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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

São Sebastião do Rio de Janeiro




Joca Faria



Nesta tarde de fim de Natal ouço Malu Magalhães e leio Edu Planchez eita poetas que me falam a alma. A menina parece ter vindo dos anos sessenta ouvimos um Bob Dylan como diria alguém não sou dado a tanta música sou mais das leituras e agora começo a redescobrir a música. Tive um natal bem tranqüilo acho que até aqui uma vida bem tranqüila. Edu fala-me de um universo a qual não vivo. Não sinto e não me arrependo. As belas ruas de nossa São Sebastião do Rio de Janeiro tão estigmatizada neste pais como símbolo de violência mentira é uma grande cidade de nosso planeta. E tem seus grandes problemas , mas o Rio é uma novidade a todo instante. Quando estive lá um poeta deste tão desconhecido me falou que o Rio é um grande balneário numa só avenida. Não devo concordar ou discordar, pois ainda fiquei muito pouco tempo naquela mágica cidade que nunca dorme. E Malu me fez voltar a Bob Dylan que linda canção que poeta e Beat de corpo e alma. Eita fera das palavras que presente de natal... Um dia terei mil anos e ainda deverei saber muitas coisas. A gente sempre tem muito a aprender. Senhora senhora deite-se comigo estou só. Senhora SENHORA deite-se comigo. Bob Dylan me faz lembrar o poeta Oswaldo Jr. Um amigo de vida nas artes. Que segundo algumas mulheres um grande cavaleiro não sou eu que digo elas o dizem.E assim chega a noite Senhora e ainda não há tenho em minha alcoova. Terei que procura-lá por todas as cidades do planeta? Serei eu um homem a amargar a solidão? Não senhora não me deixe só. Deite-se em minha alcova. Sou só e com você me tornarei um Deus. Trago-te todo meu amor. Todos os meus sonhos. Vamos caminhar pelas areias de Copacabana. Vamos PASSEAR pela cidade que nunca dorme. Entrar num hotel simples de seu centro e nos deitar até o sol nascer quando faremos amor. Depois caminhar até uma praia. E estarmos juntos na cidade que nunca dorme. Ouvir Bob Dylan ... Conversar com Edu Planchez e pegar o avião até outra cidade. Vamos viajar pelo mundo este nosso grande mundo para nós não existirá passaportes, nem alfândegas nem falta do vil metal. Mulher temos a eternidade inteira para nossa alcoova.

