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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fundo de cultura um direito do cidadão




Joca Faria



Interferir e mudar a sua própria vida já é um desafio quanto mais da comunidade em que vive. Enquanto vida social e não a privada onde temos que trabalhar, cuidar da família, estudar laser e cultura. Mas há a obrigação da vida pública que são as atividades em busca da melhoria do coletivo onde reflete na nossa vida privada esta vida pública quase não faz parte do modo do brasileiro em geral de viver. A maioria acredita que nunca pode mudar o curso das coisas e opiniões empresariais e governamentais. Não foi o caso de Zilda Arns que dedicou sua vida ao bem comum e a política no sentido do bem fazer que morre na tragédia do Haiti. Há algum tempo eu procurava referencial e pensava em Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce que até conseguiu passagem para Paulo Coelho voltar de Salvador ao Rio na sua juventude. E não me liguei em Zilda Arns. E agora há perdemos. Mas o propósito deste texto é debater a criação de um fundo de cultura para São José dos Campos já uma luta de anos de nossa comunidade cultural. Eu consultei a prefeitura da cidade e obtive um não. Pois os governantes atuais não acham importante um projeto deste para a cidade. Alegam já ter a LIF e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo é estranho uma cidade que isenta de pagar impostos uma GM que cria incubadoras e um Parque Tecnológico e o discurso de empreendedorismo é forte não querer criar um fundo onde qualquer cidadão possa apresentar um projeto de arte e cultura e deste projeto ser avaliado e ser passado uma verba para ser executado. Não entendo como nesta cidade e no pais de modo geral o cidadão comum aquele que paga impostos e trabalha e vota não tenha direitos que empresários e associações tem. Porque não o criador de peças de teatro, dança, letras e música não possa ter um incentivo desta envergadura? A comunidade artística desta cidade que tem uma tradição forte não abandonará esta bandeira mesmo sem o apoio de nossa Câmara Municipal que não se faz sensível a um projeto de sucesso em muitas cidades destes pais. Sabemos da importância de nossa cidade no cenário nacional e uma cidade deste porte não pode abrir mão do Fundo de Cultura. Portanto estou assumindo esta bandeira e não desisto me somarei a outros cidadãos que lutam por esta lei. Estamos ai a defender um avanço na política democrática de cultura. Governos passam , mas a comunidade cultural não passa. Por isto estamos defendendo este fundo. Que será essencial para o avanço das artes e culturas no nosso município.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

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