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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Joca Faria








MONTANHA RUSSA.





Chove em minha aldeia. E os pássaros brincam de esconde esconde. E sonho que recebo pelos correios um belo pergaminho com um poema e um desenho da Pantera- Cor- de Rosa. Gostaria de lembrar o que estava escrito neste poema. Eu que descobri que não domino as artes do verso que foi uma fase de aprendizado. Mas a vida é passageira. E muito cotidiana. Ando tendo vários sonhos interessantes com políticos de minha aldeia. E artista também desta aldeia. Gosto de minha aldeia mas sei que preciso preparar- me para cair na estrada. Ontem passei o inicio da madrugada assistindo o filme O estranho caso de Benjamim Button de David Fincher com argumento de Eric Roth e texto de F. Scot T Fitzerd com Brad Pitt, Cate Blanchet.

Este filme é impressionante nos mostra a montanha russa que é a vida e como devemos saborealá nos altos e baixos. Para quem já conhece o filme sabe que ele Benjamim nasce velho e vai rejuvenescendo. Tudo passa e somos simples passageiros. Como é impressionante os mundos dos sonhos psicologicamente somos os mesmos. E acordamos a refletir nossas bobagens e nossas meras ilusões e se esta vida toda não passar de um sonho? Dias deste descobri que o inferno só é inferno porque estamos sós. Ninguém se reconhece. Se nos reconhecemos não passaria de um pesadelo. Por não nos reconhecermos é um inferno. O inverno nos leva ao recolhimento e ao silencio e adentrar dentro de si mergulhar no labirinto é uma grande aventura de alto descoberta. No verão quero achar uma bela arvore para relaxar e meditar por vários dias. Não sei porque ainda não gosto de meu novo

quarto. Parece pequeno demais para mim. Talvez esta ilusão passe. Ou é um sinal para eu cair na estrada. Gostei do tempo que aquele casal do filme passou só entre eles. Também gosto das cenas com aquela moto. Não compro uma moto porque mal ando de bicicleta. Mas as motos geram uma estranha sensação de liberdade. Sei que ainda não sei o que realmente significa liberdade estamos sempre presos as mentiras e ilusões que nos mesmos alimentamos.

E o duro é que a vida passa. As pessoas passam por isto vivamos o presente o passado é ausente e o futuro é sempre uma interrogação?

Hoje chove e felizmente só saio a tarde. Quero mesmo é poder caminhar por alguma estrada da Serra da Mantiqueira. Sentir a natureza e como também somos parte dela. A vida nas metrópoles e muito áspera. Só temos a velha ilusão de conquistar um poder que não nos adianta em nada. Sonhei com o presidente de meu pais. Estávamos em alguma fronteira. Junto a outros presidentes desta América Latina. Conversávamos eu silenciosamente ouvia as estratégias destes senhores do poder.

Não consigo interpretar os sonhos e não devo. Apenas devemos os sentir os viver. Pois aos poucos descobrimos que a mente sempre mente. A mente não é.

E de verdade só importa o que de fato é. Os pássaros brincam de esconde esconde a muito tempo também já brinquei. Em outras vidas se ainda as tiver brincarei.

Estranho a chuva deu um tempo. Tenho que atravessar um imenso lago para chegar a cozinha de minha casa. Estamos atravessando um oceano. E nunca vemos a praia. Sempre sonhei que estou num navio e caio no mar.

E estou sempre a afundar. O dia chega ao meio. Minha vida já esta na metade. E ainda tenho que me descobrir. Não sou.





João Carlos Faria



Pasárgadas



Editora
 
Video Córrego Cambui
http://www.youtube.com/watch?v=Ng-owyvr_Ps
 
Uma veia do Rio Parayba do Sul
 
http://www.youtube.com/watch?v=Bs9tKACF_Zo

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