João Carlos Faria

Lay Lady Lay

Bob Dylan

Deite, senhora, deite,

deite-se em minha grande cama de metal

Deite, senhora, deite,

deite-se em minha grande cama de metal

Quaisquer cores que você tenha em sua mente

Eu as mostrarei a você e você as verá brilhar



Deite, senhora, deite,

deite-se em minha grande cama de metal

Fique, senhora, fique,

fique por algum tempo com seu homem

Até o amanhecer,

Então você o verá sorrir

As roupas dele estão sujas mas as mãos dele estão

limpas

E você é a melhor coisa que ele já viu



Fique, senhora, fique,

fique por algum tempo com seu homem

Por que esperar mais pelo começo do mundo

Você pode ter seu bolo e pode comê-lo também

Por que esperar mais por um amor

Quando ele está de pé em frente a você



Deite, senhora, deite,

deite-se em minha grande cama de metal

Fique, senhora, fique,

Vamos construir a noite toda que vem pela frente

Eu desejo vê-la na luz da manhã

Eu desejo te alcançar a noite toda

Fique, senhora, fique

http://www.youtube.com/watch?v=Zj_mwzXb8T8











http://www.youtube.com/watch?v=Zj_mwzXb8T8

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal


Joca Faria

E ouve um tempo em que fotos eram no máximo 36 agora são as digitais nem bem sei quantas se produzem, mas se perdem neste universo virtual. Então é Natal não vou escrever belas frases de escritores de auto-ajuda. Gosto de falar do inconsciente e transportar ao consciente. Gosto de pessoas e de animais adoro viver. Este natal está sendo ótimo não fiz todas as reconciliações que deveria fazer. Não amei todas as mulheres que deveria amar. Em termos de amor de corpo quase não tive e a terei. Sei que sou uma pessoa imperfeita que não passa em concurso público, mas desejo a você que passe e se não passar não é o fundamental. Nem rezar, fazer mantra é fundamental. Fundamental é amar incondicionalmente e eu te amo. Sejas quem for. É mais importante dar atenção aos poucos amigos que temos. E na vida inteira cultivamos poucos amigos que se conta num dedo das mãos. Você pode ser famoso, rico ou pobre sempre terá estes amigos. Que ás vezes aparecem no seu ponto de vista em oras erradas sempre pronto a tirar uma onda. Pois tem intimidade para isto. Apontar-lhes defeito. Nada de ombro amigo isto é coisa de autor de auto-ajuda. Nada contra eles, mas sou mais eu. Isto nunca quero ser , pois sou imperfeito é isto que me faz ser humano. Nunca passei em primeiro lugar em nada. Já furei muita fila já desejei mulheres de outros. Mas já passou vivo o agora. A você que acha que lhe fiz mal peço desculpa nem esquento se aceitas ou não. A minha consciência vem em primeiro lugar. Mando lhe um cartão de natal através deste texto. Não fiques a remoer PROBLEMAS que não existe. Não sejas um personagem daquela música de Cazuza. Daquelas almas bem pequenas como ele cantou. Procuro não ser um personagem daquela bela canção de Cazuza. Amigo prefiro ser um exagerado que se joga aos seus pés e pede desculpa a vida é uma só. Aproveitas talvez só sejamos passado. Um dia quem sabe o agora. Vá siga seu caminho, pois que dentro de nós seja natal e o que teu cristo nasça dentro de ti. No mais um fraterno abraço. Estou sempre aqui o telefone é o mesmo, a rua e a mesma. Vá siga seu caminho, pois velhos amigos sempre estão abertos para um recomeço. Nas melhores festas...



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

Dia 23 de Dezembro de 2009.

São José dos Campos São Paulo Brasil












segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

http://nucleosjc.blogspot.com/2009/12/bombom.html

O nucleo Arteateh com um intervenção em São José dos Campos.

A quase quarenta graus




Joca Faria



O astronauta navega nas caravelas espaciais. Enquanto isto curtimos o sol de primavera neste instante que passa. Anjos cantam a lança no espaço, os Deuses estão junto a nós.

Nós absorvemos os raios de sol de uma primavera que se esvai. Cantemos a vida enquanto não se esvai. Secos e Molhados canta no eterno tempo. Ouço cantares da Praça Afonso Pena enquanto bancos são cobertos para presente, a cidade inteira está sendo presenteada a nós pelo Núcleo.

Der repente sou o raio de sol que me queima. Portões se abrem enquanto o sino toca ouço milhões de sinos nesta tarde de fim de primavera. Ó tarde preguiçosa estamos vivos.

Bilhões de estrelas iluminam o universo. Milhões de universos existem enquanto piscamos.

Não somos e somos? Quem não é? O papel não absorve todas as fantasias. Quero uma mente vazia ...

O astronauta navega na caravela espacial enquanto ouço secos e molhados.

Cadê aquela lança perdida no espaço? Não sei até hoje .. Quem não somos faz de nós o que somos. Cadê o lado imaterial...

A música ...a música toca e ressoa dentro de nós ... Somos um grão de areia num oceano. Somos o pássaro cantante eu não sei .

Já não somos o silencio desta tarde a quase quarenta graus.

Quem não somos?

