Seguidores

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Parque da Cidade

Joca Faria

Hoje mais um dia normal na vida de todo mundo. Todas as pessoas apreçadas. Der repente sem nos darmos conta estamos num parque. Ai vemos cantares de pássaros. Pessoas caminhando. Capivaras na fria manhã. Enquanto jogadores de futebol treinam. Caminhantes param para conversar, sobre as ultimas e importantes noticias sobre a velha corrupção brasileira.
Locais antes discretos hoje tomado pela população, mas sobra alguns lugares que ainda não foram desvendados pelo povo. Como as margens do Rio Paraíba, um velho galpão de aeroporto. Dois grandes cilos onde poetas escreviam seus poemas delirantes e imaginavam ser um portal para outras dimensões.
E assim divagavam sobre a filosofia, política e literatura.
Planejando atentados poéticos na cidade dormitório.
Ontem a noite as 23 horas a cidade já dormia em sono tranqüilo, nem percebendo as descargas que saiam das torres de suas refinarias.
Inocentes mal sabemos do quanto nosso ar já esta podre... mas fica isto para outros textos.
O importante é que a vida transcorre sobre a falsa normalidade, enquanto nosso Rio de Janeiro não se perde nenhuma bala...e a já costumeira violência não entra em nossas casas via o jornal nacional.
E sempre estamos como diziam os MUTANTES na sala de jantar...a espera sempre a espera.
Mas onde está Godot? Onde está o divino ele esta na nossa vontade de mudar este Kaos
Que criamos.
Volto ao Parque Roberto Burle Max onde estão os macacos para eu poder jogar as pipocas meu caro Raul ?

João Carlos Faria

www.cidadedaspalavras.com.br

Nenhum comentário: