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terça-feira, 30 de março de 2010

Joca Faria






Era quase vazia?











Era tão “feliz”

Vendo aquelas árvores frondosas

E aqueles frutos maduros.

Subia e descia morros verdejantes

Com o prazer inocente

De quem não pensa, apenas sente!



O cheiro da terra

Enleva e entontece, em êxtase

Como o colo quente de Mãe.



E este momento, tão fugaz

Fica registrado na memória de sensações

Distanciando pensamentos.

 

Pensar e Existir são cultivados

Por aqueles que nunca foram Poetas.



Elizabeth Souza









A lua mudou o sol se esconde por entre as nuvens de chuva e eu aqui quase umano com meus anseios e desejos de mortal. Com meus problemas que não interferem em nada na vida do universo. Como somos pequenos e nos achamos grandes e importantes ontem ao passar de ônibus por um coquetel descobri meu valor perante nosso jornal enfim nenhum não sou da alta sociedade e nem um artista reconhecido. Mas para que ser reconhecido ou ser alguém se também diante do universo não somos nada. Hoje neste kaliuga até Deuses são ignorados. Portanto que eu me acostume com esta vida normal. Há mais segredos nas coisas normais que no anormal. Para que nossa sociedade hoje quer ser estrela. E como diria Raul Seixas se hoje sou estrela amanhã se apagou. Não há como não citar pessoas nos textos elas nos cercam. Nossa vida é cercada de gente totalmente desconhecida também o somos. Por estes dias vi uma entrevista de Renato Russo na MTV e ontem vi um trecho de um filme sobre os Beatles nos dois casos seres humanos bem antenados cheios de erros e acertos que ainda nos influenciam. Mas cade as grandes figuras desta era vazia?

John Lennom comentava as escolhas do nome Beatles que vinha dos Beatnik uma geração de escritores que mostrou a cultura americana seus medos e desejos e sua hipocrisia de maneira bem direta. Ontem vi um pedaço de um filme que um professor de historia que se drogava e uma aluna que não sabia que rumo tomar. A câmera parecia estar na mão e era um filme bem realista não consegui ver o nome mas era bom no fim tudo se ajeitou. Mas mostrava a vida como ela é.

E a vida é cheia de altos e baixos nunca sabemos que rumo estamos tomando. Só conseguimos enxergar o passado , mas de uma maneira romanceada nunca de uma maneira realista. Tudo sempre passa como este momento. Tudo é ilusão trabalho, faculdade, família, amigos e crenças tudo se esvai. Também a falta de trabalho. Tudo é uma forma passageira a metafisica talvez seja mais real. Os sonhos nos mostram mais a realidade. Mas o sol queima nossos rostos e a lua ilumina nossa

noite. Hoje vejo as estrelas com outros olhos. Devemos a cada momento descobrir os valores que sejam essências. Só a essência é o real. O resto se esvai como nos caminhamos pelo dia e pela noite antes de chegarmos a nossa cova. Para ser esquecidos. Mas enquanto isto vivamos com intensidade na alegria e na dor. Na doença e na festa. No trabalho e na falta de trabalho. Cada hora o pendulo esta em um lado as vezes prosperidade as vezes não. As vezes amor as vezes luxuria. Nossos eus se

divertem a controlar esta maquina umana temos que dissolve-los para que nossa essência nos liberte.

Sera mesmo que estamos numa era vazia? É que as informações hoje são tantas e nos perdemos com elas. Os grandes pensadores estão ai. Perdidos mas os achemos. Grandes músicos, cineastas, políticos, cientistas estão ai nos cercando.

Ponha na sua cabeça você é o cara a pessoa que fará a diferença. Você é tão genial como qualquer pessoa que citei. Tem um embrião de um Deus ou Deusa dentro de você. Ou prefere que nasça um Demônio?

O caminho é só seu. Só meu só nosso. Estamos aqui a uma eternidade a felicidade esta ao nosso alcance dentro de nós mesmo.

E porque ainda não a achamos basta abrirmos os olhos achar nosso real caminho. Sair desta encruzilhada que nos metemos a cada novo dia temos sempre uma nova chance. A cada vida nova temos sempre uma nova chance. Deixemos de nos afundar no abismo de nossa ignorância.

