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sábado, 9 de janeiro de 2010

Pobre e doente humanidade, há há há Por ingenuidade, neste inicio de ano, acreditei em mudanças nesse oceano de mesquinhez.


Joca Faria  e Ricardo Faria









O coletivo continua só nos discursos, no caminho da infelicidade dos lobos sarnentos disfarçados em bambis. Só balimos, cadáveres a repetir os velhos erros, até virarmos petróleo.



Nas bancas dos jornais, as manchetes catastróficas tentam manter o falso jeito americano de viver, para ter, sem ser.



Nos fast foods das religiões, padres, pastores e sei lá mais o que recolhem grana, muita grana, nas arapucas armadas à luz do dia, aprisionando os “espertos” dispostos a comprar a felicidade. Estelionato, como sempre!



Cadê a policia cadê a Justiça. Calma! De nada adianta gritar, e nem procurar nos chiqueiros, as autoridades estão de férias. Por onde andarão os novos líderes, as novas mensagens?



Não deveria ter escrito artistas joseenses, ah, ah, ah! Mas sim artistas joseenses, quas, quas, quas! São invólucros vazios na procissão da enganação. Surdos, mudos, cegos, egoístas, profetas do consumo, indiferentes a tudo e a todos. Apenas coelhos na cartola do mágico falecido. Não sei mais o que fazer.



Cadê a verdadeira solidariedade para com o pessoal da beira do rio Pararangaba, em São José dos Campos. À São Luiz do Paraitinga, vão para aparecer na foto, posar de bonzinhos. Bons filhos da puta.



Choram lágrimas de crocodilo nas águas contaminadas pela Votorantim, pela Monsanto, pela Petrobrás. E gritam... Gritam, até que lhes seja oferecido um empreguinho com salário miserável. Bons filhos da puta.



O pior de tudo é conviver com essa gentalha, com a mediocridade, com a falsidade, com a ignorância, com o jabá deles de cada dia.



Até quando conseguirei suportar a solidão, essa humanidade, sem luz. Quero meu demônio verdadeiro, com chifres, cheiro de enxofre e garfo na mão. Até isso querem me tomar, dizendo que sou louco.



Como em Sodoma e Gomorra, choram a queda dos casarões, em São Luiz do Paraítinga. Mas ninguém fala dos políticos corruptos luzienses que se elegeram com o dinheiro da Votorantim e outros plantadores de eucalipto que transformaram o município num imenso deserto verde que matou a flora, a fauna e expulsou o homem do campo.



Quem sabe agora, até com a queda da igreja local, essa água toda vinda das bandas de Cunha consiga lavar e purificar as almas dos luzienses para que aprendam a zelar pelo patrimônio histórico e por eles mesmos.



Tudo tem seu tempo certo, até de prefeita feia. Vamos ver se, após o desastre, São Luiz do Paraitinga se reconstruirá. Com qualidade de vida, Carnaval, marchinhas e festança, mas, principalmente, livre de seus políticos pequenos e corruptos. Tomara!



Em São José dos Campos, isso jamais acontecerá. Aqui a lama da corrupção já moldou as pessoas.



Aprecie se quiser

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