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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

NASCE UMA NOVA ESTRELA

NASCE UMA NOVA ESTRELA
Joca Faria

Elizabeth de Souza é o nome dela. As cidades vivem de velhos poetas enquanto novas genialidades estão ai perdidas na rede digital. Quero mesmo é estar a balançar numa rede no bairro do Turvo dentro de nossa Mantiqueira... Longe desta urbe estranha e cinzenta, cheia de barulhos, muitos barulhos em suas avenidas...Todos dormimos enquanto poetas passeiam pela cidade... Não é porque ela é minha amiga que devo deixar de contar aos quatro cantos do mundo sua bela poesia profana e sagrada. Quero é estar dentro de uma fêmea como Eliza canta em seus versos...
Cantar a pureza desta poeta que sem querer é Joseense. Que se dane! Somos o que somos por ser. O sol deu as caras em nossa cidade... Adorei a matéria do Valeparaibano de Domingo que fala de cinqüenta razoes para gostar da cidade que moramos...Amo esta cidade sem hipocrisia. Aqui cresci aqui talvez morrerei lá pra bandas do turvo, só não quero morrer atropelado na minha Vila Industrial, por um bêbado qualquer quando volto do canto coral no Espaço Chico Triste.
Esta nossa cidade é estranha tem males e bons ares. Estive numa festa Domingo, no clube da Sabesp, organizado por nossos irmãos Maçons... Eles sim, são gente boa e humildes...comemos bastante frutas! Lembrei de quando criança no clube da Johnson. É esta cidade cortada pela Dutra cheia de poetas insanos que vivem pela urbe. Conheço mais de vinte e só falam de um. Esta é a cidade das mulheres poetas.
E Eliza Souza é uma que desponta para ficar na cidade das palavras...
Precisamos sim ter um mecanismo de edição de livro, de apoio aos nossos artistas e não ficar proibindo nossos músicos de tocarem. Deveriam se reunir todos na praça Afonso Pena e fazer uma sinfonia de boa música para os medíocres políticos acordarem e fazerem o trabalho deles. Deixem nossos pássaros cantarem...
Poetas é que somos e não descobrimos ser , vivamos enquanto nos é permitido viver...sejamos felizes em nosso dia a dia no trabalho aos que tem trabalho.
Cantemos, cantemos a Cidade , o Vale e a serra , cantemos Eliza Souza e sua fluídica poesia dentro de seu mundo, grande mundo ...não faço rimas... Não quero rimas quero a poesia de Eliza Souza e deixa-la fluir por meus poros, meu real ser...enquanto não morro atropelado por bêbados insanos.
Eu que sempre me imaginei morrendo num grande mar bem longe de altares...Que bela cena final que assisti no sábado ao ver o ultimo filme da trilogia de Tolkien, O Senhor dos Anéis...aquela barco indo embora me senti indo com eles...e não fui....

João Carlos Faria
www.cidadedaspalavras.com.br

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