Caminhemos bem acima do Bem e do Mal. O momento é agora é o hoje que todos nos sejamos felizes.

Como canta Elizabeth no poema acima deixemos de pensar de sentir a existência apenas vivamos que todos nos alcancemos a felicidade que dentro de nosso coração que ainda é pedra.





João Carlos Faria



Editora Pasárgada



Um vídeo sobre a cachoeira Pedro Davi em São José´dos Campos no distrito de São Francisco Xavier.



http://www.youtube.com/watch?v=Euge0v8GhaE



http://www.youtube.com/watch?v=Euge0v8GhaE

sexta-feira, 26 de março de 2010

Joca Faria






Kaos com K soa melhor que com C





Faz um tempo que ando me sentindo fora da realidade de minha cidade não sei porque? Até sei mudei de endereço, estou atento aos estudos da faculdade e circulando bem pouco. Fazemos parte de uma comunidade e de um jeito ou de outro precisamos estar próximos das pessoas. Meus textos ultimamente estão rareando quase um por semana para quem gosta de escrever quase todo dia e pinta a necessidade de preparar o segundo livro. Preciso achar um outro tempo para a escrita. O primeiro livro esta sendo uma experiencia legal já fiz duas edições a primeira vendi alguns e vi que não me satisfazia isto de manguear ou vender diretamente parece forçado então passei a dar o livro a pessoas que acho importante o ter. Com o tempo quero por os livros em bancas mas como sempre envolve custo. E cabe a minha criatividade chegar a uma solução. E optei por não correr atrás de leis de incentivo ou fundos de cultura acho que minha obra merece outras experiencias. A experiencia de mercado. Já existe Ongs e Fundações para tudo. Então porque não devo ousar e buscar saídas dentro do mercado? Sem depender dos SESC e Fundações nada contra estas instituições que são cumpridoras de seus papeis. A cultura deve ser uma criadora de oportunidades mesmo que arriscando outros voos quebremos a cara. Aprendi com o tempo a absorver as criticas positivas ou negativas dada a minha curta visão. O mundo não é só o que enxergamos e enxergo bem distorcido por isto uso óculos quando os tiro tudo se embaça e vira um Kaos. E prefiro Caos com K. Soa melhor e o simbolo é mais forte que com C. Hoje sei que a língua define os códigos de escrita. Mas para o público que escrevo estarão bem atentos a esta licença quase que poética. Tenho vontade de me aventurar nas Artes Plasticas. Uma hora destas chego lá por enquanto crio textos e vídeos. Esta vontade despertou através do Arteateh. Um grupo que discute arte na cidade virtualmente e presencialmente só falta um blog para se ampliar o debate. Porque não um programa de TV nas emissoras a cabo? Tudo pode rolar mas sempre depende de dinheiro e disposição das pessoas. Esta cidade é bem dinâmica tem uma historia cultural já de tempos. Eu tenho uma lacuna a preencher a década de 50 até 70 do século vinte. Quando se mudou a maneira do mundo ver as coisas só tenho referencia da cidade a Helena Calil.

Então precisamos aprender a decifrar esta época em que vivemos para gastar nossa pouca energia

em coisas que deem um significa real. E deixaremos de bater cabeça. Estamos num ano eleitoral precisamos estar bem atentos? Governos dão um norte ao pais. Temos que ir além de votar. E buscar uma nova cara a vida pública. Simpatizo com Ciro Gomes e se ele passar nas previas voto nele. Pode dar um passo além do governo Lula que agora finda-se. Para o bem ou mal termina um governo. Que ele vá com Deus. Agora o pais precisa pensar que rumo terá estamos entre Serra e Dilma? Precisamos mudar este jogo?

E arte e cultura tem seu papel transformador para o debate politico. Mas hoje respeito quem não se manifesta politicamente. Mas prefiro continuar a levar minhas pedradas me expondo. A vida é curta demais para nos calarmos? E não me calarei. Mesmo sabendo dos ônus que isto acarreta. Se tem mais ônus que bônus. Mas isto é o jogo. E estamos bem vivos. O que importa é viver bem mesmo que internamente. As coisas parecem que não acontecem mas o mundo esta se movendo. A gravidade nos prende ao chão. E o corpo físico nos mantem a terra. Mas tudo flui o planeta gira num espaço. Cheios de galaxias. E nunca sabemos para onde vamos? Temos que aprender a decifrar os rumos que fazemos. E arte, cultura, filosofia, religião e esoterismo, ciência estão ai com algumas chaves para desvendar estes mistérios tudo se misturando. E graças a Deus e o Diabo estamos bem vivos nesta festa que nunca termina. E como diria Paulo Rafael de Aguiar Godói que esta sem celular. Vivamos cem anos dentro de uma faca. A cidade esta ai o pais e o mundo estão ai. Se não vamos mudar o mundo? Que pelo menos mudemos a nós mesmo. Estou aqui vivo escrevendo desta minha desta sua SÃO JOSÉ DOS CAMPOS SÃO PAULO BRASIL.

Que se faça a luz dentro de nossas cabeças. Giam O Leão esta enjaulado quem irá soltar o Leão?



João Carlos Faria



Editora Pasárgada





Entrevista Valtinho



http://www.youtube.com/watch?v=8DpzUe_Ef7M

domingo, 21 de março de 2010

Joca Faria






Mudança



Dedicado a Tico Santa Cruz





Os séculos passam as noites passam e nós nunca passarinhos? Hoje estou aqui após uma semana sem conseguir escrever uma virgula se quer. Nos deixamos perder na infeliz correria desta era vazia de internet e TV a cabo. Nestes tempos modernos finalmente cheguei a TV a cabo numa das infinitas promoções que nos enrolam. E tchbum descobri um mundo sem criticidade. Onde só se mostra um lado bem leve da vida. Ontem numa roda de amigos num apartamento da Vila Ema aprendi mais de nossa realidade do que numa semana de internet. Depois acabei parando num destes bares onde somos todos bem vazios. Por mim ficava lá toda noite ou até parava nos Freitas. Já estava ganha a noite. Não perco meu tempo nas madrugadas querendo mulher nenhuma. Pois numa madrugada e nos bares só se acham mulheres vazias. Quero as mulheres que estão nos ônibus e metros que pela manhã saem para ganhar o pão. Estas sim me interessam sempre vi a falsidade na noite. É um ambiente bem artificial. Nunca fui boêmio prefiro um bom show, uma peça de teatro a andar em buscas de luxúrias que nunca alcançarei.

Já ás tenho e muito em minha mente busco libertar-me delas. Como a sociedade esta cada vez mais artificial. Antes se ia ao centro da cidade de dia para se encontrar pessoas bem criticas. Hoje não se acha ninguém. Me contento numa banca de revista no meu bairro onde ao lado de jornais que nada de valor contem nos deliciamos analisando o mundo.

