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domingo, 27 de junho de 2010

Joca Faria






A verdadeira face além dos véus da ilusão.



OU A INFLUENCIA DE UM FADO COMO CANOA DO TEJO.





A noite se faz enquanto olho os sites de noticia procurando por algo novo. E muitas vezes me esqueço que o novo esta dentro de mim como para você ele está dentro de você mesmo. Nós nos bastamos. E perdermos tempo nos identificando com as coisas que passam. Com idéias que nunca alcançaremos. Ouço Fafá de Belem cantando fados. As vezes ouço cds de mantras indianos. Sinto ganhar tempo quando estou a ler um livro e neste momento é Grande Sertão Veredas já passei da metade e é sempre novo. Muitas vezes quero me retirar do mundo. Mas nunca me retirarei de mim mesmo. Então é mais fácil sempre levar o mundo de dentro de mim e tentar interpletalo e o reduzir ao vazio. Quanto tempo de nossas vidas perdemos com tolos pensamentos. Para que alcançar poder, ter fama e dinheiro se não temos a necessária sabedoria para apreciar e usar para o bem. Ainda estamos no mau. Nos achamos bons, pessoas uteis. E nada disto somos. A vida passa como o dia de hoje tudo se repete. Tudo nos prova. Cade as belas moças que estavam a minha frente hoje pela manhã. Para mim elas já não existem. Só ficaram registradas em minhas retinas. Apreciei a beleza

feminina? Ou uma tola ilusão de luxúria se quer elas notaram minha presença.

A vida se esvai como escrever este texto. E tudo é pura vaidade. Eu um amontoado de ilusões. Quero despir-me de minhas ilusões. Chegar ao lago limpo e puro. E mergulhar cada vez mais dentro de mim.

Riobaldo reflete os tiro que ele dá em ex companheiros jagunços. Lado sempre nos achamos de um lado um partido politico de esquerda, direita ou centro. Alguma causa que nos move isto tudo é sempre mera ilusão. O emprego do momento. E no fim sabemos que nada fica. Tudo é passageiro. O que eu pensava ontem não é como penso hoje e se amanhã houver talvez não pensarei. E ai talvez fique o prazer momentâneo de ouvir o Fado cantado por Fafá de Belém.

Ou os aprendizados que tenho nas minhas manhãs de sábado. Viver é uma ilusão temos que enxergar decerrar o véu. E ver a face real da vida. Viver é perigoso diz Riobaldo e é mesmo. Não

se identificar com os que nos provoca. Mas belo na vida é ver um monte de pássaros passar diante de sua janela. Enquanto você reflete sua vida. Tudo é rápido não nos esqueçamos. Há quantas vidas estamos indo e vindo e nunca passamos nas provas. E de novo estamos aqui a repetir o mesmo drama e canta Fafá vou recomeçar vou tentar viver... E assim estamos ou não estamos aqui neste exato momento. Que de exato não tem nada é passageiro.

Jogos. Eleições, carros nas ruas. Barulho. E nos perdermos nestas ilusões até mesmo minha velha sinusite. O dinheiro que vem e passa e vem de novo. O que ficará de tudo isto meus caros já sabemos nada. Qual foi nosso ultimo desejo de luxúria foi realizado? Talvez não e passou simplesmente passou. Chega o trem em breve chega preciso caminhar para a estação. Estamos sempre chegando e indo embora. Não devemos nos apegar a nada. Pois como canta Fafá tudo isto é fado. E me disse alguém num restaurante que mudei quiça eu mude. Mas mude de verdade que nasça outra pessoa que este meu eu morra. E nasça uma pessoa despida de ilusões. Mas sei que para algo nascer temos que morrer. Quero a morte do mais alto precipício e como um pássaro me jogar de frente ao mar bravio. E ai poderei andar pelas ruas da Velha Lisboa.

Como uma simples criança despida de ilusões. Por enquanto a muito choro e ranger de dente muita dor. Despir-se de si mesmo dói. Que venha muito sofrimento e muita dor. Para que um dia haja um renascimento.





João Carlos Faria



Pasárgadas



Editora







Fado de Fafá de Belem



http://www.radio.uol.com.br/album/fafa-de-belem/meu-fado/20055?cmpid=clink-rad-al
 
Fafá no yotube numa tv Portuguesa
http://www.youtube.com/watch?v=r_SY1N4ibhI

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