João Carlos Faria

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Glenn Hughes




Joca Faria



Ouço Caetano Veloso numa tarde de segunda-feira enquanto leio o blog de Juracy Ribeiro que faz ótima poesia. Geralmente leio alguma coisa de Franklin Maciel e Edu Planchez. Juracy faz a diferença em nossa literatura. Seremos eternos marginais. Nossa literatura nunca se estabelece na cena nacional?

Também leio Elizabeth Souza quase não me sobra tempo meu dialogo com a poesia são com os de meu tempo. Tenho um livro de Cecília Meireles que junta poeira nestes dias darei espaço a Cecília , mas morro de vontade de ler José Omar de Carvalho que falta me faz não ser um empreendedor para montar uma editora por enquanto vamos nos contentando com o Entrementes.

Mas este discurso liberal de empreendedor me cansa ó coisa chata. Prefiro falar destes maravilhosos poetas com os quais convivo. Gente viva e cheia de desafios na doce luta da sobrevivência. Gente que vive num Kaos. Não conheço gente que faça arte e possa ser chamada de normais. Faremos uma festa dias destes na casa de um cineasta só gente bem prá lá de Tropabana com seus delírios e sonhos.

Gente que se entrega a vida e aos seus sonhos dentro de uma sociedade porcamente capitalistas e por isto vive em desventuras e ciladas do dia a dia. Muitos fogem e tentam viver vidas de bancários e funcionários públicos não é para mim também caro Edu.

Sou a utopia que sobrevive afinal somos todos utopias.Desta viagem só tiro férias quando enlouquecer ou morrer do contrário eterno artista.

Ás vezes bem medíocre quando ouso cantar Caetano ás vezes talentoso nos escritos mesmo com á gramática assassina. Sou metamorfose ambulante sou utopia somos a utopia.

Mas der repente não mais que der repente mudo o canal e nada mais nada menos que Glenn Hughess no programa do Ronie Von na TV Gazeta primeiro pensei ser uma banda cover das muito boas que nada. Era esta lenda que desculpem minha ignorância musical não conhecia.

Que lastima não conhecer um cara assim a culpa é do Davi F. F. que sabe tudo sobre rock e não me apresentou. O cara é um cobra entrei no Twitter dele e agora ele segue o meu que ironia um gênio da música seguindo um mero mortal como eu. Que os deuses abençoem os criadores da internet. Ó ferramenta.

Já postaram no yotube o Ronie Von entrou para a historia da TV com muita qualidade ele é todo nosso.

Já ouvi varias vezes este vídeo lembra Led Zepelim, Janis Joplin e tudo de bom que nestas ultimas décadas não se produz na música gente não consigo citar uma boa banda das de hoje.

Apresentem-me os novos talentos que os ouvimos, mas por enquanto fiquemos com Glenn Hughes e sua maravilhosa banda espero que ele faça uma nova turnê no Brasil.

E eu pensei que tinha alcançado o céu ao ver Rolin Stones na década de 90.

E descubro que ainda rolam as pedras....



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

http://www.youtube.com/watch?v=tvrAfD1





http://www.youtube.com/watch?v=tvrAfD1phCE

domingo, 13 de dezembro de 2009

Tropicália




Joca Faria



Por estes dias ando a observar e a refletir sobre o poder da escrita. Comento com uns amigos que também escrevem a escrita é algo subjetivo apenas um ponto de vista de alguém.

Um mesmo fato retratado por vários jornalistas e escritores gera muitas interpretações.

Muitas vezes leio coisas nas quais vivo e são retratados de outra forma. Ás vezes temos dias normais e quando começamos a escrever vira algo maravilhoso.

É a percepção humana que nos faz a cada um diferente. Também tem a interpretação de quem lê ou ouve no caso da música então como se dá um sucesso literário ou artístico?

O que faz uma obra ser a obra? Eu estava ouvindo Caetano Veloso e percebo ali um ótimo cronista de seu tempo. Uma música feita a quarenta anos atrás é bem válida hoje.

E como não achamos os Caetanos, Renato Russo ou Carlos Drummond de hoje parece que se produz tanto e nada nos chega?

