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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Areias do Tempo
Dedicado a Leila Lopes

Joca Faria        

No calor da noite longe de olhares vampiros escrevo. Ontem não havia inspiração hoje ela rola. Como sempre a kaotica poética de Edu Planchez me inspira livremente.

Ultimamente não faço nada além de buscar meu próprio ser. Hoje á noite e longa anjos vêem me visitar. Fico triste pela morte da atriz Leila Lopes. Qualquer morte me horroriza. Tento decifrar a morte ontem assissti ao filme Areias do Tempo.Talvez eu tenha medo de minha própria morte. E trabalho com a morte o tempo todo.
Quando criança uma bela mulher veio me buscar numa madrugada.
E não fui um dia irei. Estou quase á deriva nesta terceira dimensão. Não quero sair deste lugar esta estranha prisão.
Os pássaros estão presos em suas gaiolas e não consigo libertálos. Talvez porque não possa libertar a mim mesmo.
Este filme Areias do Tempo um dia comecei e parei e ontem fui até o final. Que lindo final era um portal  para outra dimensão.
Já estivemos num portal próximo ao banhado e não atravessamos deveríamos ter atravessado e não o fizemos.
Agora estamos aqui. Quem afinal eu sou? Que não consigo anular a lei da gravidade?
No calor da noite longe de olhares vampiros escrevo.
Deveria eu não escrever. Não consigo tudo que sei vem através da escrita.
Descobri – me poeta novamente. Agora de novo sou.
Eu sou João Carlos Faria eu sou Joca Faria.
Mas além desta presença física quem realmente sou? Pois estou num intervalo de minha real existência.
Esta personalidade tem um tempo para findar. Mas sei que sou energia e faço parte deste imenso universo.
Não sei quem sou. Leio poetas. Leio jornais. Leio livros.
E não me descubro. Quando escrevo parte de mim se revela.

João Carlos Faria
Editora Pasárgada
São José dos Campos São Paulo Brasil



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