Devemos dar um basta nisto e marcarmos encontros falar com as pessoas entroca pura e simplesmente de saber. Quando ouço a fundo falarem de politica só se falam das jogadas das trocas de votos já não vejo mais falarem de sonhos e ideias que possam melhorar a vida de todos nos por isto me aborreço com a politica. Já não carrego nenhuma bandeira. Estas bandeiras ideológicas de nada servem. Precisamos se ainda houver tempo refundar a sociedade. Tanta tecnologia e possibilidades e deixamos a internet e a TV a cabo vazia. Não consigo achar pessoas para algum projeto que tenha alma. Nossas crianças estudam em escolas competitivas onde o importante é tirar dez em Matemática e daí aprendem o que? Sempre estudei em escola pública nos anos oitenta e uma parte dos noventa. Onde professores nos falavam fora do horário de aula da vida da politica e daí ingressei num PT de utopia. Fui militante porque acreditava quando já não acreditei sai. Temos que fazer as coisas por amor e não só recompensas façamos por amor e o que precisarmos da vida material virá por acrecemo. Nesta noite no apartamento ouvi projetos e vi os olhos brilharem. Ouvi pessoas que tentam viver e não sobreviver. Chega de tentarmos sobreviver precisamos aprender a viver. Só temos o agora para alcançar a felicidade tanto a felicidade individual quanto a coletiva. Ando a pé pela cidade e ainda vejo pássaros ao lado de Rios mortos talvez ainda resta um pouco de vida lá. O parque de minha cidade é belo mais belo hoje que ontem cheio de animais livres e soltos enquanto se mantém um casal de passarinhos presos numa gaiola de minha casa. E a secretarias de meio ambiente nada fazem, as secretarias de educação nada fazem talvez porque eu e você sempre estamos de braços cruzados. Não sabemos nos articular. Preferimos esperar de alguém que faça esta alguém não existe este alguém só eu e você. Se o prefeito de nossa cidade é incompetente cabe a nós o tirarmos e encontrar alguém competente ou sejamos nos o candidato a Prefeito. Se nosso governador não governa ou não sabe governar sejamos nos o Governador. Ou o Presidente da República os partidos estão ai sem moral e sem liberdade porque nós cruzamos os braços. Se o Rio esta morto e porque nos o matamos. Tá na hora de nos re erguermos limparmos nossa mente, nosso corpo buscar uma sabedoria que está dentro de nós. E irmos a luta. Não importa se morreremos amanhã ou hoje que seja feita a nossa vontade agora. Que nosso ser se manifeste e não nosso ego.

Sejamos mulheres e homens de verdade e o mundo pelo menos a nossa volta será outro. Temos força para sairmos de dentro de nosso abismo. E recriar a vida em plenitude. Nós somos os filósofos, os políticos, artistas, operários somente a nos e em nossas mãos esta a mudança.

Se eu ou você nada fizermos as coisa sempre serão iguais. Em minha cidade jovens se encontram perto de supermercados e as vezes acontecem brigas e agora a policia que os tirar delá porque? Se governos não dão lazer, não geram empregos a estes jovens e o Estado manda sua policia descer a borracha em vez de mandar educadores, agentes culturais. Que sociedade tola estes jovens gritam por ajuda? E nos bem famílias deixamos nossa policia os reprender. Qui cá saiam lideres destes jovens roqueiros para buscar o que a eles pertencem. E quiça da mediócre sociedade joseense sai alguma orientação de lés oferecer as mãos em vez de cassetetes. Ó minha sua São José dos Campos cidade de muito dinheiro e muita corrupção. Que hora teremos vergonha em nossa cara e a mudaremos?

Os séculos passam as noites passam e nós nunca passarinhos?





João Carlos Faria



Editora Pasárgada





ms



ms jokafaria@hotmail.com



teu 012 9113 54 17



http://www.youtube.com/watch?v=RHFcvB9xFm8













AOS FILHOS DA MORTE BURRA





De que adianta o homem ter chegado à Lua, pousado em Marte...
Se não tocar na lua azul dourada que existe dentro de si...


Tavinho Paes,
comentava comigo outro dia que as pessoas não freqüentam mais os parques, não olham mais para o céu para ver rostos e animais (as múltiplas criaturas que podemos imaginar observando o movimento das nuvens)... saímos a noite apenas para beber, se drogar, fazer sexo, e não para conversar, encontrar amigos, buscar nos meandros da noite a “legião púrpura”, os tonéis das tintas mágicas da madrugada brasileira. Não! Queremos “sexo, baseado, pó e cachaça” e pronto! Somos apenas máquinas de foder, de foder o juízo dos outros. Vivemos a idade dos pit bull e das pit boas: aquele bando de sujeitos e sujeitas lotam todos os dias as academias, mas jamais abrem um livro de Artaud. Apolíneos de vitrine, homens touros, mulheres vacas holandesa que não dão nenhum leite, a não ser o magro leite da ignorância. Cansei de pessoas artificiais, quero uma bunda de verdade, não um pastel de silicone.

“-Querida Nadja 12.234.00, ligue sua webcam, vamos fazer amor, faz de conta que o mouse é meu pênis. Vamos ver... o monitor será sua vagina!”