Serei eu tão desatento assim para não ser injusto tem Fabrício Capnejar cronista e poeta encontrado nas livrarias e uma grande figura humana já assisti uma palestra dele.

Na música não citarei ninguém , pois na hora que ouço são musicas antigas.

Pareço programação de rádio que nunca dá espaço para o novo.

Ele o novo esta ai abrimos nossos olhos e ouvidos. Para descobrir ou redescobrir.

Dias destes reinterpletlei Tropicália de Caetano Veloso um assassinato artístico , mas nem tudo é bom em arte podemos e devemos ousar experimentar. Assim foi a proposta do Estival.Um festival de arte realizado em São José dos Campos SP Brasil no fim deste ano.

Para podermos chegar a novas técnicas.Devemos dominar as antigas.

As nossas bases estão ai Semana de Arte Moderna, Tropicália, Concretismo e por ai a afora.

Vamos tentar desvendar este novo mundo de arte e cultura e filosofia.

Estamos ai podemos e devemos criar e recriar acertar e errar.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

http://www.entrementes.com.br/
Estival mostra de Arte e Cultura em São José dos Campos São Paulo BrasilHarley CamposJoca FariaJoca e Zenilda LuaJoca Faria ,Cesar Pop e Zenilda Lua

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Terra toda é nossa...




Joca Faria



Perco-me em mim mesmo. Enquanto as gotas de chuva caem e a fome aperta. Mas tenho fome de mim mesmo nesta tarde que se inicia.

Leio o horóscopo que revela meu lado escuro. Minha escuridão se faz presente. Tenho sonhos de grande luxúria. Ontem assisti Sereias com Hugh Grant e Tara Fitzgerald um impressionante filme que se passa na Austrália desde que tive duas colopsitas penso em velas na Austrália vou pegar um foguete junto com Juracy Ribeiro e iremos á Austrália também posso ir a pé até o Chile e ir nadando até a Austrália a Terra toda é nossa.

Ao passar por uma banca vi Flavia Alessandra nua na Playboy e pensei que resistiria e não resisti. Abri as páginas da internet e a vi a nua em pelo. Preciso aprender a resistir a estes eus. Eliminalos dificilmente terei Flavia em minha cama então para que ver suas fotos.

Não tenho nada contra a nudez e sim como enxergamos a nudez. A tara que nunca será saciada. Eu gosto desta atriz que talvez nunca verei.

Tenho sonhos recorrentes em que sou ator e faço novelas na globo. Que grande bobagem tenho uma longa jornada espiritual a seguir e perco- me em tolas fantasias a vida é única.

Por estes dias penso em morar no Rio de Janeiro , mas sou muito covarde para isto. Ainda não está dentro de mim esta ousadia.

Não quero morar pela arte ou política quero ser mais um cidadão carioca por um tempo aquele cidade me encanta mesmo com todas as suas dificuldades.

Quero viver lá enquanto ela não é submersa pelas ÁGUAS DO ATLANTICO vou fazer um estágio em Caraguatatuba depois vou ao Rio a Bahia vou conhecer todo este planeta para enfim voltar ao meu Vale do Paraíba que amo tanto.

Sou Filho da Mantiqueira , mas já na maturidade devo conhecer o mundo. Que já bem conheço através de livros.

Quero viver as cidades Manaus, Paris, Nova York e tantas outras a desvendar e eu mais um idiota em São José dos Campos que para mim neste momento não me atrai.

Eu amo o mundo e estou plantado aqui eu não tenho raiz não sou árvore. Sou um ser humano cheio de medos e ousadias.

Terei de vencer os medos e saltar no abismo. Agora sou um pássaro.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

12 9113 54 17

jocafaria@yahoo.com.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Carros na chuva




Joca Faria



Meu irmão estava a ler o blog do poeta. Em meio a esta chuva vazia só agora tenho o fôlego necessário para criar este texto. Já derrubei sacos de cimento em construções que nunca terminam. Já meditei em busca da construção da alma que ainda não possuo.

