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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

http://eduplanchezpoesia.blogspot.com/

Não consigo assistir partidas de futebol.

Joca Faria

E fez silencio na escura noite. Goya gostava de trabalhar na noite a pouco eu ouvia Led Zeppelin. Desliguei para poder criar um pouco. Minha memória começa a falhar. Tenho visões quando sonho. E algumas respostas confusas. O calor da noite me faz lembrar de quando caminhava sobre o Inferno. Goya em Bordeaux de CARLOS SAURA parece teatro feito para cinema prende qualquer um em frente a TV. Ando a ficar com medo do filme parar este parou voltei atrás. E se a vida parece e voltássemos atrás? Rebobinar a vida como se fosse uma fita de vídeo kassete. Estou aqui quase nú diante desta tela em branco. O carnaval se aproxima e ai? A vida me chega á metade e ai? Será que tudo se repete. Gostaria de ler todos os livros já feitos. Não conseguirei. Gostaria de fazer vários longas metragens , mas não tenho imaginação para um roteiro. Cadê a tão sonhada felicidade. Hoje a tarde observava formigas em frente a uma escola. Tão fortes e quantas delas já devo ter pisado. E via que todos dormíamos. Naquela tarde que já passou. Tudo passa até este momento de criação. Logo mais ouvirei novamente Led Zeppelin. E talvez este texto já esteja publicado e estarei a fazer outros. Quantos destes textos estão perdido por toda a UEB. Quantas vidas se perdem na vida? Tudo é dream. Tudo é sonho. E daí ? Quero parar de dormir e despertar deste grande sonho. Quantos filmes ainda verei? Quantos livros para ler e mudar a minha vida. Quando posso leio o horóscopo do dia. E para o meu dia vale. Poderia ler as nuvens. Como minha vó fazia. Mas sinceramente não sei? A vida é algo mágico e não devemos nos preocupar com nada. Não ligo meu celular. Não telefono para ninguém. Talvez eu goste muitas vezes de estar sozinho. Mas muitas vezes não. Depende do dia e do momento do dia. Eu durmo á tarde para buscar resposta? E ás vezes elas vêem e questão de saber interpretar. Agora novamente amo minha cidade. Mas um dia irei desbravar o mundo. Para que inventaram passaportes? O mundo eu reafirmo é nosso quintal. Quero cantar a noite toda. Toda noite antes de dormir fecho a janela e apago algumas estrelas. E adentro dentro de mim para desbravar universos. Dizem que já não sou poeta. Talvez não seja. Dizem que sou vaidoso. Apesar de ter uma grande barriga. Já não sei. Quero dormir acordado e curtir os últimos dias desta casa. Em breve será passado. Somente um sonho. Quando eu morrer vou passear e não mais voltarei aqui e esta vida será passado. Tudo passa e nos passaremos. Enquanto isto vamos celebrar o renascimento da poesia. E que a poesia esteja no prato. E dentro de nossos corações. Tudo é ilusão , mas que seja bela. Dentro de mim a uma fera. E um anjo. Com qual destas faces me vê. Quero ir além do bem e do mal. Busco estar acima de anjos e demônios e ainda não humano? Que coisa. O tempo passa já é quinta- feira. Comecei a escrever numa quarta- feira. Desculpe-me não consigo ver partidas de futebol.

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

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