Não há coisa melhor que o amor virtual, que o foder virtual, jamais corremos o risco de engravidar, jamais transmitiremos um vírus? Nossa, é mesmo!!! É possível que eu tenham no canal da ureter e você nas trompas de falópio alguns Trojan horse.” O sexo virtual, a vagina virtual, o pênis, o homem virtual, a mulher virtual, a merda de verdade.

“-Amore, acabei de te mandar por e-mail a foto do minha xereca, vê se num mostra pra ninguém, eu te amo meu Pentium 4.”

Colombo um dia disse que ouviu dos lábios de Galileu Galiléu que em breve veríamos seres humanos morando dentro de magníficas garrafas virtuais. Esse dia chegou e chegou pobre, sem água, sem oxigênio, alimento orgânico, poesia transcendental, pomada de cânfora...

Pobres pessoas que já não olham para os cristais do céu,
para vocês o mundo acabou, sentem-se herdeiros dos escombros de uma civilização fria que foi soterrada pelas próprias fezes. Agora, chegamos ao dilema: não sabemos qual a diferença entre um ser humano e um caminhão de bosta. Eu vos digo, que bosta não morde e nem dispara fuzis; não sei se ajuda, mas é o que posso dizer nesse momento que o dinheiro peida mais que avião da TAM.

Que tal um suquinho de petróleo radioativo? Uns bolinhos de bacalhau contaminado com a radiatividade de Angra 2 e com a caretice dessas pessoas artificiais e omissas?

‘’Canta, canta, canta minha gente, deixa tristeza pra lá, canta forte, canta alto” que vida vai piorar, que o planeta vai ficar mais quente, que vamos “morrer de sede em frente ao mar” porque não haverá mais água potável. Babacas! !!! ( me incluo nesse conjunto porque um dia acreditei no "Bom Velhinho da coca-cola").

-Sou um jornalista encapetado, que fica cutucando as feridas infeccionada só pra ver as varejeiras voejarem sobre os céus de tua cama comodista

(edu planchêz)

Tico Santa Cruz na canção Ensaio Sobre a Cegueira
http://www.youtube.com/watch?v=RHFcvB9xFm8