Leio o blog do poeta, profeta. Lelo já faz parte de meu ritual virtual.

Não sei, porque morrem de inveja deste poeta. Ligam em minha casa para destilar veneno contra este ser. Basta já não suporto tolas fofocas. De gente que nunca viu a luz da liberdade.

Gente presa a caverna.

Caros as escolhas são escolhas. Nenhum de nós é livre, mas este poeta vive sua utopia no belo

Rio de Janeiro.

Que continua belo nestes dias de chuva. Não ouço nada além do barulho de carros na chuva.

Noticia de Sampa uma cidade Kaotica.

Quantas pessoas morrem nestes dias de chuva por culpa de nós homens.

A natureza se faz em seus ciclos. O planeta está em agonia.

Nós assinamos nossa sentença de morte. Agora o planeta agoniza e nos iremos ao abismo.

Como sentenciou o mago ao abismo ao abismo ao abismo.

E o poeta escreve em seu blog lido por mim e por você.

E o Rio é belo, Sampa no seu jeito também. Mas prefiro um lugar na Serra da Mantiqueira que ainda não tenho.

Enquanto isto fico aqui a carregar sacos de cimento. O cimento se desmanchou no chão virou pó.

E o cotidiano que nos faz viver. A chuva bela chuva esta ai nesta noite verei um filme.

Pássaros continuam presos nesta primavera.

Talvez eu consiga ir ao Rio de Janeiro na virada do ano se não for fisicamente estarei lá em espírito.

Nós estamos aqui há milênios e sempre falhamos ao tentar sair de Sansará espero que agora seja o inicio da real saída.

Sou um pássaro e vôo bem longe e mergulho dentro de mim mesmo. Desço em meus abismos para um dia poder subir.

Quem sabe um dia chego a conquistar a liberdade.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

São José dos Campos São Paulo Brasil

jocafaria@yahoo.com.br

12 91135417
Edu Planchez
edu planchez poetaHarley Campos ator e diretor

domingo, 6 de dezembro de 2009

O esvaziar da ampulheta...




Dedicado a Valquíria Lemos



Joca Faria



Nas profundezas das florestas a alma está. Nossos desejos mais secretos se escondem. A ancestralidade esta ai. Estamos a milênios subindo e descendo nas cavernas mais escondidas. Hoje tenho medo de escrever o que penso. Mas mesmo assim escrevo. Temer é parte do ser – quase humano. A luz do dia está indo embora eu num silencio após partidas de futebol que nunca assisto. Não me perco no mundano. Nada contra partidas de futebol. Mas elas não me ajudam a me desvendar prefiro uma pesquisa na rede sem volta.

Agora que me dei conta que tudo que escrevo pode ser usado contra ou a favor. Pois com o tempo sai de um contexto e se forma outro. Hoje sou moralista amanhã não. E outro dia puritano. E em outro texto devasso sendo um sou uma multidão. Qual de meus seres imaginários achas que lé. Não consigo escrever com heterônimos deixo os para Fernando Pessoa que não criou um feminino. Minha escrita tenta passar meu lado feminino.

Pois todos nós temos nosso lado feminino ou masculino não confundir com homossexualismo que é outra praia humana.

Todos somos livres perante a lei temos livre arbítrio, mas a liberdade tem suas conseqüências todo ato gera ações infinitas.

Não temos a real lucidez nunca sabemos de onde viemos. Quando dormimos não controlamos nossos impulsos.

Sei somente que respiro e pronto. Não tenho o controle de nada do tempo e do espaço. A Terra Gira num espaço navega e não sei para que buraco negro ela vai?

Mesmo sendo ser pensante somos movidos por desejos. Somos frutos do ambiente e de nós mesmo e daí?

Marionetes das circunstancias e da vida e nunca somos senhores de nosso destino.

