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domingo, 21 de março de 2010

Joca Faria






Mudança



Dedicado a Tico Santa Cruz





Os séculos passam as noites passam e nós nunca passarinhos? Hoje estou aqui após uma semana sem conseguir escrever uma virgula se quer. Nos deixamos perder na infeliz correria desta era vazia de internet e TV a cabo. Nestes tempos modernos finalmente cheguei a TV a cabo numa das infinitas promoções que nos enrolam. E tchbum descobri um mundo sem criticidade. Onde só se mostra um lado bem leve da vida. Ontem numa roda de amigos num apartamento da Vila Ema aprendi mais de nossa realidade do que numa semana de internet. Depois acabei parando num destes bares onde somos todos bem vazios. Por mim ficava lá toda noite ou até parava nos Freitas. Já estava ganha a noite. Não perco meu tempo nas madrugadas querendo mulher nenhuma. Pois numa madrugada e nos bares só se acham mulheres vazias. Quero as mulheres que estão nos ônibus e metros que pela manhã saem para ganhar o pão. Estas sim me interessam sempre vi a falsidade na noite. É um ambiente bem artificial. Nunca fui boêmio prefiro um bom show, uma peça de teatro a andar em buscas de luxúrias que nunca alcançarei.

Já ás tenho e muito em minha mente busco libertar-me delas. Como a sociedade esta cada vez mais artificial. Antes se ia ao centro da cidade de dia para se encontrar pessoas bem criticas. Hoje não se acha ninguém. Me contento numa banca de revista no meu bairro onde ao lado de jornais que nada de valor contem nos deliciamos analisando o mundo.

Devemos dar um basta nisto e marcarmos encontros falar com as pessoas entroca pura e simplesmente de saber. Quando ouço a fundo falarem de politica só se falam das jogadas das trocas de votos já não vejo mais falarem de sonhos e ideias que possam melhorar a vida de todos nos por isto me aborreço com a politica. Já não carrego nenhuma bandeira. Estas bandeiras ideológicas de nada servem. Precisamos se ainda houver tempo refundar a sociedade. Tanta tecnologia e possibilidades e deixamos a internet e a TV a cabo vazia. Não consigo achar pessoas para algum projeto que tenha alma. Nossas crianças estudam em escolas competitivas onde o importante é tirar dez em Matemática e daí aprendem o que? Sempre estudei em escola pública nos anos oitenta e uma parte dos noventa. Onde professores nos falavam fora do horário de aula da vida da politica e daí ingressei num PT de utopia. Fui militante porque acreditava quando já não acreditei sai. Temos que fazer as coisas por amor e não só recompensas façamos por amor e o que precisarmos da vida material virá por acrecemo. Nesta noite no apartamento ouvi projetos e vi os olhos brilharem. Ouvi pessoas que tentam viver e não sobreviver. Chega de tentarmos sobreviver precisamos aprender a viver. Só temos o agora para alcançar a felicidade tanto a felicidade individual quanto a coletiva. Ando a pé pela cidade e ainda vejo pássaros ao lado de Rios mortos talvez ainda resta um pouco de vida lá. O parque de minha cidade é belo mais belo hoje que ontem cheio de animais livres e soltos enquanto se mantém um casal de passarinhos presos numa gaiola de minha casa. E a secretarias de meio ambiente nada fazem, as secretarias de educação nada fazem talvez porque eu e você sempre estamos de braços cruzados. Não sabemos nos articular. Preferimos esperar de alguém que faça esta alguém não existe este alguém só eu e você. Se o prefeito de nossa cidade é incompetente cabe a nós o tirarmos e encontrar alguém competente ou sejamos nos o candidato a Prefeito. Se nosso governador não governa ou não sabe governar sejamos nos o Governador. Ou o Presidente da República os partidos estão ai sem moral e sem liberdade porque nós cruzamos os braços. Se o Rio esta morto e porque nos o matamos. Tá na hora de nos re erguermos limparmos nossa mente, nosso corpo buscar uma sabedoria que está dentro de nós. E irmos a luta. Não importa se morreremos amanhã ou hoje que seja feita a nossa vontade agora. Que nosso ser se manifeste e não nosso ego.

Sejamos mulheres e homens de verdade e o mundo pelo menos a nossa volta será outro. Temos força para sairmos de dentro de nosso abismo. E recriar a vida em plenitude. Nós somos os filósofos, os políticos, artistas, operários somente a nos e em nossas mãos esta a mudança.