domingo, 14 de março de 2010

Desenhos Solfidone 
http://www.youtube.com/watch?v=o8crNoibRPY
Joca Faria

Não eram Gueixas e sim Bruxinhas


Onde nascem os escritores? No lodo da sociedade, nos lugares mais estranhos dos filhos rejeitados e adocicados. Do medo de não se acovardar. Diante da vida. Um caminho sem volta. Cheio de tropeços e quedas. E sem final feliz. Em busca de si mesmo. Não sei só sei que felizmente conheço vários. Tenho duvidas de minhas habilidades. Mas como tenho um prazer em escrever. Cessa-se as dúvidas. Não digas que meu português é ruim já olhou para o seu. Já avaliou seu defeitos. Eu tenho os meus um dia os venço chega deles me vencerem. A solidão é a companheira de quem escreve. O sol está a pino nesta manhã de Domingo. Ontem fui a uma cachoeira. estava só. As vezes estar só é ótimo para poder conhecer novas pessoas. Deu uma vontade imensa de visitar as Bruxinhas do Mato felizmente passou. Quase cai em tentação. A grana era pouca. Não carregava cartões. E duro resistir as nossas paixões. Não eram gueixas mas sim Bruxinhas. Quando voltava encontrei uma bela moça que carregava as sandálias e andava descalça e sozinha quase voltei conversamos por alguns momentos. Não sei se era uma das Bruxinhas mas é legal ver uma mulher que se atira no mundo sozinha indo atrás de uma aventura . Quando cheguei em casa deixei meus eus delirarem antes de cessa-los. A solidão parece um castigo um karma. Agora descobri-me Homem Maduro. E quero curtir esta fase. Ser careta constituir familiar comprar uma Harley Davdson e sair com ela pelo mundo. Vou virar construtor. Pois ser escritor não gera grana. Mas sim prazer. Nem fama. A vida passa como um furacão por isto ontem subi uma trilha e cheguei a uma cachoeira seguindo por mais de cem metros dentro de um rio. Com as mochilas nas costas a câmera de vídeo na mão e nú completamente nú. Para que usar roupas em meio a natureza? Não há luxuriá em meio a mãe natureza. Somente na amarga civilização onde ainda temos muito a aprender. Fiz um vídeo. Quando voltava vi dois pequenos sapos e os filmei. Andar por entre as pedras. Estar atento as cobras e as formigas. Enfrentar os desafios das pedras. E sonhar ter uma mulher te acompanhando nestas empreitadas. A Serra da Mantiqueira e a Mata Atlântica são maravilhosas. Quando ia tinha um roqueiro que de manhã portava uma garrafa de vinho das mais baratas. E acabou
sentando no banco ao meu lado e contou suas historias. Acho que gente maluca atrai gente maluca e eu bem disfarçado de gente normal. Estes rebeldes sem causa se enchem de bebida e droga no alto da serra que bobagem. E melhor curtir bem careta. Vivenciar e saborear o que os Deuses fizeram. E saborear as nuances da natureza. Quase subi ao acampamento na trilha em direção a Montes Verdes mas a companhia não combinava uma hora aprendo a acampar dentro da floresta eu e uma bela mulher. A gente tem medo do que? Em meio a natureza talvez do bicho chamado homem. São Xico é um lugar encantador e mágico com gente de todo tipo. Quem sabe uma hora destas moro lá. Por enquanto curto umas idas e vindas dentro dos ônibus. As vezes dá vontade de ter uma moto e um carro para explorar outros lugares que a pé não chegamos. Já andei apé por todas aquelas estradas
e ainda falta me muitos lugares. O Mazinho um artista plástico diz que o certo e ir apé mesmo para ver os Muriquis, as Onças Pintadas da tia Elizabeth Souza afinal quem tem medo da Onça Pintada?
E ela não me deu uma camiseta . A Beth morou lá e nunca me apresenta outros lugares naquela região vive dizendo que vai fazer trilhas só diz. É bom ter companhias o Reinaldo Prado conhece os nomes de todas as arvores. É SÃO XICO é magico vá lá conhecer e sempre voltará. Quando morrer quero que minhas cinzas sejam espalhadas por lá.

Não eram Gueixas e sim Bruxinhas ;;;
Dizem -se do mato … Ainda não as vi.
Mas minha imaginação corre solto.
Como um cavalo a buscar sua femeá.
Eram bruxinhas... Mas prefiro as fadas que me levem escada acima.
As Bruxinhas podem me levar a descer as escadas.
A verdadeira liberdade está além das escadas...
Além do Bem e do Mal.
Solfidone criou a sua Ciência do Bem e Mal.
Prometia um harém.
Não precisamos de harém.
Ainda não conheço o amor. Que me libertará.
De qualquer decida ou subida.
Devemos estar atentos.
O delito se esconde no bem como a virtude no mal.
Assim fala Samael Aun Weor.
E assim caminhamos sobre passos trôpegos.
Ainda infantis em busca do ser.
Iludidos com o ter.
Eu mereço uma mulher real. Que me eleve ao altar dos
Deuses e Deusas.
Não eram Gueixas e sim Bruxinhas.
Cade a mulher real.
Não perderei as esperanças.
Não eram Gueixas e sim Bruxinhas.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