Não sabemos quanto nos resta de vida sabemos que a ampulheta se esvai como a noite que chega neste domingo de dezembro.

E agora José?

Estou aqui solitário diante deste teclado. O ano passa. As pessoas passam e nos passaremos?

E quem me lé também passará?

Mas o que fica?

Tudo fica e tudo esvai não devemos estar aqui á toa. Ou estamos aqui á toa?

Não sei por mais que eu leia? Por mais que converso? Por mais que escrevo tudo se esvai?

Não sou o tempo. Não sou a ampulheta e não me faço Deus ou Deusa.

Sou quase humano. Longe de ser super- homem.

Sou humano. Eu durmo e acordo. Trabalho, pois eu crio e pronto.

Não me faço vitima de sistema nenhum nem algoz.

E já não quero escrever sobre política, pois é vão. Prefiro falar do fundo de minha floresta.

Ou do alto de meu abismo. O Cotidiano é para ser decifrado e não retratado já não sou

Cronista agora retomo o poeta. O filosofo.

Pois sou ... Quem é e viva San Germam.

Não sou ainda não fui e serei?

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Aline

Joca Faria

De ontem para hoje não morri. Não te vi. Não chorei. Esta tarde ouvi Raul Seixas ontem assisti ao seu especial. Esta manhã selecionei os poemas de RICOLA DE PAULA. Para o cd Pasárgada que nunca termina já faz um ano. Quero completar este trabalho que me angustia para iniciar outros sempre prometo que vai ser o ultimo cd coletivo.
E felizmente acaba não sendo. Não consigo pensar novos projetos além da idéia a ainda irrealizável de fazer um longa- metragem.
Eu que nunca escrevi um roteiro. Talvez eu não vá ao Rio de Janeiro mesmo amando o Rio moraria lá com maior prazer, mas não gostaria de morar em Sampa mesmo tendo assistido Aline.
Sampa é sufocante o Rio é liberdade. Amo São Sebastião do Rio de Janeiro. São Paulo é quente não há mais garoa. Sampa fede gasolina.
Eu quero uma liberdade que me faça andar por todos os cantos deste planeta enquanto não há tenho viajo na imaginação.
Ouço o cd O destino da chuva enquanto escrevo este. Preciso escrever uma obra de fôlego. De uma só vez, mas temo perder os arquivos.
Já pensaram em trabalhar um longo texto e depois o computador pifar. E não ter um upe grade?
É este meu temor sei que serei repetitivo, mas se repetir ás vezes se chega ao novo. Escrever é um labirinto dentro de nosso inconsciente.
Trazendo demônios e anjos a luz. Mas sei que devo ir além do bem e do mal.
A leitura de Pistis Sophia Develada por Samael Aun Weor revela- me outros mundos.
Que penso conhecer e mal conheço. Hoje já não quero escrever sobre esoterismo é muito complexo para mim.
Preciso adentrar a caverna ir ao fundo para me redescobrir. Eu não gostava de Freud agora o leio atentamente. E a influencia da faculdade.
Raul Seixas sempre me fascina sempre penso que o entendo e sempre descubro algo novo em sua obra musical e de vida.
Deixou-nos uma obra rica.
Nunca sei o que deixarei. Enquanto isto vivo. Aqui chove. Dentro de mim deserto.
João Carlos Faria
Editora Pasárgada
São José dos Campos São Paulo Brasil

http://www.youtube.com/watch?v=iutK-AeHZVU

Areias do Tempo
Dedicado a Leila Lopes

Joca Faria        

No calor da noite longe de olhares vampiros escrevo. Ontem não havia inspiração hoje ela rola. Como sempre a kaotica poética de Edu Planchez me inspira livremente.