Se eu ou você nada fizermos as coisa sempre serão iguais. Em minha cidade jovens se encontram perto de supermercados e as vezes acontecem brigas e agora a policia que os tirar delá porque? Se governos não dão lazer, não geram empregos a estes jovens e o Estado manda sua policia descer a borracha em vez de mandar educadores, agentes culturais. Que sociedade tola estes jovens gritam por ajuda? E nos bem famílias deixamos nossa policia os reprender. Qui cá saiam lideres destes jovens roqueiros para buscar o que a eles pertencem. E quiça da mediócre sociedade joseense sai alguma orientação de lés oferecer as mãos em vez de cassetetes. Ó minha sua São José dos Campos cidade de muito dinheiro e muita corrupção. Que hora teremos vergonha em nossa cara e a mudaremos?

Os séculos passam as noites passam e nós nunca passarinhos?





João Carlos Faria



Editora Pasárgada





ms



ms jokafaria@hotmail.com



teu 012 9113 54 17



http://www.youtube.com/watch?v=RHFcvB9xFm8













AOS FILHOS DA MORTE BURRA





De que adianta o homem ter chegado à Lua, pousado em Marte...
Se não tocar na lua azul dourada que existe dentro de si...


Tavinho Paes,
comentava comigo outro dia que as pessoas não freqüentam mais os parques, não olham mais para o céu para ver rostos e animais (as múltiplas criaturas que podemos imaginar observando o movimento das nuvens)... saímos a noite apenas para beber, se drogar, fazer sexo, e não para conversar, encontrar amigos, buscar nos meandros da noite a “legião púrpura”, os tonéis das tintas mágicas da madrugada brasileira. Não! Queremos “sexo, baseado, pó e cachaça” e pronto! Somos apenas máquinas de foder, de foder o juízo dos outros. Vivemos a idade dos pit bull e das pit boas: aquele bando de sujeitos e sujeitas lotam todos os dias as academias, mas jamais abrem um livro de Artaud. Apolíneos de vitrine, homens touros, mulheres vacas holandesa que não dão nenhum leite, a não ser o magro leite da ignorância. Cansei de pessoas artificiais, quero uma bunda de verdade, não um pastel de silicone.

“-Querida Nadja 12.234.00, ligue sua webcam, vamos fazer amor, faz de conta que o mouse é meu pênis. Vamos ver... o monitor será sua vagina!”

Não há coisa melhor que o amor virtual, que o foder virtual, jamais corremos o risco de engravidar, jamais transmitiremos um vírus? Nossa, é mesmo!!! É possível que eu tenham no canal da ureter e você nas trompas de falópio alguns Trojan horse.” O sexo virtual, a vagina virtual, o pênis, o homem virtual, a mulher virtual, a merda de verdade.

“-Amore, acabei de te mandar por e-mail a foto do minha xereca, vê se num mostra pra ninguém, eu te amo meu Pentium 4.”

Colombo um dia disse que ouviu dos lábios de Galileu Galiléu que em breve veríamos seres humanos morando dentro de magníficas garrafas virtuais. Esse dia chegou e chegou pobre, sem água, sem oxigênio, alimento orgânico, poesia transcendental, pomada de cânfora...

Pobres pessoas que já não olham para os cristais do céu,
para vocês o mundo acabou, sentem-se herdeiros dos escombros de uma civilização fria que foi soterrada pelas próprias fezes. Agora, chegamos ao dilema: não sabemos qual a diferença entre um ser humano e um caminhão de bosta. Eu vos digo, que bosta não morde e nem dispara fuzis; não sei se ajuda, mas é o que posso dizer nesse momento que o dinheiro peida mais que avião da TAM.

Que tal um suquinho de petróleo radioativo? Uns bolinhos de bacalhau contaminado com a radiatividade de Angra 2 e com a caretice dessas pessoas artificiais e omissas?

‘’Canta, canta, canta minha gente, deixa tristeza pra lá, canta forte, canta alto” que vida vai piorar, que o planeta vai ficar mais quente, que vamos “morrer de sede em frente ao mar” porque não haverá mais água potável. Babacas! !!! ( me incluo nesse conjunto porque um dia acreditei no "Bom Velhinho da coca-cola").

-Sou um jornalista encapetado, que fica cutucando as feridas infeccionada só pra ver as varejeiras voejarem sobre os céus de tua cama comodista

(edu planchêz)

Tico Santa Cruz na canção Ensaio Sobre a Cegueira
http://www.youtube.com/watch?v=RHFcvB9xFm8

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