msn jokafaria@hotmail.com

012 9113 54 17

Confiram o video

http://www.youtube.com/watch?v=o8crNoibRPY





sexta-feira, 12 de março de 2010

O Homem - Melancia

Joca Faria

O Homem - Melancia


A noite chega enquanto para variar leio a poesia de Edu Planchez terei que fazer analise para entender minha predileção por este poeta canibal. Mas para se admirar um talento precisa-se de analise? Ainda não reconhecido pelos cânones literários Edu vive longe das Academias, editoras e tudo ligado ao oficial. Mas e daí é um poeta e pronto. Que tem potencial para ser editado.Ele já tem um poema fundamental para os dias de hoje Os filhos da Morte Burra.
E vive a margem mesmo estando dentro do oficial. Já estivemos juntos numa vernissagem em plena Academia Brasileira de Letras onde confessei que ainda não li Machado de Assis tudo é questão de momento. E melhor ler Machado já na maturidade depois de ter passado por inúmeros autores. Qualquer horas desta lerei. Encontramos Ferreira Gullar na Academia estava presente de alma e corpo. Ajoelhamos nos diante deste poeta. Que já li muitas coisas. Estar no Rio ou em São Paulo tanto faz a cena cultural é sempre a mesma com sua beleza e ilusão. Adorei aquele centro do Rio de Janeiro. Como o de Belo Horizonte, Vitoria e São Paulo já andei pelos quatro estados de nossa região sudeste. Ainda caminharei por Manaus, Cidade do México, Nova Yorque, Paris mas e daí? Não importa? E quero estar juntos com figuras como Edu, Franklin Maciel e Rynaldo Papoy e com ela também. Estas cidades combinam com gente que vê a vida com outros olhos. Olhos de Eliete Santos com quem andarei por todo oriente quem sabe vendo as piramides do Egito.
Quero poder sair em astral mas por enquanto não me é permitido. Talvez ainda seja uma curiosidade mistica enquanto for não sairei. Tudo na vida é ilusão este ano tento me despir da ilusão de sucesso ou fracasso ou de estar numa pretensa cena cultural que não existe. Sempre gostei de aparecer. Vestiria uma roupa de melancia numa boa. Mas agora esforço-me para romper com que chamam de mídia me atentarei aos meus textos e futuros livros e vídeos. Quem sabe alguns longas metragens. Se um dia tiver a tal qualidade necessária uma editora chegará amim. Não mais procuro nada além de tentar ganhar a vida de forma honesta que nos dias de hoje é um grande desafio.
Sempre fui iludido quanto a fama e dinheiro é a influencia desta mídia perversa que nos cerca de todos os lados. Nos deixamos levar pela ilusão de fama e gloria talvez nunca tenhamos lido com atenção o Eclesiastes.
A vida é bem mais que a ilusão da TV ou internet. Quanto tempo perdemos quando deixamos de estar na cozinha nas noite frias para um bate papo. Preferimos as mentiras inofensivas de um msn. Onde somos quase Deuses. Trocamos tudo para estarmos sós diante de um computador o msn aceita tudo. Aquelas mulheres vestindo látex é pura ilusão. As vaginas não existem a pornografia entorpece nossas mentes. E acabamos exigindo da mulher real algo que ela nunca vai conseguir oferecer. A idealizamos e nunca alcançaremos. Agora prefiro o real. Mesmo sabendo que o real não é. Estamos aqui por um certo tempo. Nascemos, crescemos as vezes nos reproduzimos, envelheceremos e morreremos. Tudo é passageiro. Por isto gosto da visceralidade e até do escatológico Edu Planches não acho que seja um escritor pornográfico e vulgar. Ele escreve sem tabu. Fala da vida com prazer nos bons e maus momentos. Não quero ser mais o Homem – Melancia a vida é curta para repetirmos velhos erros. Que a maturidade chegue a mim ainda que tardia. Cade a juventude minha geração já passa da hora. Cade o novo. Até quando viveremos de velhos ídolos pop. Cade os novos. Quando conversamos sobre filosofia sempre ilustramos as conversas com Raul Seixas, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e cade os novos.
Hoje numa banca viámos antológica frase de Jhon Lenom. Chega de uma geração Filha da Morte Burra só Tico Santa Cruz é uma voz quase dicedente. Nesta era de sucessos perenes. Se Tico gravasse Edu iria colocar uma poesia atual dentro desta pasmaceira mas Edu é fruto da Geração 80. E antes brilhar tardiamente do que nunca.
Assim caminhamos neste deserto de criticidade nesta sociedade de internet, tv a cabo. Agora tenho
e só vejo o vazio a exceção de nosso Ziraldo num programa próprio de TV. O mundo atual precisa de uma juventude que viva o amor a flor da pele. O que vem dizer estes Emo? Ainda não vi nada talvez eu esteja careta. E o peso da idade.
Que ouçam e leiam Edu Planchez um poeta profeta de nosso tempo anunciando Os filhos da Morte Burra Edu é visceralidade numa época vazia.

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

msn jokafaria@hotmail.com

celular 012 9113 54 17