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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Carros na chuva




Joca Faria



Meu irmão estava a ler o blog do poeta. Em meio a esta chuva vazia só agora tenho o fôlego necessário para criar este texto. Já derrubei sacos de cimento em construções que nunca terminam. Já meditei em busca da construção da alma que ainda não possuo.

Leio o blog do poeta, profeta. Lelo já faz parte de meu ritual virtual.

Não sei, porque morrem de inveja deste poeta. Ligam em minha casa para destilar veneno contra este ser. Basta já não suporto tolas fofocas. De gente que nunca viu a luz da liberdade.

Gente presa a caverna.

Caros as escolhas são escolhas. Nenhum de nós é livre, mas este poeta vive sua utopia no belo

Rio de Janeiro.

Que continua belo nestes dias de chuva. Não ouço nada além do barulho de carros na chuva.

Noticia de Sampa uma cidade Kaotica.

Quantas pessoas morrem nestes dias de chuva por culpa de nós homens.

A natureza se faz em seus ciclos. O planeta está em agonia.

Nós assinamos nossa sentença de morte. Agora o planeta agoniza e nos iremos ao abismo.

Como sentenciou o mago ao abismo ao abismo ao abismo.

E o poeta escreve em seu blog lido por mim e por você.

E o Rio é belo, Sampa no seu jeito também. Mas prefiro um lugar na Serra da Mantiqueira que ainda não tenho.

Enquanto isto fico aqui a carregar sacos de cimento. O cimento se desmanchou no chão virou pó.

E o cotidiano que nos faz viver. A chuva bela chuva esta ai nesta noite verei um filme.

Pássaros continuam presos nesta primavera.

Talvez eu consiga ir ao Rio de Janeiro na virada do ano se não for fisicamente estarei lá em espírito.

Nós estamos aqui há milênios e sempre falhamos ao tentar sair de Sansará espero que agora seja o inicio da real saída.

Sou um pássaro e vôo bem longe e mergulho dentro de mim mesmo. Desço em meus abismos para um dia poder subir.

Quem sabe um dia chego a conquistar a liberdade.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

São José dos Campos São Paulo Brasil

jocafaria@yahoo.com.br

12 91135417

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