Ultimamente não faço nada além de buscar meu próprio ser. Hoje á noite e longa anjos vêem me visitar. Fico triste pela morte da atriz Leila Lopes. Qualquer morte me horroriza. Tento decifrar a morte ontem assissti ao filme Areias do Tempo.Talvez eu tenha medo de minha própria morte. E trabalho com a morte o tempo todo.
Quando criança uma bela mulher veio me buscar numa madrugada.
E não fui um dia irei. Estou quase á deriva nesta terceira dimensão. Não quero sair deste lugar esta estranha prisão.
Os pássaros estão presos em suas gaiolas e não consigo libertálos. Talvez porque não possa libertar a mim mesmo.
Este filme Areias do Tempo um dia comecei e parei e ontem fui até o final. Que lindo final era um portal  para outra dimensão.
Já estivemos num portal próximo ao banhado e não atravessamos deveríamos ter atravessado e não o fizemos.
Agora estamos aqui. Quem afinal eu sou? Que não consigo anular a lei da gravidade?
No calor da noite longe de olhares vampiros escrevo.
Deveria eu não escrever. Não consigo tudo que sei vem através da escrita.
Descobri – me poeta novamente. Agora de novo sou.
Eu sou João Carlos Faria eu sou Joca Faria.
Mas além desta presença física quem realmente sou? Pois estou num intervalo de minha real existência.
Esta personalidade tem um tempo para findar. Mas sei que sou energia e faço parte deste imenso universo.
Não sei quem sou. Leio poetas. Leio jornais. Leio livros.
E não me descubro. Quando escrevo parte de mim se revela.

João Carlos Faria
Editora Pasárgada
São José dos Campos São Paulo Brasil



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Depois do carnaval vem a chuva?




Joca Faria



A tarde quente de uma primavera com cara de verão começa chegar ao fim os pássaros voltam á copa das arvores. As chuvas não vieram por isto faço este texto tranquilamente. Depois de tomar um gole de café. E ler as noticia do dia. O calor se faz grande. Mas é muito bem vindo um vento entra pela janela.

Hoje li vários livros. A noite promete ser tranqüila estamos em dezembro neste mês nada e tudo nos acontece. Em breve chega o Natal e o Ano Novo. E o ciclo se reiniciar no Brasil só depois do carnaval é claro.

Ainda não te achei. Um dia talvez te encontre espero que já não seja tarde. E que possamos nos amar. Não sei mulher quem tu és ainda mais sei que existe.

Por isto sempre escrevo para você. E publico em blogs mando em listas de email ás vezes nos velhos jornais em papel e em livro e cd.

Mas nunca nada de achar hoje estou sozinho muito mal acostumado a minha solidão. Faz calor gostaria de sua voz suave no meu ouvido , mas nada.

Estou derretendo ao teclar o calor se faz presente. Luzes acesas hoje as temos. Quantas vidas escrevemos usando luzes de velas. Quantas vidas que já tive você e nesta nada de te achar.

Hoje não quero falar de política de arte, cultura de nada que me seja habitual. Quero me reinventar é dezembro podemos mudar nossa maneira de ser.

Já não quero mudar o mundo , pois descobri que tenho que mudar a mim mesmo. Que já é uma grande tarefa.

Quantos atos de ilusão já participei. Quantas manifestações já fiz. E tudo passa e eu sempre aqui a lhe escrever.

Não sei como trabalhar para o bem de nossa doente humanidade preciso eu primeiro me curar.

E só você mulher tem a cura que preciso. Eu preciso morrer para novamente nascer. Eliminar meus agregados psíquicos os destruir.

Acabar com esta ilusão.

Chega desta civilização toda perdida. Não temos bússola. Cadê as estrelas?

Não sei , mas só sei mulher que te amo. Como não amo a mim mesmo.

Ainda está claro lá fora. Hoje já fiz minha caminhada de uma hora.

Mas sinto-me perdido neste labirinto afinal quem sou? Onde esta a minha essência?

Mulher por onde tu andas? Que nunca te acho?

Já vou indo a muito e nada a ser feito. Deixe nossos dias passar.

João Carlos Faria

Editora Pasárgada