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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Joca Faria






Pavão Mysteriozo





Ouço os cantares vagabundos de poetas perdidos em meio a selva eletrônica. Enquanto leio estes poetas absorvo suas almas. Aflitas de desejo. Perdidos nas cidades. Os desejos de um mundo material. Eu aqui perdido em plena Vila Industrial com o normal cotidiano. Sonhando estar em minha Serra da Mantiqueira contado as poucas moedas que talvez me levem aquele mundo entre florestas virgens e cachoeiras. Enquanto isto não rola. Delicio me no Parque desta nossa cidade.

Ouço os cantares vagabundos de poetas perdidos em meio a selva eletrônica. Vejooo as fotos de Kazuo Okubo feitas em Brasília em meio a bela paisagem urbana.

Belos corpos expostos a qualquer olhar. A manhã se esvai em meio a ausência de calopsitas e pássaros que se foram e a mulher que nunca vem. Entre segredos do universo. Portais de outras dimensões. Quando sonho sou um pássaro a voar por toda a Mata Atlântica antes que Cabral chegasse nestas paragens. Sou um pássaro que voa por toda esta região. Vejo os Tupis felizes antes de serem invadidos.

E como pássaro eu canto livre de gaiolas. Eu um pássaro livre que sou. Sigo as marcações dá música Pavão Mysteriozo de Ednardo. Agora sou índio, que dança e canta numa tribo por entre a mata. Sou pássaro, sou homem, sou índio sou a liberdade em mim mesmo. Quero aprender qualquer instrumento musical para soltar meu som. O universo está alem destas nossas convenções desta mecanicidade lunar. Sou arte sou pop. E posso voar.



Ouço os cantares vagabundos de poetas perdidos em meio a selva eletrônica .E canto e toco mesmo com minha voz quase desafinada. Esta música adentra a meus ouvidos internos e torna-me pássaro.



Tenho tudo para olhar … Tenho muita coisa para olhar … Sou pássaro voo alto bem alto. Minha imaginação não tem limite e nem a sua caro leitor. A liberdade esta dentro de nós. Enquanto ouço Ednardo e absorvo o que sua alma diz a minha alma. Sou poeta perdido nesta floresta eletrônica.

Buscando a realidade mágica. Que existe por trás desta terceira dimensão.



Sou pássaro e canto. Sou homem e canto. Ouço os cantares vagabundos de poetas perdidos em meio a selva eletrônica.



Sou poeta, me faço poeta. Mergulho dentro de meu ser … E deslizo pois sou agua que vai dar no mar. Sou profeta … sou a loucura e a sanidade … Enquanto ouço Ednardo.... Viajemos além da luz além das trevas … Viajamos pelas imagens da Brasília de Kazuo Ono...Vou me embora para Pasárgada que lá me faço rei...





João Carlos Faria



Editora Pasárgada







Kazuo Ono



Fotos

http://br.olhares.com/aids_2_foto1848148.html





Ednardo Pavão Mysteriozo

http://www.youtube.com/watch?v=7GaYn5MnIDI

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