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segunda-feira, 19 de novembro de 2007


Pousar de uma borboleta

Joca Faria

Vejo a foto de Clarice Lispector olhando para mim, leio o e-mail de Ricardo Faria e sua patrulha ideológica ele é o Sr. Ética sabe de tudo e julga todo mundo com suas palavras cortantes...ele pelo menos escreve tem outras línguas afiadas por nossa cidade que nem isso fazem...
Hoje chove vertiginosamente meus estomago esta em prantos mas meu desejo por escrever minhas poucas linhas é grande , quase não saio nesta segunda.
A biblioteca esta quase vazia, minha alma insana esta vazia...Minha irmã ouviu parte de meu CD e ficou furiosa não tenho culpa é o que sei fazer...e nada a além disto...pessoas atravessam a rua em silencio...não ouço nada além do barulho de ar condicionado...meu estômago bate forte preciso resistir e escrever...não sou nômade...não ando de bicicleta pela Via Dutra fiquei sozinho em minha casa neste feriado que se foi aguardando o pousar de uma borboleta...mas ela não veio não sei por que, acabei cuidando de nosso pássaro que vive preso em sua gaiola...Não sei se tem salvação estética para nos homens...vi minhas fotos na apresentação do pão e palavra...e estava horrivelmente feio...tento criar alternativas de visual mas poucas são minhas criações...a barriga e grande o cabelo desalinhado e a voz irritante este sou eu?
Nunca se sabe, o que não sabemos? Estamos sempre perdidos em nossas limitações e nos esquecemos de nossas virtudes... a poesia distante poesia de cada dia nosso...hoje é segunda tenho milhões de textos a escrever? Vocês suportarão tamanha blasfêmia com a nossa língua portuguesa...talvez eu tenha uma estética neo pank não ouço este som mas gosto da filosofia do panke e a internet propicia este recriar esta criação artística.
Não tenho muito haver com os betnks e sim com os hippies ando roto e fora de moda ...
Queria outro presente outro eterno presente...minha busca filosófica chegou ao fim ...mas quem consegue chegar ao fim?
Nada tem fim tudo recomeça como a serpente do oro boros enfim vai ter um lançamento de nossos Versos Sanguíneos será num boteco lá no Novo Horizonte organizado pelo idílico Marcelo Planchez ...tudo flui neste quintal chamado Terrra já não me preocupo com sucessos e vaidades só quero arrumar uma maneira de ganhar umas moedas de ouro de maneira honesta e nobre ...não acredito em nada mais só quero uma sede para a Cidade das Palavras lá no turvo continuar a gravar nossos CDS e fazer alguns longas metragens...a felicidade parece nos distante mas ela esta ai junto a nos...sejamos o que somos não o que nossa vá ilusão quer...estamos e podemos ir além de Maya...vamos dar as mãos e dançar cirandas na praça Afonso Pena ...sejamos felizes em nossas poucas dificuldades...somos embriões angelicais basta trabalharmos e descobriremos nossa imortalidade...
Que as borboletas iluminem a alma de Ricardo Faria e ele descubra o valor de um abraço...


João Carlos Faria

www.cidadedaspalavras.com.br
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