para nos ajudar. Eu ainda não sou essência. Hoje nem
Demônio nem Anjo portanto hoje sou vomito. Não ser quente nem frio é não existir.
Portanto não existo. O meu desafio é existir e só assim compreenderei a arvore do bem e do mal.
Não compreendo Cabala do modo intelectual. A Cabala para mim ´e um conhecimento que vou adquirindo aos poucos para a Cabala ser real deve ser experimentada.
O saber é só saber quando de fato é experimentado. Os mestres ja'passaram por aqui e de uma certa forma ainda estão. Mas o caminho é árduo e solitário. Ninguém sente o mundo como eu sinto. E eu não sinto o que o outro sente. Portanto estamos sós em nossos pesadelos e sonhos.
O outro ainda não existe é mera ilusão. Ainda não sou nada nem pó. Quero libertar meu ser. E as vezes quero me crucificar ainda mais a matéria. Sempre dividido entre o Abismo e os Céus.
Afinal não sou. Quem sou. Eu não existo.
O SEXO vai me libertar ou me aprisionar.
Que as Deusas me ajudem nesta árdua guerra.
Que é só minha.
Ainda não sou …

JOKA

joão carlos faria

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


JOKA


Chega de KAOS ...


Epa descobriram vida fora dos padrões habituais. E agora não estamos sós neste Universos que é muito diverso. Quantos universos cabem dentro de nossa mente. Não sabemos estamos aqui perdidos em meio a religiões, filosofias e esoterismo. Tudo nos dá resposta. E como canta Paulo Rafael ESTAR VIVO É SABER QUE VAI MORRER O CORPO E PERMANECER O SER.
A Ciência hoje é materialista nem sempre foi existe umas correntes minoritárias.
Nos anos sessenta foi criada a Revista Planeta na França e chegou ao Brasil nos anos setenta existe até hoje. Mas já não busca as fontes do esoterismo. Via ela descobri um outro universo. Que depois se confirmou quando conheci Solfidone já na Praça Afonso Pena em 1992. E com ele muitas figuras interessantes. Não vou citar nomes pois o povo anda chato por demais. Nos achamos. Acho que na Cidade hoje falta um grupo como aquele que trocava informação sobre tudo no campo das ciências, filosofia e arte.
Quando o povo começava a falar de assuntos triviais como politica e futebol. Sol cortava as asinhas.
Este grupo durou até 2002. Por vários motivos entre eles nossos EGOS inflados acabamos nos separando. Mas que faz falta algo sim faz. Sempre tentei novas versões e continuo tentando mas nunca rola. O papo sempre gira em função de politica cultural ou politica mesmo. Para que queremos poder se não temos conteúdo?
A filosofia oxigena o cérebro. E muitas vezes chega ao coração. Nos dá base para agir e intervir na sociedade.
Este grupo para mim foi vital dali descobri a obra de muitos autores e entre eles Samael Aun Weor.
Dali fizemos muitas intervenções na comunidade local. E ate'mesmo numa Bienal de Artes Plásticas
espero que minha comunidade se oxigene novamente e abra este tipo de discussão. A Praça continua lá. Cometemos a imbecilidade na época de migrar para um shopping. Que tolice a praça é democrática e acessível. Hoje vejo grupos de jovens se reunirem lá na sexta – feira.
Que o tempo nos traga a maturidade de saber criar a liga para que surjam grupos como este.
Sol usava muito xerox não havia internet. Estas obras estão perdidas. Ele saiu de cena. Recentemente apaguei blogs que tinham suas obras. Cabe a ele a iniciativa de publicar. Ele de fato é um dos poucos artistas que de fato é artista. Embora nos dizemos tal mais sei que a caminhada é árdua e longa.
Que a nova safra com suas marcas como Estival descubram estes caminhos que eu também re descubra.
Estar com as pessoas e aprender e reaprender. Estamos por demais neste mundo virtual.
Esta semana felizmente acabei saindo quase toda a noite. Hoje vi um debate criativo dentro de um ônibus de dois jovens universitários falando sobre vegetarianismo.
Acabei naturalmente falando alguma coisa mas prefiro ouvir.
Ouvir é mais difícil e algo bem saudável. É bom interferimos de vez em quando.
A cidade se cria e se recria a cidade respira. E no coração dela a Praça Afonso Pena que nasça novos grupos de pensadores. Que saibam e aprendam também a agir com o coração.
O homem ainda não se percebe. O tempo é mera ilusão estamos aqui a uma eternidade.
Que a poética e o legado de SOLFIDONE renasça.
Gerando nos a harmonia. Chega de KAOS.
E assim teremos conteúdo filosófico para fazer cinema ...


JOKA

joão carlos faria