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sábado, 17 de abril de 2010

Joca Faria






STATUS





A habitual dor de cabeça de uma sinusite que nunca acaba, um estranho cansaço. Num sábado entre tv a cabo e internet e uma atividade pela manhã. Mais um dente ressentido com um pedaço de torresmo bem duro. Ingredientes para preferir ficar em casa numa noite quente de sábado. É que nestas cidades andamos a bater cartão todos os sábados nos espaço culturais. E depois saímos por barzinho vazios de conteúdo. A vida comteporanea é tão sem sentido assim? As pessoas quase vivem sem opção nenhuma em sub empregos. Nunca interferimos de verdade na vida politica ou social de nossas cidades. Que farsa o mundo se torna perfeito via intente ou tv a cabo. Será que ficar sem internet é voltar a idade média? A classe alta se isola em condomínios fechados cada vez mais longe das cidades. Os centros se enchem de mendigos e bêbados? Qual a diferença entre bares de classe média e das esquinas das periferias? Somente o status? Gostaria de pegar umas destas promoções das companhias aéreas e cair fora de minha de sua cidade. Como criar um sentindo para trabalho, ganhar dinheiro ou ser relevante? Grande coisa tudo isto se nunca alcançamos a verdadeira felicidade. Viver é uma grande repetição de cotidianos. Nunca saímos de nossas prisões mentais. Prefiro caminhar por estrada empoeiradas num domingo vendo as paisagens da Mantiqueira no que é ainda preservado. Parece idiotice mas é um momento em que convivemos com nosso corpo com nossos limites. A natureza é perfeita com seus desafios. E a vida urbana numa sociedade capitalista só nos traz relações vazias. Tudo é sempre passageiro e o passado sempre com uma bela lembrança que mentira tudo roda e sempre estamos no mesmo lugar. Como faremos para saltar este abismo?

Como iremos além de nossos cinco sentidos. Percebo a beleza nas prantas que surgem por entre as calçadas sem que ninguém as plantes. A vida flui mesmo ao lado de córregos e rios poluídos pelo homem. Estamos aqui tentando decifrar nossas vidas sair de nossa gaiola imaginária. A liberdade tem um alto preço. Mas vale a pena lutar por ela. O tempo para nós é inestimável e não o devemos perder-lo por três moedas de prata. Não seremos Judas de nossa consciência. Não seremos servis aos senhores que se julgam dono de um poder ilusório. O universo é além desta tri dimensão de nossa vida comum. Devemos por nós mesmos achar as chaves. Será que somos melhores em quanto seres humanos dos que habitavam a idade média? A falta de fé e conteúdo e a mesma. Tentam nos fazer servir os mesmos senhores de sempre. O poder, a fama e o dinheiro são ilusões as vezes necessárias as vezes não. Podemos até telos mas nunca nos identificarmos com eles. Somos além disto tudo. A felicidade esta bem dentro de nós e podemos a ter em qualquer lugar. A natureza esta firme e forte apesar do homem achar que a domina. Ela se revolta muitas vezes nos pune. E nunca enxergamos isto. Estamos materialistas demais para enxergar a divindade dentro de nosso cotidiano. Por isto justamente nunca encontramos as verdades que nos são necessárias. Como diz o Eclesiastes tudo é vaidade nada além de vaidade.

Não tenho nenhuma resposta as vezes os bares vazios as tem? Ou não mas hoje prefiro a quase solidão de um calor de outono. Quero ser um pássaro que se liberta de sua gaiola. Como diria Solfidone. HOMENS NÃO SOIS LIVRES NEM DO VASO SANITÁRIO.

Viver é uma aventura as vezes cheia de sentido as vezes não. Mas por enquanto prefiro esta vida onde sempre tenho muito a aprender. E preciso aprender a me depurar. Ir além de meus eus os tirar de dentro de mim. Para que o Sol ilumine um novo dia. Quero ir além da minha sombra, quero fazer o Sol nascer dentro de mim. Eu ainda não sou mais serei. Eu sou.





João Carlos Faria



Editora Pasárgada



SOLFIDONE

video CHUVA de Joca Faria

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