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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

JOKA






Quanto custa a liberdade?



Dedicado a Moacyr Pinto ...





O tempo é sempre cada vez mais escasso … E o SOL ainda não se fez presente é sempre manhã em nossos corações. A vida é ligeira temos que correr sempre para acompanha-lá. As vezes tudo faz sentido. As vezes nos sentimos outras pessoas. Já não sinto-me o mesmo sempre. Ultimante sempre recordo fatos de minha vida. Vem como fleches e os analiso. Dizem que sou uma metralhadora giratória que dá tiros para todos os lados. E que muitas vezes nos perdermos. Devemos mergulhar fundo dentro de nós para trazer nossa essência de volta. Sé é que há inda a POSSUIMOS. Não vejo a liberdade se realizar. Vivemos um constante perigo de uma guerra iminente e definitiva. Ontem vi quadros sobre o Apocalipse de Mestre Justino. Entrei naquela galeria para fugir um pouco do ritmo exaustivo do cotidiano. E estranho ver a cidade esvaziar-se de gente interessante que possa ter uma conversa enriquecedora. Isto vale mais que fama. Ter muito dinheiro. A vida é feita do contato com o outro. Dei um beijo no rosto de uma amiga que encontrei rapidamente. E segui a minha jornada cotidiana. Semana passada fiz uma ruptura. Peguei quatro circulares e fui passear pelas estradas rurais de minha cidade. O que gostei do filme A Ilha da Morte de Wolnei Oliveira e a independência econômica do revolucionário pai do jovem cineasta os Anarquistas SEMPRE tiveram esta questão resolvida. Para ser livre em nossa sociedade precisamos ter liberdade econômica algo que busco conquistar. Mesmo que gaste minha vida toda. A liberdade espiritual também é necessária e esta já estou no caminho? Agora proclamo-me ex poeta. Que provocação. Faz parte desta personalidade. Que sempre estou revendo. A vida é curta e não é uma peça de ficção. Vivemos em tempos de eleição. E não dá para fugir a batalha. Tenho lado.

Embora muitas vezes bato no lado que tenho. Devo me corrigir? Eita metralhadora. Tudo sempre passa e ainda não sei voar. Ando com uma bronca de Riobaldo o narrador de Grande Sertão Veredas de João Guimarães Rosa agora ele é o chefe. E anda bem prepotente. Mas mesmo assim gosto de seu jeito. O livro já caminha para o final e já sei que é um livro para reler sempre é uma obra prima da literatura universal.

O tempo é sempre cada vez mais escasso … E busco ampliar o pouco tempo que me resta. Que nos resta. A vida é curta e mais vale muito amigos. Que muito dinheiro no bolso. Não levaremos para nosso túmulo dinheiro. Mas teremos os amigos de volta em outras vidas. Será que conseguirei fazer um filme para minha cidade? Já fiz dezenas de vídeos. Estão ai para quem quiser ver.

Ainda vou criar um belo roteiro. E retrata lá como deve ser retratada. As cidades tem vida e identidades próprias. Eu amo a minha cidade. E a critico pois quem ama critica. Tudo sempre passa e eu também passo e pasto?

O TEMPO É SEMPRE CADA VEZ MAIS ESCASSO … Por isto vou me indo tenho que ler Riobaldo para saber porque caminhos ele vai passar. E a vida não é ficção. Mas para mim Riobaldo sempre existe. O SOL se faz presente timidamente já neste inicio de tarde de inverno. Já vou encerrar. Qualquer dia faço outras estradas de minha cidade. Por hora vou encerrando. Pois o tempo é cada vez mais escasso. E quero aprender a voar para saltar o ABISMO. E não me pergunte ...E DAI?

E digo que E DAI?

Nada sei. Ou já sei que de fato tudo sabemos? A vida é uma grande encenação....



João Carlos Faria



Pasárgadas



Editora e Vídeo

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