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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Joca Faria






Sem amor não se chega ao ápice o EXTASE.



Inspirado no filme



Nome Próprio de Murilo Salles. Quebase-se nos textos de Clarah Averbuck interpretaçãoação da bela Lendra Leal...





Um tênis furado jogado num lixo. Abrem -se as lixeiras e a pênis também cortado na noite escura. Mulheres se disfarçam e Camila saída da vida. Não tem nome próprio Camila é uma síntese de mulheres e homens que nunca sabem o valor do amor. Ainda não se descobriram eu que perdido estou neste labirinto de desejos. Em meio a gente tão perdida quanto eu. Assisto a saga incompleta de Camila nesta tarde de frio num Corpus Cristis.

Eu crucificado nesta matéria vejo me naqueles personagens. Estou tão indefeso. Quanto os fetos de abortos achados num lixo. Também me afogo na praia. E transo em Copacabana. Sou e não sou todos aqueles personagens. Nossa erá é de miséria e luxo. Estamos mentalmentes perdidos num amontoados de emoções. Espíritos vestindo corpus em desejos vazios por sexo. Este mesmo sexo que pode nos elevar. Nos afastas de nós mesmos e nos joga num grande abismo. A solidão faz parte deste abismo. Estas pessoas estão perdidas. Nós estamos perdidos pois nos baseamos em nossos eus. Camila menstrua num banheiro sem dinheiro nenhum para se limpar. Camila não quer empregos. Quer uma boa foda. Não quer morar Camila quer escrever. E dormir. Camila inventa mentiras. Faz amor com quem deseja menos com quem a deseja. Camila são mulheres vazias. Que não aprenderam o valor do amor. São homens desesperados. Camila é uma grande farsa. Não tem nome próprio não se acha e se publica afim que a decifrem num blog. Camila escreve livros. Circula entre vagabundos que se dizem artistas. Mas no fundo são artistas vagabundos. Estamos bem longe do ser. Só procuramos ter. A vaidade é nosso única ambição. Então porque ela chora? Deveria andar noite adentro pela madrugada fria. Está tudo em trevas. Camila se disfarça de Lilithy e Naemah seduz homens e mulheres pois não se acha. Esta tão perdida quanto você e eu. Nua num apartamento vazio. Tentando-se despir de si mesma. Se coloca nua num texto. Afinal quem é Camila. Que caminha toda a segunda-feira pelas ruas da cidade. A uma multidão de Camilas nos eventos culturais tão perdidos quanto Camila. Criando uma vida ilusória um mundo próprio. Se reconhecem entre si não se enxergam pois cada um no seu próprio inferno. O CÉU talvez seja o coletivo a junção a ciranda.

Não o coletivo comunista ou capitalista longe disto. O céu esta dentro de cada um de nós. E somos Camila. Sempre fomos Camila. Ela no filme que termina por terminar. Mas ela esta ai viva. Dizem que no inferno fazemos sexo e não gozamos não se chega ao ápice. Mas neste vida mundana nunca alcançamos o êxtase. Mesmo dentro da multidão estamos num apartamento feito Camila. Quero deixar a Camila. Quero abandonar LILITHY E NAEMAH. Mas só se mergulharmos profundamente dentro de nós de mim. E lá rancar os Demônios e Anjos ai talvez essência, transparência ai quem sabe o amor real de Camila. Camila sou.EU somos nós.





João Carlos Faria



Editora Pasárgadas

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