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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Joca Faria








Eremitas urbanos.







A noite esta presente. Hoje tem um bom filme nacional para assistir. De noite todos os gatos são pardos. Até os gatos de nossas TV. Tenho um filme de Godard para assistir Je vous salue, Marie ultimamente assisto canais de todas as linguás.As latinas entendo outras nem tanto. O mundo virou um quintal as culturas hoje se parecem. Os programas de TV a cabo parecem todos iguais. Acho que me cansei um pouco de tudo. Então prefiro o silencio e uma boa leitura finalmente comecei a ler Grande Sertão Veredas de João Guimarães Rosa e descobri que Riobaldo e o narrador e vi uma bela introdução de Paulo Rónai de uma edição de 1956. Espero escrever assim ontem ouvi uma música de Cazuza interpretada por Ney Matogrosso como este compositor consegue falar ao nosso interior. Ele nos diz ao fundo. Ney falava da bobagem que é experimentar drogas nos dias de hoje. Nos anos sessenta até tinha um porque. Falou do vazio de nossa era. Temos os meios mas nos falta agora conteúdos.

Andamos muito vazios enquanto civilização. Tem hora que não me dá vontade de sair. Mas saio. Ainda mais se for para caminhar num parque e comungar com a mãe natureza. Ou o pouco que ainda resta dela. Pelo jeito daqui a pouco não vai restar é a humanidade. Estaremos registrados no universo e só. Espero que encontremos uma solução para o nosso egoismo. E não vai ser na tecnologia e sim na metafisica. Que cada um consiga comunicar com o Universo a sua maneira. Eu de meus modos. E você do seu. Tudo é vida nada é somente material. Este computador no qual uso existe. Portanto tem vida que o anima. Quando acordo bato a mão na parede para me sentir no mundo físico. As vezes bato em mim mesmo. Tenho a leve impressão que sempre estamos dormindo. O tempo sempre passa. Eu sempre mudando queira eu ou não. As vezes lembro-me de fases de minha vida que já passaram e vejo onde acertei ou errei. Me dá impressão que estamos sempre sendo conduzidos. Parece me que não somos senhores de nosso destino? Talvez perante o Universo ainda somos crianças. Então busco não ter preocupações apenas vivo. Só me atento realmente a minha metafisica. Ao meu encontro com o universo. Deveríamos ouvir sempre nossa batida do coração. A meditação é um bom caminho. Para chegarmos a ouvir nossa batida do coração. Ontem terminei Brida de Paulo Coelho é um bom livro de um bom autor. Eu sempre aprendo muito com ele. Preciso ler seus livros mais atuais. Descreveu um Sabá numa floresta Paulo sabe ser universal e escrever de uma maneira que todos entendem isto é uma bela qualidade. Gostei desta leitura.

Dias destes fotografei livros de novos autores numa biblioteca e acabei perdendo as fotos. Os novos autores estão ai. Agora cabe a eles conseguirem seus espaços. Acho que falta no momento atual encontros onde se debata o processo de criação. E as finalidades da escrita e da arte. Onde se fale de filosofia e metafisica. O povo anda muito vazio. Num papo bem superficial. Então por estas e outras prefiro o silencio. Se foce só eu? Mas estamos todos assim em um silencio. Este individualismo nos leva a onde? Agora somos eremitas urbanos.





João Carlos Faria



Editora Pasárgadas

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