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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Joca Faria






Preciso contar estrelas ...





A noite se fez noite e minha cabeça dói. Leio vários textos de muita gente boa. Não leio meus escritos pois a cabeça dói . A cabeça dói enquanto a vontade de criar se faz presente. Nada que talvez uma dipirona não resolva. Mas as dores da existência não á dipirona que resolva. Durmo e sonho com as bobagens que faço. E em sonhos muitas outras. O inferno não são os outros somos nós. Ultimamente sinto-me um Demônio. E tento libertar-me deste anjo caído que sou. Hoje procurei um CD de mantras Tibetanos que havia visto numa loja já não achei. Tenho que me conformar comigo mesmo recitando mantras. Ando entre minhas leituras vendo muitos filmes. Quero participar da criação de um longa metragem. Adoro filmes eles nos revelam. E gasto uma vida inteira para me descobrir. Ainda não sei produzir roteiros. Descubro me em sonhos entre orgias. E minha vida normal é normal. As vezes criamos tempestades para nos sentir vivos de novo. Por isto ando curtindo as angustias da escrita de Léo Mandi. Gosto de estar no centro de qualquer cidade onde percebo de tudo. O relógio da antiga câmara toca. E sei que á algo a fazer. E não faço. Um poeta perambulou por três dias pela cidade sem nada enxergar. Perambulamos por esta vida e não vemos nada. Não devo deixar que o mundo de fora me afete. Nem o de dentro. A neutralidade é uma dádiva. Assisti na TV a cabo um trecho de No tempo de Gláuber. E Gláuber Rocha nos inspira lembra-me alguns artistas que convivo nos dias de hoje. E haja vontade de fazer cinema. Vi o documentário de como fazer filmes a baixo custo que retratava a produção de Quarta B de Marcelo Galvão. Em breve verei o filme. Tudo nesta brincadeira chamada vida acontece e não acontece. E nem tudo depende de nosso querer ou não. Coincidências e acasos existem. Gosto do silencio da noite e conto estrelas infindáveis estrelas ando a ler sobre a vida de ABRAÃO em algumas revistas talvez para entender os impasses que acontecem no Oriente Médio. E tudo passa e nossa humanidade um dia passará. E onde encontraremos a felicidade? Ela esta dentro de nós. Minha cabeça martela ainda não tomei a dipirona. Não quero perder a inspiração. Estou aqui no silencio um admirável silencio numa noite de inverno cheia de estelas. Nosso tempo é longo e curto. Só tenho saudade do que ainda não realizei. Das mulheres que ainda não amei. E que vou amar. Quantas mulheres lindas por toda a cidade. Uma diferente da outra. Cada uma no seu universo. E o roteiro que ainda não veio. O filme ainda não feito. A dor continua nada que quarenta gotas não resolva. Como interferiremos no mundo se não conduzimos bem nossa doce existência. Não tenho resposta. E para que precisamos de respostas. Gosto de ler jornais em bibliotecas parece antiquado mas é saboroso bem longe de uma frágil interação virtual. E quando saímos a rua estamos em cena somos vários personagens numa só pessoa. Não tenho dúvida que eu seja um ator estou sempre a representar papeis bem diferentes neste Kaos chamado sociedade. Cada hora um personagem adentra dentro de mim. Chega quero destruilos todos e tornar-me essência novamente.

Devo achar algum mantras tibetanos para baixar na internet. Mas não agora. Vou voltar a mim mesmo. E desligar esta caixa de endoidecer e também transformar. Só depende de que forma a usamos.

Haja vontade de fazer cinema.

E quero que esta vontade nunca passe. Gosto de qualquer pessoa que consiga dirigir um filme. Reunir pessoas por uma causa comum. Ainda não tenho todo este carisma e paciência.

Que pena que Urubuzão Humano não saiu ou saiu? Só o Edu Gair sabe.

Mas vamos em frente tentando desvendar esta sociedade que cada vez mais adentra ao estilo de vida

neo liberal. Que coisa e a alternativa a Ceebração Ao Renascimentoooo da Poesia fundada por Edu Planchez no começo se chamva Celebração ao Renascimento da Poesia e do Humanismo Edu havia lido uma matéria de Alen Ginsberg na qual o poeta defendia o retorno de um novo humanismo isto em 1995.

E tudo passa só não passa a ideia de uma volta do HUMANISMO.

Mas como diria Chapolin Colorado quem nos salvará? E digo nos mesmos cara pálida.

E minha cabeça dói e minha consciência dói um pouco menos após escrever este texto.

No mais vou parar preciso contar estrelas.





João Carlos Faria




 Glauber Rocha ator e diretor

http://www.youtube.com/watch?v=s5fRglGh_z8&feature=relateda.http://www.youtube.com/watch?v=SIZ0lBaKUNg&feature=related

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