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terça-feira, 4 de maio de 2010

Joca Faria






Anjos e Demônios





Não há emails em minha pastá. Só o silencio da noite quente de outono. As flores estão adormecidas. Os pássaros dormem. Nas matas animais caçam. Enquanto todos nos dormimos. Quero ser uma águia para voar. Quero a real liberdade. Mas onde ela está? As contas de cada dia nos chegam. E nós na nossa estupidez acreditamos nelas. As chuvas foram embora. E alguém querendo comprar botinas para quando elas vierem. Quase meia noite e nenhum anjo ou demônio adentrou ao meu quarto. Mas cedo ou tarde eles vem pois ainda somos o bem e o mal. E sempre estou os esperando. Eles sempre tem algo a nós mostrar. Faz silencio vejo as estrelas quem sabe viajo até uma delas nesta noite. Preciso achar a chave. Sei que está dentro de mim.

Não há emails em minha pastá. Não deixarei minha porta trancada. Preciso voar enquanto durmo. Tenho muito a aprender no mundo dos sonhos. O sono vem, que venha. Hoje não estou muito cansado. Amanhã não sei. Quando a terei em meus braços? Só o universo sabe. Deixai tudo nas mãos do universo. Só ele sabe o eu nunca sabe. Quero que minha luz brilhe e me tornarei um astro.

Tento sair desta ilusão. Romper com Maya. Estar atento e sempre acabo adormecendo. Ai sou criança no colo de minha mãe.

Não há emails em minha pasta. Tento seguir minha intuição em vez de minha razão. Cade os anjos e demônios será que todos perderam suas asas? Será que estão aqui vivendo conosco?

Não ouço gatos, nem cães a noite é quente. Longe de tudo telefones, celulares só sinto meu corpo.

Busco minha real presença. É noite mas a luz. É noite e não vi estrelas.

Não há emails em minha pastá.

Nem você a me acalentar.

Não há emails em minha pastá.

Só o silencio de uma noite quente de outono.

O eu lost.





João Carlos Faria

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