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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A dor que nós chega através da mídia não é nossa?


Em memória de Paulo Lopes



Joca Faria



Este momento em que vivemos anda meio estranho. Sentimos-nos meio perdidos ante o Kaos que se instala. Mas quer algo mais estranho que a ausência de um beijo. O símbolo do amor. Mas hoje num cartório desta cidade qualquer. Pois hoje a cidades são iguais ao menos na forma? Vi um beijo no rosto entre amigos. Os homens andam mudando de uma maneira bem discreta , mas mudam. Qual é a lei de Deus que não permite um beijo? Não sei alguém me escreveu. As pessoas já ouviram falar em Tantrismo o sexo divino. Longe de um lugar bem comum. Da pornografia instalada em nosso sociedade cada vez mais desumana. Ninguém comenta que Jesus amou Madalena. Mas segundo os antigos textos apócrifos ele a amou. Só o amor salva. Este que vós escreve procura descobrir este sentimento tão distante desta era de consumo. Onde escolhemos a fé como se fosse utensílios numa prateleira de uma loja. Já não sabemos o que é fé. O que é o reli gare. Enquanto civilização estamos vazios. A dor que nos chega através da mídia não é nossa? A ausência de emprego de oportunidades na vida é sempre do outro. Os outros têm planos no A e B e C e nós nos sentimos os fracos. Nunca vemos que todos estamos numa jangada numa grande catástrofe. Que está difícil para todo mundo. A cidade nos faz sentir o vazio das existências. As pessoas trabalham para sobreviver. E de viver todo mundo esquece desaprendemos a viver e quando vemos a vida passou. Não me conformo em ouvir as pessoas fazendo planos para uma possível aposentadoria? Que nunca virá. Ficam o tempo todo a querer fazer horas extras no trabalho. Cara você esta vendendo seu tempo? Que algo mais precioso que tem. Ais se esquecem de beijar. De amar. Tem que gastar rios de dinheiro em sexi shopping. Perder tempo com pornografia na internet. Ou pagar dízimos em igrejas mofadas. Não lemos quase nada sobre nada. Perdemos-nos em reality show que nos vendem o vazio do ter. Enquanto o ser esta bem dentro de nós mesmos. E ai fugimos de beijos. Queremos contar vantagem em ter várias mulheres num ano. E o que isto nos vale. Se não temos um amor de verdade. Nós já não somos. Sempre rondamos os Shopping Center em busca de algo que após a compra nos deixará tão vazios quanto antes. Fazemos cursos técnicos. Faculdades. Pós graduação. E ai somos sempre os mesmos imbecis. Quando passamos em concurso para ter o tal emprego estável passa-se o tempo e estaremos vazios. Eu não tenho resposta. Quem as tem? Os livros de auto-ajuda? Estamos vivendo através de telas. Pregados em celulares, computadores, TVs. E a vida passa ? E no fim o que diremos? O que fizemos? Em que acrescentamos ? Juro que não sei. Eu só busco. E me desencontro. Não me acho. Estou perdido nesta selva chamada civilização. Na ânsia de ter? E ganho o que com isto? Tudo é sempre a mesma coisa. As religiões sempre iguais. Discurso e ações políticas sempre a mesma. As catástrofes acontecendo. E sempre os mesmos. A dor que nos chega através da mídia não é nossa? Por isto beije muito. Abrace muito. Diga palavras de conforto. E tentemos refletir o amor em ações praticas. Pois de fato só o amor é real. E tudo mais ilusão.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

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