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sábado, 15 de setembro de 2007

Cena....

Dedicado a Edu Gair e Harley Campos

Joca Faria


Manhã bela manhã de um sábado ...hoje é dia de poesia ...filosofia...esoterismo...e muito mais porque hoje é sábado como canta Vinicius de Moraes...a poesia anda...o teatro anda...hoje se encerra o Festivale numa grande maratona...viajam poetas e incertos artistas ...caminhamos por Vilas e jardins de primavera florida...ando de saia pelos teatros...Libertários...Bejo-te a boca num asfalto...encontro pés de tomate...em plena calçada...Hoje a festa termina a luz se apaga...atores vão se embora...o sonho retoma a vida .A cidade ficará menos colorida...mas a primavera chega à semente germina e as artes se fortalecem...hoje é sábado tem Teatro da Cidade.
Nelson Rodrigues vive através de suas peças, Plínio Marcos nos engole com sua crua
Realidade...e assim é a dramaturgia...mas sem o ator nada acontece sem o ator tudo é literatura...o ator traz a vida e a morte...Chalaça ganha novamente a vida...Marques de Sade com suas orgias são belezas num palco qualquer. Edu Gair sobe num palco vestindo um vestido e grita grita grita Senhor Poesia...poesia.... poesia...eis que surge no palco alguém nú ...um poeta...dividido ao meio entre ser político e poeta...com a falsa certeza...defronta-se ao espelho e como no poema de Marcelo Planchez vê ali refletida a imagem de uma mulher devassa uma filha de Lilithy ....mas cheia de moralidade...ele trabalha com as drogas mas se vende como um cavaleiro...mas um falso cavaleiro que seduz mulheres e rouba a energia a vital sugando sugando suas idéias seus sonhos e passando a fingir-se idealista...nunca este homem entrou numa cachueira...o mar deu-lhe uma lição .... Edu Gair travestido grita de novo Senhor Poesia...o poeta caminha desce do palco atravessa nú por entre o publico e sai de cena...entra um casal brigando discutindo sentam-se a mesa de um bar num cenário de shoping center...e ficam a espera daqueles poetas que ali estão em todos os sábados mas eis que chega
Alguém com uma flor...na mão e dá a mulher senta na mesa e diz que só tem cinco minutos e nada mais...fala do acasalamento entre Deus e Deusa diz que não sabe quem é a mulher...sai fora tornar-se um anjo...afasta-se...sai correndo....apaga-se a luz acaba a cena...acende outra luz Edu Gair junto com Harley Campos na cena agora estão fazendo uma cena...de Esperando Godot...mas eis que o Sr. Poesia invade o palco descendo nú numa corda ...e grita sou o melhor de todos os escritores....eu vou ganhar o premio Nobel...os dois riem e cantam uma música de Edu Planchez...termina a cena termino este texto...assim Sr. Poesiaaaaaaaaa......


João Carlos Faria

jocafaria@yahoo.com.br

www.cidadedaspalavras.com.br

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